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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

FELIZ 2016 A TODOS AMIGOS DA ARCANOTECA

ANO NOVO

Ano-novo ou ano-bom é o momento em que um novo ano civil começa e quando um novo calendário anual é iniciado. Em muitas culturas ao redor do mundo, o evento é comemorado de alguma maneira, principalmente na véspera da data
O ano-novo do calendário gregoriano começa em 1 de janeiro (Dia do Ano Novo), assim como era no calendário romano. Existem inúmeros calendários que permanecem em uso em certas regiões do planeta e que calculam a data do ano-novo de forma diferente. A comemoração ocidental tem origem num decreto do imperador romano Júlio César, que fixou o 1 de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro deriva do nome de Jano, que tinha duas faces (bifronte) - uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado). O povo romano era politeísta, ou seja, adorava vários deuses diferentes, e não existe nenhum relato de que o povo judeu que viveu nessa mesma época tenha comemorado o ano novo, tampouco os primeiros cristãos.

Menu Contos: O Defunto que o Diabo Levou

O DEFUNTO QUE O DIABO LEVOU - SÃO JOÃO DEL-REI

O coronel Carlota (coronel da antiga Guarda Nacional) era um riquíssimo traficante de escravos, já idoso, calvo e gordo, que residia com a família num sobradão quase centenário, à época, nas proximidades da igreja do Carmo.

A enorme riqueza material desse homem contrastava, porém, com sua imensa miséria moral. Era um indivíduo perverso, de tal maneira perverso, que martirizava os infelizes escravos que lhe pertenciam,não porque cometessem algum delito, mas unicamente para vê-los delirar de sofrimento. Muitos deles fugiam ou se suicidavam, quando lhe caíam nas garras.

Aliás, não eram só os pobres e infelizes pretos as vítimas desse tarado satânico – a família também sofria terrivelmente sob seu jugo implacável. Era de conhecimento comum que a filha mais velha fora por ele próprio envenenada, por apenas recusar um fazendeiro bronco, de idade avançada, enfermiço e autor de muitas mortes, o qual, só pelo seu ouro, o coronel queria para genro.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Grega: Jocasta

JOCASTA

Jocasta foi, na mitologia grega, filha de Meneceu e mulher de Laio, rei de Tebas, com quem teve um filho, Édipo.

O MITO

Pela previsão do oráculo, de que Édipo seria um perigo para a vida de Laio quando crescesse, o recém-nascido foi entregue a um pastor, fiel servo de Laio, por Jocasta que o incumbiu da difícil tarefa de matá-lo. Todavia, Édipo é salvo por outro pastor que entrega o menino a um casal. Já adulto, Édipo, em uma de suas peregrinações ao Oráculo, descobre que será o assassino de seu pai, desse modo, foge de sua cidade e de sua sina. Entretanto, no meio do caminho se depara com uma carruagem que leva o rei de Tebas, Laio. Um de seus servos joga a carruagem de encontro a Édipo, que tomado de ira, devido à soberba dos integrantes da comitiva e do rei que desconhece, luta contra aquelas pessoas até conquistar sua “honra” com a morte daqueles homens. Somente um dos servos consegue fugir. Ao chegar a Tebas vê que a cidade  pólis  está sendo perseguida por uma grande mal, a Esfinge com seu enigma. Édipo é o único que consegue resolver a charada, sendo assim, proclamado rei de Tebas. Ele se casa com Jocasta, sua mãe. Algum tempo se passa até que chega à cidade a notícia da morte de Laio. Édipo, ao tomar conhecimento da notícia, tenta achar os culpados pelo assassinato, para tanto, manda seu cunhado Creonteao oráculo de Apolo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Nordica: Heimdall

HEIMDALL

O surgimento deste deus é obscuro, pois o poema que continha a descrição desta história se perdeu no tempo. Sabe-se que Heimdall é filho das "nove mães", conhecidas como "donzelas das ondas" e supostamente o pai era Odin, que em certa época era amante das donzelas das ondas.

Heimdall é dotado de incrível visão e audição, consegue por exemplo enxergar perfeitamente durante a noite, e podia ouvir por exemplo a grama crescendo em Midgard. Outra característica interessante era que ele não precisava dormir, dessa forma se mantinha em alerta o tempo todo. Conta o Edda em prosa que ele guardava seu ouvido na fonte de Mimir, e por isto podia ouvir tudo o que acontecia nos nove mundos de Yggdrasil.

Conta as lendas que Heimdall teria ido a Midgard sobre a persona de Rig, e lá ele se hospeda na casa de três familias distintas (uma humilde, outra mediana e a ultima muito rica), e ele dormiu na cama do casal entre o homem e a mulher, e assim passados nove meses, nasceu um filho em cada família, sendo estes os ancestrais de cada casta, os servos, os camponeses donos de terras, e os nobres e chefes das tribos.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Indiana: A origem da dança do ventre

A ORIGEM DA DANÇA DO VENTRE

A forma de dança chamada em árabe de "Raqs Sharqui" (dança do oriente) existe provavelmente há milhares de anos.  Há muitas teorias sobre suas origens, uma das quais é, que tem suas raízes na Índia e que de lá foi difundida pelos ciganos que a divulgaram no Ocidente. 

Outros dizem que ela nasceu no Antigo Egito, e querem traçar no passado sua origem de acordo com antigas danças rituais  da Idade da Pedra, nas religiões que cultivavam a grande Deusa. 
Também acredita-se que a dança existiu como forma de arte nas cortes tanto sob o Império Romano quanto mais tarde no Império Otomano (Turquia).  Durante esta época, imagina-se que a dança possa ter se espalhado por todo o mundo árabe.

Infelizmente não há documentos suficientes que comprovem a dança até o século XX e a documentação existente é difícil de interpretar, pois dança é uma arte visual e o que se tem é a visão subjetiva do expectador que a assiste.  De qualquer forma, uma pequena estatueta do século II d.C. mostra uma dançarina em pose típica de dança oriental, tocando instrumentos antecessores dos "snujs" que a bailarina toca hoje em dia.
A dança é uma parte integrada na música árabe.  É difícil acreditar que uma dança que interpreta em tão alto grau cada nuance da música possa ter mudado tanto, quando você sabe que a música tem fortes raízes que voltam ao passado da cultura árabe.  Ambas, música e dança são parte do dia a dia no mundo árabe; pessoas se encontram, tocam e dançam como parte do cotidiano.  A dança e a música tradicional são também elementos importantíssimos em ocasiões especiais como casamentos, por exemplo.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Grega: Sabasios e Dioniso

SABAZIUS E DIONISO 


A beleza  de Perséfone era admirada por todos os deuses, inclusive por Zeus - o deus todo poderoso do Olimpo. Isso despertou a ira de Afrodite, que sempre desejava ser a mais bela e admirada. Devido a essa rivalidade Afrodite plantou o amor no coração de Zeus, que se transformou numa serpente para seduzir Persefone quando ela viesse visitar sua mãe. Do encontro entre Perséfone e Zeus nasceu Sabazius, que foi viver com Zeus no Olimpo.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Oriental: Meng Po

MENG PO

Na mitologia chinesa, Meng Po é a Senhora do Esquecimento. Ela serve Di Yu, que é o reino chinês dos mortos. Quando uma alma está pronta para a reencarnação, é da responsabilidade de Meng Po fazer com que a alma esqueça a sua vida anterior, bem como o seu tempo em Di Yu. Para ajudar as pessoas a esquecerem, ela fabrica um chá especial chamado Tea dos cinco sabores do Esquecimento e oferece um copo a cada alma para beber.

Amnésia permanente é imediatamente atingida pela alma, para que possa continuar a sua viagem numa nova encarnação. Quando uma alma é ressuscitada num animal, ela mantém as suas sensibilidades humanas e sente a dor e a angústia do animal quando é abatido, mas é incapaz de expressar a sua consternação através da fala humana.

Devido a isso, muitos tentaram evitar beber o chá feito por Meng Po. Existem lendas sobre os nascimentos miraculosos de crianças capazes de falar assim que nasceram, porque a alma que habita o seu corpo tinha sido bem sucedida a escapar da vigilância dos guardiães do Inferno, e tinha evitado beber o caldo do esquecimento, afirmam algumas lendas.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Oriental: 05 Onis e Yurei do Japão

CINCO ONIS E YUREI DO JAPÃO 

Oni (demônios) e Yurei (fantasmas) têm desempenhado um papel na cultura japonesa por milhares de anos, e histórias de espíritos novos continuam a ser dito hoje. Grande parte dessa lista é composta de hannya, que em Noh teatro são mulheres cuja raiva e ciúme transformou-os em oni enquanto ainda está vivo. Aqui estão apenas alguns contos de demônios, fantasmas e mulheres que você não quer mexer.

1-KIYOHIME


Kiyohime era uma jovem mulher desprezada por seu amante, um monge chamado Anchin, que cresceu frio e perdeu o interesse nela. Percebendo que ele tinha deixado, Kiyohime o seguiu até um rio e transformado em uma serpente ao nadar após seu barco. Aterrorizados por sua forma monstruosa, Anchin buscaram refúgio em um templo, onde os monges escondeu debaixo de um sino. Não deve ser evitada, Kiyohime encontrou-o por seu cheiro, enrolada em torno do sino, e bateu em voz alta sobre ele com sua cauda. Ela, então, respirou fogo para o sino, derretê-lo e matar Anchin.








terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Menu Artigos: Os Sete Pecados Capitais

OS SETE PECADOS CAPITAIS


Os Sete Pecados Capitais por Hieronymus Bosch.
Os sete pecados capitais são quase tão antigos quanto o cristianismo. Mas eles só foram formalizados no século 6, quando o papa Gregório Magno, tomando por base as Epístolas de São Paulo, definiu como sendo sete os principais vícios de conduta: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, preguiça e inveja. Mas a lista só se tornou "oficial" na Igreja Católica no século 13, com a Suma Teológica, documento publicado pelo teólogo são Tomás de Aquino. No documento, ele explica o que os tais sete pecados têm que os outros não têm. O termo "capital" deriva do latim caput, que significa cabeça, líder ou chefe, o que quer dizer que as sete infrações são as "líderes" de todas as outras. E, do ponto de vista teológico, o pecado mais grave é a soberba, afinal é nesta categoria que se enquadra o pecado original: Adão e Eva aceitaram o fruto proibido da árvore do conhecimento, querendo igualar-se a Deus. A Igreja até tentou oferecer soluções para os pecados capitais, criando uma lista de sete virtudes fundamentais - humildade, disciplina, caridade, castidade, paciência, generosidade e temperança -, mas os pecados acabaram ficando mais famosos. Outras religiões, como o judaísmo e o protestantismo, também têm o conceito de pecado em suas doutrinas, mas os sete pecados capitais são exclusivos do catolicismo.

Os Sete Pecados Capitais são um tema antigo e ainda que chama a atenção para debates, seja de cunho teológico, filosófico, moral, social, cultural, histórico, psicológico, etc. No entanto, é interessante que pouca gente realmente conheça a complexidade destes pecados, e que os mesmos são mais amplos em seus sentidos, e que alguns estão correlacionados entre si, o que possibilita a pessoa a partir de um pecado, acabar cometendo outro desta lista de sete e até que não consta nesta lista.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Oxaguiã

OXAGUIÃ (Oxalá Novo)

Exê êêê
Oxaguiã era o filho de Oxalufã.
Ele nasceu em Ifé, bem antes de seu pai tornar-se o rei de Ifan.
Oxaguiã, valente guerreiro, desejou, por sua vez, conquistar um reino.
Partiu, acompanhado de seu amigo Awoledjê.

Oxaguiã não tinha ainda este nome. Chegou num lugar chamado Ejigbô e aí tornou-se Elejigbô (Rei de Ejigbô). Oxaguiã tinha uma grande paixão por inhame pilado, comida que os iorubás chamam iyan. Elejigbô comia deste iyan a todo momento; comia de manhã, ao meio-dia e depois da sesta; comia no jantar e até mesmo durante a noite, se sentisse fazio seu estômago! Ele recusava qualquer outra comida, era sempre iyan que devia ser-lhe servido.

Chegou ao ponto de inventar o pilão para que fosse preparado seu prato predileto! Impressionados pela sua mania, os outros orixás deram-lhe um cognome: Oxaguiã, que significa "Orixá-comedor-de-inhame-pilado", e assim passou a ser chamado.

Awoledjê, seu companheiro, era babalaô, um grande advinho, que o aconselhava no que devia ou não fazer. Certa ocasião, Awoledjê aconselhou a Oxaguiã oferecer: dois ratos de tamanho médio; dois peixes, que nadassem majestosamente; duas galinhas, cujo fígado fosse bem grande; duas cabras, cujo leite fosse abundante; duas cestas de caramujos e muitos panos brancos. Disse-lhe, ainda, que se ele seguisse seus conselhos, Ejigbô, que era então um pequeno vilarejo dentro da floresta, tornar-se-ia, muito em breve, uma cidade grande e poderosa e povoada de muitos habitantes.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Menu Mitologia: Sereias (vídeo)

SEREIAS

Como sempre peregrinando no youtube me deparei com esse vídeo muito bom do canal Acredite ou Não , sobre Sereias espero que gostem

Mitologia Grega: Rios Mitólogicos

RIOS MITOLÓGICOS 

ESTIGE

Na mitologia grega, Estige (do grego Στυξ, transl. Styx) é uma ninfa e um rio infernal no Hades dedicado a ela. Era filha de Tétis. Ajudou Zeus na guerra Titanomaquia contra os titãs e foi recompensada com uma fonte de águas mágicas que desaguavam no Tártaro.

Estige também é o nome do rio da invulnerabilidade, um dos rios do Tártaro. Segundo uma versão da lenda de Dionisio, uma promessa feito a partir pelo Estige é o voto mais sagrado que pode ser feito. Nem mesmo os deuses podem quebrar uma promessa pelo Estige. Segundo a lenda, a mortal Semele, mãe de Dionísio, uma amante de Zeus, foi enganada por Hera, que querendo vingar-se da amante do marido se metamorfoseou em sua serva. Hera convenceu Semele a pedir a Zeus uma prova de amor: primeiro Semele fez Zeus fazer uma promessa pelo Estige sem saber do que se tratava; depois Semele disse que queria ver a forma verdadeira de Zeus. Tendo já feito a promessa, Zeus não pôde voltar atrás e mostrou sua verdadeira forma a Semele, que morreu nessa metamorfose. O fato de nem mesmo Zeus ter ousado quebrar a promessa, demonstra a importância do voto. O Estige aparece em várias histórias. Numa das mais comuns, Tétis tentou tornar o seu filho Aquiles invulnerável mergulhando-o nas águas desse rio. Porém, ao mergulhá-lo, suspendeu-o pelo calcanhar (o calcanhar de Aquiles), ficando esta parte vulnerável, o que acabou sendo o motivo de sua morte durante a Guerra de Troia.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Nordica: Eitri

EITRI

Eitri na mitologia nórdica, é um anão, filho de Ivaldi e irmão de Brokk.

Quando Loki roubou o cabelo de Sif, o navio de Frey, Skidbladnir, e a lança Gungnir de Odin, apostou sua própria cabeça com Brokk que seu irmão Eitri não poderia fazer artigos tão dignos quanto os citados anteriormente.

Eitri começou a trabalhar em sua fornalha enquanto seu irmão trabalhava no fole, mas uma mosca (usualmente apresentada como Loki) começou a ferroar Brokk, tentando pará-lo e minando seus esforços.

Eitri foi bem sucedido em construir o porco-do-mato dourado, Gullinbursti, o anel dourado Draupnir, e o martelo Mjolnir, o que fez seu irmão ganhar a aposta, mesmo que o punho do último fosse mais curto do que deveria ter sido.

Menu Mitologia: Andraste

ANDRASTE 

Muito pouco se sabe sobre a Deusa guerreira Andraste da tribo dos Icenos, que aceitava sacrifícios de lebres e de seres humanos. Andraste é uma Deusa guerreira da Vitória, dos Céus e das Batalhas.

Andraste ou Andred cujo nome significa ”A Invencível’ era uma deusa irlandesa equiparada com Andarte cultuada na Gália e com características semelhantes à Morrighan, sendo evocada na véspera das batalhas para garantir a vitória.Os romanos diminuíram seu status para uma deusa lunar (por ser a lebre seu totem) e a associaram ao amor e fertilidade. No entanto, o arquétipo original de Andraste é de uma deusa escura e ceifadora, invocada apenas nos momentos de extrema necessidade, pois ela exigia sacrifícios de sangue humano, considerado o mais potente substrato mágico. Nesse aspecto, essa Deusa seria tida como Deusa Crone, o lado obscuro da Lua, àquela para que todos retornam. Ela controlava os fios da vida de cada ser humano, do nascimento até a morte, pois a morte pois a morte é uma consequência da guerra. O seu lado sombrio (da anciã) era amenizado pelos seus atributos de deusa lunar, regente do amor e da fertilidade (como mãe criadora da vida) e regente da caça (na sua face de donzela).

Como uma Deusa lunar tríplice (Donzela-Máe-Crone), certamente, Andraste foi venerada.

Os britânicos têm santuários dedicados à Deusa Andraste em um bosque sagrado, como nas florestas da ilha Mona (Anglessey). Ela está associada a lebre.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Menu Mitos e Lendas: Zaratustra

ZARATUSTRA 

Zaratustra, mais conhecido na versão grega de seu nome, Zωροάστρης (Zoroastres, Zoroastro), foi um profeta e poeta nascido na Pérsia (atual Irão), provavelmente em meados do século VII a.C. Ele foi o fundador do Masdeísmo ou Zoroastrismo, a primeira religião monoteísta que se têm notícia, adotada oficialmente pelos Aquemênidas (558 – 330 a.C.). A denominação grega Ζωροάστρης significa contemplador de astros. É uma corruptela do avéstico Zarathustra (em persa moderno: Zartosht ou زرتشت). O significado do nome é obscuro, ainda que, certamente, contenha a palavra ushtra (camelo).

Nascimento e infância de Zaratustra

Há muito tempo, nas estepes a perder de vista da Ásia Central, perto do Mar de Aral, havia uma pequena vila de casas de adobe, onde vivia a família Spitama. Um dia, no sexto dia da primavera, um menino nasceu naquela família. A sua mãe e seu pai decidiram dar-lhe o nome de Zaratustra. Ao nascer, Zaratustra não chorou, pelo contrário, riu sonoramente. As parteiras, vendo aquilo, admiraram-se, pois nunca tinham visto um bebê rir ao nascer.

Na vila havia um sacerdote que percebeu que aquele menino viria a ser um revolucionário do pensamento humano e o que enfraqueceria o poder dos "donos" das religiões. Ele então decidiu tomar providências e procurou Pourushaspa, o pai de Zaratustra, com a seguinte conversa: "Pourushaspa Spitama, vim avisar-lhe. Seu filho é um mau sinal para a nossa vila porque riu ao nascer, ele tem um demônio. Mate-o ou os deuses destruirão seus cavalos e plantações. Onde já se viu rir ao nascer nesse mundo triste e escuro! Os deuses estão furiosos!".

Pourushaspa não queria ferir seu filho, mas o sacerdote insistiu e impôs uma prova.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Menu Mitologia: Aíne

ÁINE


Filha do deus Owell e filha adotiva do deus do mar, Manannan, Áine é uma das deusas do céu e rainha das fadas irlandesa. Como divindade, viaja pelo espaço e, em sua homenagem, se celebra a festa da noite de verão, transformada mais tarde na festa de São João. É também a Patrona de Munster, conhecida como Knockayne.

É a deusa da fertilidade, do amor, do amanhecer, do sol e do fogo, caracterizada por inspirar paixão nos seres humanos. Além disto era a deusa do milho e do gado.

Diz a lenda que o rei de Munster, Aillill Ollum, enlouquecido de amor por ela, tentou violenta-la. Áine o matou com sua magia. Por conta disto ela adotou a regra de nunca ter sexo com homens grisalhos.

Depois disto apaixonou-se por Finn Mac Cunhhall, porém um feitiço deixou seus cabelos grisalhos. Áine, mesmo apaixonada, se manteve fiel a seus princípios. De vez em quando seduzia homens mortais para que fossem a seu palácio, imerso debaixo do lago. Costuma sentar-se numa pedra, conhecida como "a cadeira de parto", penteando seu longo cabelo louro com um pente dourado. Esta visão enlouquecia os homens de paixão, e os mesmos não sossegavam até vê-la novamente. Segundo outra lenda, teve um filho com um humano, Fitzgerald.

Menu Artigos: Escatologia

A ESCATOLOGIA



O termo 'escatologia' designa a doutrina dos fins últimos, isto é, o corpo de crenças relativas ao destino final do homem e do universo. Tem origem no termo grego, geralmente empregado no plural, tá escháta 'as últimas coisas' [cf. Althaus, 1922; Guardini, 1949]. Porém, alguns especialistas, nomeadamente teólogos e historiadores da religião, empregam-no no singular, escháton 'o acontecimento final' [por exemplo,Dodd, 19361, para designar o Dia do Senhor, o Dia do Juízo Final, segundo o Apocalipse cristão.
Por vezes, nos textos dogmáticos gregos é usado como adjetivo, referindo-se a termos que designam o tempo eschatai mnerai 'os últimos dias', eschátos krónos 'o último tempo', escháte hora 'a última hora' [cf. Kittel, 1932, pp. 694-95].

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Egipcia: Amonet

AMONET 

Na mitologia egípcia, Amunet, embora predominantemente conhecida como a deusa do ar e invisibilidade, mudou na personificação ao longo da duração das dinastias do Egito. Ela acredita-se ser a forma feminina do maior deus Amon e é um dos oito divindades destaque no Ogdoad (que consistem em quatro pares, onde o nome da mulher é um derivado do que a do marido). Como a maioria das deusas Ogdoad, ela assume a forma de uma mulher com a cabeça de uma cobra egípcia, ou simplesmente uma cobra regular. Seu nome também vem em diversas outras variações, incluindo AMONET, Amaunet, Imentet, Imentit, Amentet, Amentit e Ament. Seu nome significa uma fêmea que está oculto e seus poderes estão ligados à palavras silêncio, quietude, mistério e obscuridade.

De acordo com alguns mitos Amunet era filha de Horus e Hathor. Ela também foi, por vezes, se fundiu com Hathor, Isis e Neith, Mut, e Nut.

Como a deusa do ar, ela é descrita como uma deusa alada ou uma mulher com uma pena de avestruz ou um falcão em sua cabeça. Em hieróglifos, ela é representada como uma mulher com o sinal do Oeste (um semi-círculo no topo de um longo e um pólo curto), assim ela foi dado o título "Ela do Ocidente". No Egito Antigo, o Ocidente é a onde os mortos entram no submundo e Amunet é acreditado para ser como a deusa que congratula-se com a sua entrada no Reino de Osíris.

Ao longo dos anos, tornou-se cada vez mais associada Iusaaset, uma sombra de Atum. Esta associação fez dela a mãe de toda a criação que possui a árvore da qual a vida surgiu e volta (a árvore de acácia mais antiga que se acredita ser encontradas em Heliopolis, a cidade onde todas as divindades nasceram). Ela às vezes é mostrada como uma mulher com um cetro e ankh de vida em sua mão.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Menu Mitologia: Angkor Wat - Atlântida da Selva

ANGKOR WAT - Atlântida da Selva

Nas profundezas da selva do Camboja encontram-se os restos de uma vasta cidade medieval que permaneceu escondida até o século XIX, Angkor Wat, foi construída por volta de 1150, continua sendo o maior complexo religioso do planeta, cobrindo uma área quatro vezes maior do que a Cidade do Vaticano.


Agora, técnicas modernas de arqueologia estão revelando os segredos dessa cidade misteriosa: uma rede intrincada de templos, largas avenidas e sofisticadas obras de engenharia. E, mais incrível ainda, os arqueólogos encontraram na região uma outra cidade, ainda mais antiga – uma verdadeira “Atlântida” construída em meio à plena selva do Camboja.

Em abril de 1858, um jovem explorador francês, Henri Mouhot, velejou de Londres para o sudeste da Ásia. Durante três anos de viagens, ele pesquisou e identificou exóticos insetos da floresta que ainda hoje carregam seu nome.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

RPG versão 6.4 - Jogue RPG de mesa online

RRPG 6.4





Programa para Windows feito para mestres e jogadores do tradicional RPG de mesa realizarem suas partidas online! Roladores de Dados, fichas para vários sistemas (D&D, Vampiros, 3D&T, etc..), grid de combate, microfone, lista de contatos, músicas e muito mais. Clique aqui e conheça os detalhes. 

sábado, 12 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Grega: As Pitonisas

AS PITONISAS 

Os gregos davam o nome de Pitonisas a todas as mulheres que tinham a profissão de adivinhas, porque o deus da adivinhação, Apolo, era cognominado Pítio, quer por haver matado a serpente píton, quer por ter estabelecido o seu oráculo em Delfos, cidade primitivamente chamada Pito.
A pítia ou pitonisa propriamente dita era sacerdotisa do oráculo de Delfos. Sentada sobre o trípode ou cadeira alta com três pés, acima do abismo hiante donde brotavam as pretensas exalações proféticas, ela divulgava os seus oráculos uma vez por ano, no começo da primavera.

No começo só houve uma Pítia, mais tarde, quando o oráculo mereceu inteiro crédito, elegeram-se muitas sacerdotisas, que se substituíram umas às outras e podiam sempre dar resposta em um caso importante ou excepcional.

Antes de sentar na trípode, a Pítia sempre se banhava na fonte de Castália, jejuava três dias, mascava folhas de loureiro, e com religioso recolhimento, cumpria várias cerimônias. terminados esses preâmbulos, Apolo prevenia a sua chegada ao templo que tremia até os alicerces. Então a Pítia era pelos sacerdotes conduzida à trípode. Era sempre em transportes frenéticos que ela se desempenhava das suas funções, dava gritos, uivos e parecia possuída por um deus. Assim que desvendava o oráculo caía numa espécie de aniquilamento, que algumas vezes durava muitos dias. "Muitas vezes, diz Lucano, a morte imediata foi o prêmio do seu sofrimento e do seu entusiasmo".

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Menu Mitologia: O roubo do Fogo

O ROUBO DO FOGO


 Há muito tempo atrás, a terra era de todos, mas o fogo, não. O fogo possuía um dono. O dono do fogo era o Urubu rei. Para o Urubu rei não esfriar, ele o trazia sempre escondido debaixo das asas.
Os descendentes de Rupave o pai dos povos secavam os alimentos ao sol, e vendo a fadiga do trabalho o chefe tribal Baíra resolveu roubar o fogo para que eles pudessem cozer sua comida.
Baíra era muito inteligente. Sabia muitas coisas. Falavam que foi ele ensinou os homens a caçar passarinhos com visgo … Os ensinou a pescar com sangab, um de peixe fingido, para retirar os peixes de verdade. Baíra ensinou várias coisas á eles.
O chefe dos tribal, Baíra, foi ao mato, fazer uma experiência.
Cobriu-se de cupim e deitou-se, fingindo que estava morto. Veio a Mosca Varejeira, viu aquele morto e foi avisar o Urubu. O Urubu era o dono do fogo, e o trazia sempre consigo, debaixo das asas, dizem.

O Urubu desceu do céu, então, acompanhado de outros urubus, da mulher e dos filhos.

O Urubu então despiu suas vestes de penas e pôs se a caminhar. Preparou o moquém(uma churrasqueira primitiva) e pôs debaixo dele o fogo, mandando que os filhos vigiassem. Os filhos viram que o morto estava bulindo. Disseram ao Urubu. O Urubu não acreditou nos filhos. Disse-lhes somente que fossem matando as varejeiras com as flechinhas que haviam trazido.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Meni Mitologia: Malleus Maleficarum

MALLEUS MALEFICARUM (O Martelo das Bruxas)

O Martelo das Bruxas ou O Martelo das Feiticeiras (título original em latim: Malleus Maleficarum) é uma espécie de manual de diagnóstico para bruxas, publicado em 1487, dividindo-se em três partes: a primeira ensinava os juízes a reconhecerem as bruxas em seus múltiplos disfarces e atitudes; a segunda expunha todos os tipos de malefícios, classificando-os e explicando-os; e a terceira regrava as formalidades para agir "legalmente" contra as bruxas, demonstrando como processá-las, inquiri-las, julgá-las e condená-las. Institoris e Sprenger oferecem um guia passo a passo sobre como conduzir o julgamento de uma bruxa, desde a reunião de provas até o interrogatório (incluindo técnicas de tortura). Mulheres que não choravam durante o julgamento eram automaticamente consideradas culpadas de bruxaria. O Martelo das Feiticeiras, é provavelmente o tratado mais importante que foi publicado no contexto da perseguição da bruxaria do Renascimento. Trata-se de um exaustivo manual sobre a caça às bruxas, publicado primeiramente na Alemanha em 1487, e que logo recebeu dezenas de novas edições por toda a Europa, provocando um profundo impacto nos julgamentos de pessoas acusadas de bruxaria no continente por cerca de 200 anos. A obra é notória por seu uso no período de histeria da caça às bruxas, que alcançou sua máxima expressão entre o início do século XVI e meados do século XVII.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Mitologia Oriental: Oni

ONI

Oni (鬼?) são criaturas da mitologia japonesa. O termo Oni é equivalente ao termo "demônio" ou "ogro", porque tais podem descrever uma variedade grande das entidades. Onis são criaturas populares da literatura, arte e teatro japonês.

Um oni é humanóide, eles geralmente são grandes, mas às vezes pequenos, e têm rostos de homens, macacos ou bestas e ocasionalmente até de pássaros. Freqüentemente possuem chifres, que variam desde pequenas protuberancias a chifres longos, pontudos e espiralados que formam arcos como em um antílope, ou lisos como os chifres de um dragão. Selvagens na natureza, raramente vestem muito mais do que um fundoshi.

A variação mais famosa dos oni - com chifres como de um boi e trajando um fundoshi de pele de tigre, pode ser relacionado ao kimon, a porta do demônio, através da qual os infortunados do mundo devem passar. A porta é encontrada no noroeste, ou no sentido do ushi-tora - Ushi e tora que são os sinais do boi e do tigre.

Por outro lado, a aparência dos oni é derivada provavelmente dos demônios chineses, importados dos contos do submundo budista. Emma-Daiō, o rei do jigoku (inferno), é imaginado às vezes como tendo dois assistentes, o aka-oni (ogro vermelho) e o ao-oni (ogro azul ou verde).

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Mitos e Lendas: Fausto

O MITO DE FAUSTO

Sobre o nascimento do mito de Fausto
Fausto firmou-se como um mito moderno, nele o homem estaria disposto a perder-se para saber, para dominar a natureza e conhecer os segredos do universo. Ele representa o anseio humano pelo poder e pelo saber e também que saber é poder. Porém esta versão é fruto de uma longa jornada. Nos primeiros movimentos, quando do surgimento do mito, Fausto buscava só uma vida melhor, facilidades e riquezas, é a literatura que o vai espiritualizando, fazendo com que busque mais a ciência dos que os prazeres terrenos.
Desde a Bíblia já temos este mito punitivo, a idéia da vontade de saber e da perda da inocência como uma transgressão. Adão e Eva são expulsos por conhecer a diferença entre o bem e o mal, por ficar mais próximos dos deuses é que foram punidos. Em resumo: a sabedoria está com os deuses e o homem que se contente com um saber parcial, se ultrapassar certos limites pode esperar porque os céus enviarão um castigo.
Existiu de fato um mágico errante conhecido por Jörg Faust ou Faustus e com o prenome podendo ser também Georgius, conhecido popularmente por Doutor Faust.

Menu Mitologia: Lavandeira

LAVANDEIRA

Na mitología galega, a Lavandeira é um espírito feminino, uma mulher sobrenatural que pertence ao outro lado, ao outro mundo. A aparição manifesta-se na beira dos rios ou também nos lavadouros. É uma mulher de aspecto temível, velha e enrugada segundo dizem alguns. Emite horríveis vozes,  e berros...enquanto lava a roupa cheia de sangue. Essa é a roupa dos que vão morrer, por isso a Lavandeira é agourenta da morte e o seu aviso é temido.
Esta aparição pode fazer uma petição aqueles que dão com ela; a de ajudar a lavar a sua roupa. No caso de aceitar a petição, os infelizes deverão escorrer as peças torcendo-as no sentido contrario a ela, já que se o fazemos no mesmo sentido a nossa morte será segura e acabará levando-nos com ela ao Além.

Na Irlanda existe “the Washer-Woman at the ford”
(Lavandeira do vão) ou as Banshee (As mulheres do Sidh).
As Banshee.. Lavam também as roupas cheias de sangue emitindo os mesmos berros. Pode aparecer como mulher jovem e bonita como uma dama ou como uma temível velha.

Na Escocia é conhecida pelo nome de Bean Nighe ou Nigheadaireachd.
Aparece igualmente lavando as roupas de aqueles que vão morrer em rios ou lagos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Menu Mitologias: Códex Gigas

O CÓDEX GIGAS

Considerado o maior manuscrito medieval existente no mundo, o Códex Gigas foi criado no início do século XIII, no mosteiro de Podlažice na Boémia(atual República Checa). Atualmente, o Códex, está preservado na Biblioteca Nacional da Suécia. Ele também é chamado de “Bíblia do Diabo”, devido a grande figura do diabo no seu interior e a lenda sobre a sua criação.

O Códex Gigas, possui uma capa feita de madeira revestida em couro e ornamentada com símbolos metálicos. Possuindo 92 cm de altura, 50 cm de largura e 22 cm de espessura, é o maior manuscrito medieval conhecido. 

Hoje em dia, ele possui cerca de 310 folhas de velino (uma espécie de pergaminho), mais existem indícios que algumas paginas tenham sido removidas da versão original. Não se sabe quem o fez, e nem a razão de ter removido as paginas. O Códex pesa cerca de 75 kg, e o velino utilizado nele foi feito a partir de pele de bezerro, estima-se que foram utilizados, mais ou menos, 160 animais. 

domingo, 6 de dezembro de 2015

Menu Curiosidades: História de Ares o prólogo da Guerra

Ola amigos da Arcanoteca estava eu peregrinando pelo youtube quando me deparei com este vídeo bastante interessante.

O ROTEIRO DO VÍDEO É DE AUTORIA DO DONO DO CANAL, E NÃO REPRESENTA A MITOLOGIA GREGA CLÁSSICA E SIM A MITOLOGIA DE CAVALEIROS DO ZODÍACO, QUE FOI FORTEMENTE BASEADO POR VARIAS MITOLOGIAS ALÉM DA GREGA.



Apesar desde vídeo ser um prólogo de um evento que ocorreu apenas no universo criado por Masami Kurumada, também relata a Gigantomaquia, a guerra dos Deuses do Olimpo contra os gigantes filhos de Gaia. O vídeo apresenta certas peculiaridades que não estão especificadas nos mitos clássicos, como por exemplo Zeus abandonar a terra sob os cuidados de Atena, mas também apresenta coisas que estão presentes nos mitos, como a rivalidade entre Atena e Poseidon, o favoritismo de Zeus por Atena, e a repulsão que o rei do Olimpo sente pelo deus da guerra e pelo deus do submundo.

Espero que apreciem o entretenimento. 

sábado, 5 de dezembro de 2015

Menu Mitos e Lendas: A Bruxa de Évora

A BRUXA DE ÉVORA


A feiticeira ou bruxa de Évora é uma das personagens mais populares e misteriosas do folclore e das lendas da magia, especialmente na esfera da cultura popular. Sua biografia é dispersa, incerta, cheia de contradições. Até onde conduzem as pesquisas, não pode ser considerada figura histórica; no entanto, sua fama é suficiente para considerá-la arquétipo mítico de um certo tipo de bruxa, de feiticeira. Há 3 versões diferentes para essa bruxa. Sendo a última mais completa e bem documentada. Mas se vocês prestarem bem atenção, verão que há pontos em comum que poderiam levar as 3 versões a serem uma só.

Versão 1- NAINANE, A BRUXA QUE HABITOU ÉVORA
Évora foi um dos corpos habitados por Nanaime. Este nome ficouconhecido por se tratar da cidade onde ela viveu, entre os anos de 1700a 1800, em Portugal. Trata-se de uma bela mulher,conhecedora damagia, alquimista da natureza. Embora temida, era muito requisitada por sua fama de resolver as aflições de todos. Usando ervas, flores, Évora, realizava banhos, feitiços, amarrações, sempre no intuito de ofertar cura, sucesso e proteção, na vida e no amor. Famosa por resolver tantas questões amorosas, foi justamente o amor que trouxe o seu fim.

Menu Artigos: O Xadrez e seu simbolismo Esotérico

O XADREZ E SEU SIMBOLISMO ESOTÉRICO

Representa em si o Jogo da Vida. A vida é um tabuleiro de xadrez, na qual cada um de nossos atos é uma jogada. Se nossas jogadas são boas, inteligentes e oportunas o resultado será o êxito, saúde e longevidade. Se pelo contrário nossas jogadas são feitas de má-fé, egoístas e inoportunas, o resultado será o fracasso, a enfermidade e a morte.
O xadrez, além de um ótimo exercício cerebral de estratégia, ativa nossa intuição mais profunda sobre as diversas Partes de nosso Ser Divino
Se analisamos numericamente a quantidade de casas num tabuleiro, encontraremos 64, que para efeitos cabalísticos nos dá um total de 10, o qual representa a Lei da Recorrência, a Repetição, a Retribuição, a Roda do Samsara, as forças evolutivas.
A quantidade de casas brancas é 32 (3 + 2 = 5), a lei do Dharma. Em linguagem mística da luz, quando nos iniciamos no tabuleiro da existência nos recebem as forças brancas, ou seja, os peões com suas forças brancas, ou seja, os peões brancos nos dão as boas-vindas, indicando que começamos a Evoluir.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Grega: Apolo e Jacinto

APOLO E JACINTO

Apolo estava apaixonado por um jovem chamado Jacinto. Acompanhava-o em suas atividades físicas, carregava as redes quando este ia pescar, conduzia os cães quando ele ia caçar, seguia-o em suas excursões nas montanhas, e por causa dele negligenciava a sua lira e suas flechas. Um dia foram juntos arremessar discos. Apolo suspendeu o disco e, com força e habilidade, lançou-o muito longe. Jacinto viu o objeto em seu voo, e, entusiasmado com a façanha, correu adiante para agarrá-lo, ansioso para fazer também o seu arremesso. Contudo, o disco ricocheteou no solo e atingiu-o na testa. O jovem caiu e perdeu os sentidos. O deus, tão pálido quanto Jacinto, ergueu-o e usou todas as suas habilidades para estancar o sangue do ferimento e salvar a vida que se esvaíam mas tudo foi em vão. A gravidade do ferimento estava além do alcance da medicina. Assim como um lírio que teve a sua haste quebrada e pende a flor para a terra, assim também a cabeça do jovem moribundo, como se tivesse se tornado pesada demais para sustentar-se sobre o pescoço, despencou sobre o próprio ombro. "Morreste Jacinto!", exclamou Apolo. "Por minha culpa, roubado de tua juventude. Teu é o sofrimento, meu é o crime. Quisera eu morrer por ti! Mas já que isso não pode acontecer, tu hás de viverem minha memória e em minhas canções. Minha lira há de celebrar-te, minha música há de cantar o teu destino, e tu te tornarás uma flor na qual os meus lamentos estarão inscritos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Menu Artigos: A Música na Mitologia

A MÚSICA NA MITOLOGIA

A palavra tem origem grega, Mousikê significa "a arte das Musas". Segundo a mitologia, a música começa após a morte dos Titãs (Oceano, Ceos, Crio, Hiperião, Jápeto e Crono), quando após a vitória dos deuses do Olimpo sobre os seis filhos de Urano, foi pedido a Zeus que se criassem divindades capazes de cantar as vitórias dos Olímpicos. Zeus então partilhou o leito com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, no devido tempo, nasceram as Nove Musas (Clio, Euterpe, Talia, Melpômene, Terpsícore, Érato, Polímnia, Urânia e Calíope ou Caliopéia, esta última a líder das musas).

Inicialmente as musas eram inspiradoras apenas dos poetas, porém mais tarde sua influência se estendeu a todas as artes e ciências. Também foram tardias as associações entre as musas em áreas especificas de proteção: de maneira geral, Clio se ligou à história; Euterpe, à música; Talia, à comédia; Melpômene, à tragédia; Terpsícore, à dança; Urânia, à astronomia; Érato, à poesia lírica; Polímnia, à retórica; Calíope, à poesia épica. Ainda na mitologia greco-romana existem grupos regionais de musas, tais como Méleta, da meditação; Mnema, da memória; Aede, protetora do canto e da música.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Grega: O suplício de Tântalo

O SUPLÍCIO DE TÂNTALO

Rei, rico e famoso em Sípilo, filho de Zeus e amigo dos deuses esse era Tântalo. Ele convivia com os deuses e sempre era convidado ao Olimpo para comer com os deuses. Porem a vaidade foi a sua perdição. Revelou os segredos dos deuses aos mortais. Roubou o néctar e a ambrósia dos deuses, que entregou aos mortais. Escondeu um cão de outro deus em Creta.

Era casado com Dione e tinha três filhos: Níobe, Dascilo e Pélops.

Tântalo, julgou que também era um deus poderoso e convidou os deuses para um jantar em sua casa, servindo-lhes como refeição, o seu próprio filho Pélops em pedaços, para testar a clarividência dos deuses. Os convidados deram conta do crime de Tântalo, mas Deméter comeu o ombro de Pélops. Zeus ordenou que o corpo de Pélops fosse atirado a um caldeirão, onde Cloto, uma das Moiras, lhe devolveria a vida, substituindo o ombro por um de marfim.

Por esse crime Tântalo foi condenado ao suplício de fome e de sede eternas. Mergulhado em águas até ao pescoço, quando ele se debruçava para beber água, esta desaparecia. Por cima de sua cabeça, pendiam ramos de árvores com frutos saborosos, porém o vento retirava do seu alcance sempre que tentava apanhá-los. O aviso dos deuses ficou na memória de todos: todo ser humano que provar da ambrosia dos deuses seria condenado ao suplício de Tântalo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Menu Mitologia: Camazothz o deus Morcego

CAMAZOTHZ o Deus Morcego

Camazothz ("Kame-Sotz") significa literalmente "Morcego da Morte" em uma antiga linguagem Maia denominada "K' iche". Seu culto teve origem na região onde atualmente se encontra o México, 100 anos antes de cristo. Seus adoradores pertenciam a tribo dos Zapotec, da região do Oaxaca. Ele também era conhecido como "Cortador de Pescoços".

O Culto desta tribo adorava Camazothz sob a forma de uma besta antropomórfica, meio homem e meio morcego. O culto dos Zapotec espalhou-se até a tribo dos K' iche, que associaram a figura do Deus Morcego a outra deidade, Zotzilaha Chamalcan, um deus do Fogo. Alguns livros associam Zotzilaha com uma caverna na Guatemala, lar de uma espécie de morcegos hematófagos que atacavam as presas na área do pescoço. Camazothz teria sido um dos quatro animais demônio responsáveis pela destruição de humanos impuros na lenda Maia. Então seu povo passou a adorá-lo como um aspecto do Sacrifício, um emissário da Morte, Noite e Caça.