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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Grega: Apolo e Jacinto

APOLO E JACINTO

Apolo estava apaixonado por um jovem chamado Jacinto. Acompanhava-o em suas atividades físicas, carregava as redes quando este ia pescar, conduzia os cães quando ele ia caçar, seguia-o em suas excursões nas montanhas, e por causa dele negligenciava a sua lira e suas flechas. Um dia foram juntos arremessar discos. Apolo suspendeu o disco e, com força e habilidade, lançou-o muito longe. Jacinto viu o objeto em seu voo, e, entusiasmado com a façanha, correu adiante para agarrá-lo, ansioso para fazer também o seu arremesso. Contudo, o disco ricocheteou no solo e atingiu-o na testa. O jovem caiu e perdeu os sentidos. O deus, tão pálido quanto Jacinto, ergueu-o e usou todas as suas habilidades para estancar o sangue do ferimento e salvar a vida que se esvaíam mas tudo foi em vão. A gravidade do ferimento estava além do alcance da medicina. Assim como um lírio que teve a sua haste quebrada e pende a flor para a terra, assim também a cabeça do jovem moribundo, como se tivesse se tornado pesada demais para sustentar-se sobre o pescoço, despencou sobre o próprio ombro. "Morreste Jacinto!", exclamou Apolo. "Por minha culpa, roubado de tua juventude. Teu é o sofrimento, meu é o crime. Quisera eu morrer por ti! Mas já que isso não pode acontecer, tu hás de viverem minha memória e em minhas canções. Minha lira há de celebrar-te, minha música há de cantar o teu destino, e tu te tornarás uma flor na qual os meus lamentos estarão inscritos.
" Enquanto Apolo falava, o sangue que escorrera sobre o solo e manchara a relva deixou de ser sangue; e uma flor de coloração mais bela que tília surgiu, semelhante ao lírio, diferente apenas por ser púrpura, quando o lírio é branco. E isso não foi suficiente para Febo. Para engrandecer a homenagem ao jovem, marcou as pétalas do Jacinto com o seu pesar, nelas inscrevendo o seu "Ah! Ah!", e como ainda hoje se vê. A flor se chama Jacinto, e a cada nova primavera ela revive a memória de seu destino.

Dizem que Zéfiro (o Vento Oeste), que também amava Jacinto e tinha ciúmes da sua preferência por Apolo, soprou sobre o disco, desviando-o para a cabeça do belo rapaz.

Há ainda uma alusão ao Jacinto no Lycidas, de Milton:
"Como naquela flor púrpura marcada pela dor."

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