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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Contos: Pequena Nuvem

PEQUENA NUVEM

- Ta vendo aquela Estrela lá?
- Sim mamãe...
- Então escute vou te contar uma historia:

Primeiros passos e Apresentação


Pequena Nuvem sempre foi um Taurino muito forte e agressivo, desde muito jovem por ser o primeiro filho do principal guerreiro de sua tribo ele demonstrava sua autoridade entrando em qualquer disputa que demonstrasse que ele era o mais forte entre os da sua idade e entre seus irmãos. Ocasionalmente o jovem impetuoso desafiava até mesmo outros com 3 a 4 invernos a mais de vida que ele, e devido a sua tenacidade eram raras vezes que era derrotado.
Ele tinha um temperamento muito forte e seguidamente o ancião da vila o separava de confusões dizendo: - Como esta tempestiva esta Pequena Nuvem hj. - Vá, vá chover e relampejar em outro local menino!.
Pequena Nuvem era tão impetuoso quanto seu pai, Grande Toten, mas também podia revelar outro aspecto de sua personalidade, um lado muito carinhoso e calmo, quando ficava olhando as estrelas com sua mãe ele ficava confortavelmente aninhado a ela ouvido as cantigas e historias dos mais velhos e principalmente as historias do Ancião que sempre traziam grandes lições no contexto em que se apresentavam.
Pequena Nuvem havia recebido este nome de sua mãe porque havia uma enorme mancha branca em suas costas em formato de nuvem e o malhado do seu pelo a destacava, embora ele não gostasse muito deste nome porque lembrava a ele coisas meigas e fofas, e isso não combinava com sua personalidade. Pequena Nuvem era extremamente ligado a seu pai aprendia noite e dia com ele, às vezes ate mesmo importunava, atrapalhava e incomodava de tão apegado que era a seu pai, Grande Toten era o maior e mais forte taurino na aldeia, e o próximo na linha de sucessão para ser o ancião, o único aspecto ao qual Pequena Nuvem não seguia seu pai, era em relação a filosofia de combate. Grande Toten usava seu poderoso toten (arma tradicional na cultura taurina), Pequena Nuvem de fato não gostava desta arma, preferia usar uma boa e velha clava talvez porque o manuseio fosse mais leve e agil possibilitando mais golpes com mais precisão.
Ele tinha um primo Chamado Espírito Livre os dois nasceram no mesmo inverno e como os pais de Espírito Livre haviam morrido devido a uma fatalidade, Grande Toten o havia adotado. Os dois garotos viviam disputando tudo o que faziam, Espírito Livre era o único na aldeia quase tão teimoso quanto Pequena Nuvem, quando o assunto era combate os dois sempre empatavam após lutarem ate a total exaustão, ao contrario de seu primo Espírito Livre era um aficionado pelos aspectos do Toten, o que deixava Pequena Nuvem enciumado quando Espírito Livre e Grande Toten conversavam longas horas sobre a filosofia do Toten, enquanto observavam as estrelas, isso e outras disputas criavam um sentimento de rancor e competitividade entre os garotos. Às vezes Pequena Nuvem tinha a impressão de que seu primo era mais bem quisto por seu pai do que ele mesmo, e isso criava no jovem um sentimento de ódio que cada vez se tornava maior.

A busca e o Encontro


Invariavelmente o tempo não para ou espera por nada nem ninguém então o jovem cresceu e chegou à idade a qual ele deveria fazer a viajem para descobrir seu novo nome e com ele entrar na maioridade. Ele deixou a tribo com o peito estufado Pequena Nuvem estava radiante, orgulhoso de si achando que poderia derrotar o mundo, quando estava partindo seu pai se aproximou dele e lhe disse:
- Tome cuidado Pequena Nuvem...- Esta é a última vez que te chamo assim porque quando voltar terá seu novo nome! Então sorriu enquanto batia em suas costas.
- Sim Grande Toten trarei meu nome a nosso ancião. Bateu no peito e respondeu animado.
Com um tapinha nas costas ele foi andando. Pequena Nuvem carregava consigo uma clava, algumas peças de roupa e um pouco de comida e água, o resto ele sabia que conseguiria no caminho. Ele mal podia esperar para voltar vitorioso para sua aldeia com seu novo nome de adulto que seria pictografado no Toten espiritual de sua família. No segundo dia de viagem ele encontrou restos de um acampamento Ork e pensou: - Ótimo agora eu consigo alguma companhia para minha aventura.
Seguindo os rastros ele acabou os encontrando, mas não gostou nada do que viu, um grupo de 4 Orks estavam acuando uma pequena criatura que havia subido numa arvore para tentar fugir e agora estava encurralado. Pequena Nuvem se aproximou devagar para que seus cascos não o denunciassem e ficou escutando:
- Desse daí seu Goblin sujo nós só queremos conversar com vc ... hahaha. Disse o que parecia ser o líder deles e já foi sacando uma espada.
- Ei! Vamos derrubar a arvore com ele em cima !!. Outro ork falou eufórico.
- Por favor !! Os senhores fariam a bondade de me deixar em paz eu não fiz nada a vocês porque me perseguem !?. Argumentou o Goblin Choroso.
- Porque é divertido seu vermezinho da Aliança. Disse um terceiro sacando um machado e junto com o quarto ork começaram a cortar a arvore.
Não que Pequena Nuvem tivesse algum interesse moral em salvar o goblin, mas a verdade é que ele estava muito curioso afinal não e todo dia que se vê um goblin que pertence a aliança, e ao mesmo tempo ele estava com vontade de brigar então se aproximou um pouco mais ate a distancia certa e pulou caindo quase a 3 metros dos Orks bradando:
- Deixem isso em paz Orks!! Vão Brincar de outra coisa!! Falou alto enquanto sacava a clava, babando e espumando com os cascos batendo na terra ameaçadoramente.
Os Orks levaram um susto inicial, mas ao verem que se tratava de um Taurino ainda jovem o Líder disse:
- Nós não iremos parar Taurino!! Ou vc acha que eu Torgar tenho medo de vc???!!!. Disse ele com a espada em punho.
- Eu não sei ork.... diz pra mim ...Disse com olhar frio e ameaçador enquanto soltava vapor pelas narinas. Os orks hesitaram então Pequena Nuvem investiu em uma carga violenta atingindo com seus chifres o líder dos orks que foi arremessado 5 metros para traz.
Os outros três orks hesitaram mais uma vez e o Ork que segurava o machado encontrou com sua face a clava de Pequena Nuvem sendo abatido rapidamente.
- Dois a menos !! Sempre me falaram que Orks sabiam Lutar !! Disse Pequena Nuvem se sentindo um gigante e com o sangue fervendo como gostava de se sentir em uma batalha..
-GRRRRRRRRR Rosnaram os dois Orks que restaram e atacaram juntos o taurino.
Por mais que Pequena Nuvem soubesse lutar nada o havia preparado para uma situação de risco de vida real ele conseguiu se esquivar do primeiro atacante, mas o segundo o atingiu na perna Esquerda. Ferido Pequena Nuvem ficou mais irritado sentido o cheiro de seu próprio sangue escorrendo em sua perna ele atingiu o ork com um violento golpe de clava amassando sua cabeça. O último ork aproveitando-se do momento em que ele atacava seu companheiro atingiu outra facada em Pequena Nuvem que urrou de dor agora estava sangrando na perna direita e no braço esquerdo. Com um esforço colossal e sentindo muita dor o Taurino se mantinha em pé mas não conseguia acertar o Ork. A criatura sentindo que o Taurino estava quase derrotado disse:
- O que foi Taurino ? Vejo que não esta mais se divertindo han?. O ódio no olhar acompanhado de um sorriso mais malévolo do que muitos uivos.
Então como se fosse um golpe de sorte, o ork foi atingido por uma pedra vinda da arvore e nessa distração Pequena Nuvem fez sua Clava ir direto de encontro ombro do ork causando o ruído de ossos sendo esmagados, o ork despencou gruindo de dor, o Taurino se aproximou dele, pos a pata sobre a face do Ork e disse com raiva na vóz.
- A minha diversão começa e termina agora!! Levantou a pata e esmagou a cabeça do Ork num golpe só cravando seu casco na terra.
Cansado Pequena Nuvem caio sentado com a perna e o braço sangrando muito, ele em toda sua vida jamais havia sido ferido dessa maneira. O Goblin vendo que não havia mais nenhum perigo em potencial desceu da arvore e se aproximou dele apressado:
- Calma clama jovem senhor creio que posso ajudar vc!! Disse isso enquanto pegava alguma coisa cilíndrica em sua mochila. Ele desdobrou em cinco partes encaixou mais duas e pronto uma pequena mesa com vários remédios e ataduras um kit completo. Pequena Nuvem se assustou com a quantidade de coisas que apareceram quase por magia. O goblin começou a passar gosmas estranhas em alguns curativos e amarrou com ataduras os ferimentos do Jovem que imediatamente começaram a arder.
- GRRRRRRRR. Rosnou o Taurino.
- Calma Senhor esta ardendo, mas vai curar depressa confie em mim afinal o senhor me ajudou não teria sentido eu não lhe ajudar . Disse enquanto saltava para trás com o urro do Taurino.
- ARGHH Arrrrde muito!! O que e isso?? Disse Pequena Nuvem num tom de irritação.
- É um remédio da minha terra não se preocupe meu acampamento não esta longe se o senhor conseguir andar talvez podemos chegar lá ainda hj.
- O que acampamento? Do que vc ta falando?
- Ora o senhor vira comigo não vira? Quero lhe apresentar a uma pessoa creio que ela terá um trabalho que ira lhe agradar. Afinal vc deve estar procurando por um, não esta?
- Trabalho ??
- Sim sim venha comigo senhor. Ela com certez vai gostar de vc !
- Ela ?!
Pequena Nuvem acabou aceitando a companhia do Goblin porque alem da curiosidade que sentia a respeito de toda a situação ele havia percebido que ao salvar o Goblin ele acabou ficando preso a gratidão dele. Então após a dor dos ferimentos diminuir eles começaram a caminhar. Pequena Nuvem ia seguindo as orientações do Goblin para chegar no tal acampamento que ele tanto falara.
- Sabe nunca havia visto um jovem taurino tão nobre e forte como vc senhor. Disse o goblin.
- Não sou nobre só estava querendo brigar e também não sou “senhor” de ninguem... Disse Jovem em tom de descaso.
- Bem, mas pude ver que o Sr. briga muito bem, eu me chamo Flik e vc?
- Eu sou Peque... Esquece não tenho nome !. Disse em tom mais calmo quase sorrindo como se houvesse lembrado de algo engraçado.
- Humnn já vi isso antes vc deve estar a procura de seu nome não é? Mas não se preocupe no acampamento você ira achar um rapidinho. Andaram mais alguns minutos em silencio então Flik disse:
- Ai ai como queria parar um pouco para descansar minhas pernas são muito curtas e mesmo vc ferido e difícil lhe acompanhar. Disse o goblin bocejando em tom queixoso.
- Muito bem paramos então. Respondeu o Taurino falando num tom mais amistoso afinal ele estava começando a simpatizar com o goblin.
Enquanto a noite caia Pequena Nuvem finalmente resolveu ser mais amigável e os dois conversaram bastante o goblin disse a Pequena Nuvem que ele gostaria de ter mais dinheiro para suas invenções, falou de sua terra e falou da Aliança e de como ele acabou fazendo parte deste grande ideal, já o Taurino passou levemente a mão sobre suas feridas e respondeu que gostaria de ter o couro mais duro para não voltar a se ferir tanto. Então quando a lua estava no centro de seu caminho e o luar deixa a noite clara eles voltaram a caminhar, conversando para se distrair, quase pela manhã eles chegaram ao acampamento.

Novos encontros e Velhos inimigos.


Pequena Nuvem ficou surpreso ao ver que o acampamento ao qual Flik se referia era um acampamento de humanos isso lhe deixava um tanto nervoso. Ao chegarem o goblin foi se antecipando falando e cumprimentando muita gente que olhava com pouco ou nenhum espanto para o taurino. Flik fez as apresentações e Pequena Nuvem notou que um antigo rival taurino também estava lá, seu nome quando criança era Espírito Livre. Ele era um guerreiro tradicional daqueles que seguiam o toten com afinco inabalável. Pequena Nuvem não pode deixar de escapar um sorriso de canto já imaginando que teria que lutar com ele novamente e pensando que desta vez acertariam as contas definitivamente.
O Jovem foi apresentado a uma mulher que vestia uma bela roupa de aço seu nome era Tsaboh Ravoc ela aparentava ser uma nobre muito influente e estava selecionando um bom guarda costas. Para este cargo estavam concorrendo Pequena Nuvem e Espírito Livre, Pequena Nuvem ficou alguns dias descansando para se recuperar totalmente de seus ferimentos nesses dias ele ouvia muito mais do que falava afinal mal conhecia os humanos, mas estava achando muito interessante as tais vestes de ferro e aço, pois via que elas protegiam muito eficientemente o corpo. Aos poucos ia gostando mais a mais dos humanos embora não demonstrasse isso, ele também se mostrava muito favorável à aliança ainda mais depois da má experiência com os Orks e das palestras emocionantes de Flik. Ele conversava com Espírito Livre e constantemente as conversas viravam discussões onde eles se ameaçavam sempre fazendo juras ao dia da escolha de Tsabo, quando eles deveriam lutar.
Espírito Livre Criticava Pequena Nuvem por não usar um totem e por ter idéias favoráveis à aliança, nosso Jovem simplesmente não respondia apenas o encarava ou deixava seu primo falando sozinho. O que Pequena Nuvem não sabia era que na verdade Tsabo além de uma nobre era também uma paladina. Ela estava recrutando pessoas para a aliança, Pequena Nuvem estava em sua mira, pois ela fora capaz de perceber o enorme potencial do Taurino.
Então chegou o dia, Tsabo queria uma luta entre os dois para decidir a quem contratar, mas ela deixou claro que a luta não deveria ser ate a morte, mas só ate o primeiro sangue. Espírito Livre se preparou com suas pinturas de guerra e com seu Totem a mão, fazendo uma pequena cantiga para si mesmo que evocava coragem, Pequena Nuvem escolheu apenas uma grande espada e não fez nenhum ritual, muito mais para provocar seu rival do que por ter alguma perícia com ela, afinal espadas eram raras entre os Taurinos e poucos gostavam de usá-las. Assim ficou configurada uma luta entre a Tradição e a inovação algo que apenas os Taurinos de fato compreenderiam.
- Muito bem Meu primo agora nós vamos finalmente resolver nossas diferenças. Disse Pequena Nuvem empunhando a espada. Num tom que poderia ser considerado cordial.
- Ora primo será que “Pequena Nuvem” acha q nossas diferenças tenham alguma solução? Respondeu ironicamente usando o nome de infância do primo e erguendo o seu Toten.
- Espírito Livre !! Por acaso pensa que é meu irmão para usar este nome comigo? Vc não tem feitos, não tem historias não tem nada para ser lembrado !! Assim como seu Toten não tem espírito ambos são nada !! Não haverá canções ou estrelas sobre vc !! Respondeu irritado por seu primo usar um nome que demonstrava intimidade e amizade entre eles. Mas apesar de estar irritado ele sabia que seu primo era um pariu duro, portanto não deixou a raiva mover suas ações e ficou aguardando.
-GRRRRRRRRRR Depois das palavras duras de Pequena Nuvem, Espírito Livre não pode se conter e investiu um ataque em carga contra ele. Pequena Nuvem que estava aguardando por isso apenas moveu-se para o lado evitando o pesado Toten do primo, em seguida descendo com a espada em um lindo arco prateado atingiu a cabeça de Espírito Livre. O sangue escorria enquanto Espírito Livre caia de joelhos com as mãos na cabeça gruindo de dor. Pequena Nuvem baixou a espada olhou para ele e disse:
- Vc perdeu primo, assim como perdeu seu chifre direito para mim. Dizendo isso Pequena Nuvem juntou do chão o chifre direito que acabara de amputar da cabeça de seu primo.
- Espírito Livre apenas ficou em silencio, pois sua vergonha era tremenda, assim como o sentimento de rancor perante Pequena Nuvem, mas ele sabia que estava derrotado e que por hora só poderia aceitar a humilhação imposta por seu algoz.
- Olhe bem para isso primo, eu poderia fazer um colar disso e mostrar para todos o que fiz com vc, mas não me traz gloria alguma derrotar um fraco... - Volte para casa e conte a Grande Toten e ao Velho que aconteceu, vc agora já achou seu nome “Sem um chifre”. Dizendo isso Pequena Nuvem jogou o chifre no chão e o estilhaçou com seu poderoso casco.
Sem um Chifre se levantou suportando a dor e humilhação, baixou a cabeça e partiu de volta para a aldeia sem dizer absolutamente mais nada.. Tsabo assistia a luta fascinada em momento algum pensou se quer em interromper o combate, pois mesmo sem entender completamente o que ocorria ou os motivos que levavam a isso ela podia perceber que dois destinos estavam atados e provavelmente teriam um resplendoroso fim. Olhando nos olhos de Pequena Nuvem levantou-se e declarou para todos que o vencedor era o jovem taurino com a espada. Após a declaração ouve uma comoção e uma festividade para comemorar. Pequena Nuvem estava muito feliz, pois tinha provado a si mesmo que era muito mais forte que seu primo e que era um guerreiro melhor e mais completo.

Novo nome e Nova vida


Após as festividade Tsabo chamou Pequena Nuvem para um conversa em particular, ela explicou que como guarda costas ele deveria a acompanhar na jornada que ela estava realizando para formar um exercito e explicou que Pequena Nuvem teria com certeza que lutar muitas vezes e arriscar a sua vida durante a empreitada ela pretendia deixá-lo avisado dos perigos que o cargo acarretava. Pequena Nuvem concordou com tudo, pois gostava de lutar e estava interessado em conhecer melhor o mundo. A campanha de Tsabo durou por um bom tempo e eles enfim conseguiram alcançar seus objetivos.
Pelos serviços prestados por Pequena Nuvem, que não foram poucos, ela deu a ele como pagamento uma armadura pesada apropriada para o seu tamanho e um grande espada também forjada especialmente para ele, isso bastou para Pequena Nuvem como pagamento por toda a campanha e agora ele tinha seu novo nome “Couro de Aço”. Sentindo-se finalmente realizado Couro de Aço resolveu que era hora de voltar para casa e declarar a sua tribo seu novo nome e seus feitos para que eles fossem colocados no Toten espiritual de sua família.
Assim ele voltaria a ter o seu lugar na comunidade junto com suas novas responsabilidades e também com sua honra e gloria estabelecidos talvez ate tivesse filhos, pensava animado.Infelizmente a vida algumas vezes se torna uma grande piada de mau gosto e foi exatamente isso que ocorreu a ele.
Ao chegar em sua aldeia ele foi recebido com desgosto, pois o veneno que Sem um Chifre havia espalhado a seu respeito já estava disseminado. O ancião da vila em principio se negou a recebê-lo e mesmo o seu Pai virou as costas para ele. Couro de Aço estava desesperado nunca imaginara que poderia se tornar um proscrito, sem saber o que fazer foi procurar sua mãe, pois sabia que ela o reconheceria. Então depois de muitas tentativas em fim ele conseguiu que seu pai permitisse que ela falasse com ele. Ele contou toda sua aventura a sua mãe e como seu primo fora derrotado. Ela lhe contou que Sem um Chifre mentira pra tribo alegando que Pequena Nuvem o havia emboscado em conjunto com humanos e que deixara de ser um Taurino para ser um humano. Sua mãe ficou muito indignada após saber da verdade e foi ter uma conversa muito seria com seu pai e com o ancião da aldeia. Após a conversa o ancião aceitou receber o jovem e gravar seu novo nome e feitos no Toten espiritual da família, mas em sua sabedoria o velho disse que Couro de Aço já não poderia ficar na vila, pois era uma aldeia de forte vinco tradicional e a presença do Guerreiro usando roupas de humanos e uma Espada ao invés das roupas tradicionais e Toten poderia incutir idéias erradas na mente dos mais novos.
Eles deveriam aprender na tradição e só depois em sua busca decidir o que fazer tal qual Pequena Nuvem fez, se ele ficasse os jovens o veriam como um exemplo de anti tradicionalismo a ser seguido e isso o velho não podia tolerar. Muito triste Couro de Aço acatou a vontade do ancião, mas não deixou a aldeia sem antes estar presente no ritual de escarnio de Sem um Chifre onde ele fora banido pra todas as vidas desta aldeia tornando se assim um proscrito. Ele jurou se vingar de Couro de Aço e sumiu. Isso ao menos fez com que Couro de Aço se sentisse um pouco Justiçado.
No dia de sua despedida Couro de Aço teve um longa conversa com seu Pai e com o seu Ancião ambos reconheciam nele um grande guerreio e lamentavam sua falta de tradicionalidade. Couro de Aço riu e disse que apesar de não usar um totem ou pinturas era um Taurino na alma e que seus feitos ainda iriam trazer muito honra para sua família e sua vida. Depois ele abraçou seu pai, seu ancião e por fim sua amada Mãe. Ele não se despediu dos irmãos, pois sabia que talvez voltassem a se ver breve já que um deles já estava entrando na idade da viajem. Então ele deixou nossa aldeia dizendo que sempre que precisássemos era só chamá-lo e que agora iria para a companhia dos humanos onde certamente arranjaria um bom modo de viver.

- Mamãe porque nós contamos estas historias?

- É para não esquecermos aqueles que amamos... - Aqueles que mesmo distantes são parte da nossa família... – Agora durma bem querido...
(Flor de Rio, mãe de Couro de Aço contando sua historia para seu irmão mais novo)

Autor: MarcioLasombra.

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