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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Menu Mitologia Grega: Hermafrodito

HERMAFRODITO

(grego antigo: Ἑρμαφρόδιτος) era um deus grego, filho de Afrodite e de Hermes. Este representa a fusão dos dois sexos e não tem género definido. Teria nascido um menino extremamente bonito, que se transformou posteriormente num ser andrógino por haver se unido à ninfa Salmacis. Foi a partir deste mito que se batizou os conceitos de hermafrodita e hermafroditismo.
O nome Hermafrodito deriva da união dos nomes paternos Hermes e Afrodite, respectivamente Mercúrio e Vênus na mitologia romana.
Seu mito mais famoso é encontrado nas Metamorfoses de Ovídio. Foi levado pelas ninfas até o Monte Ida, uma montanha sagrada da Frígia (no atual território da Turquia). Quando atingiu quinze anos, sentindo-se enfadado do lugar, viajou para as cidades da Lícia e de Cária. Estava nos bosques da Cária, perto de Halicarnasso (atual Bodrum, na Turquia) quando encontrou Salmacis, uma náiade, em sua morada numa lagoa.
Tomada de luxúria ante a beleza do jovem, ela tentou seduzi-lo, mas foi rejeitada. Quando pensou que ela havia ido embora, Hermafrodito despiu-se e entrou nas águas vazias do lago. Salmacis então saiu de trás duma árvore e mergulhou, enlaçando o moço e beijando-o violentamente, tocando em seu peito.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Menu Artigos: Dissecando a Fênix

DISSECANDO A FENIX

A longa vida desta ave, que representada na antiga mitologia grega, a continuidade da vida depois da morte e a esperança, passou a simbolizar para sempre a imortalidade e o renascimento espiritual. Conheça a origem desta lenda e saiba como o mito cresceu em várias civilizações.
 Muitos escritores gregos, descreveram a Fénix como um pássaro de tamanho muito semelhante à águia, capaz de carregar sobre o seu corpo um peso idêntico ao de um elefante. Teria penas brilhantes, douradas e vermelho-arroxeadas, sendo que o seu ciclo de vida para uns equivalia a 500 anos, enquanto que para outros, a Fénix vivia 97.200 anos. Esta ave da mitologia grega, considerado um dos mais belos animais, entrava em autocombustão e passado algum tempo renascia das suas próprias cinzas e quando sentia a morte a aproximar-se construía a sua própria pira, com ramos de canela, sálvia e mirra, onde ardia. Dos seus resíduos do corpo queimado nascia uma outra Fénix, que colocava as suas cinzas num ovo de mirra e voava até à
cidade egípcia de Heliópos, oferecendo os seus restos mortais ao Sol.
Alguns estudiosos da atualidade acreditam que a lenda sobre a Fénix surgiu no Oriente e terá sido, mais tarde, apropriada pelos sacerdotes da cidade de Heliópolis, como uma espécie de metáfora sobre a morte e o renascimento diário do Sol. Os cristãos adaptaram também este mito ao simbolismo popular da ressurreição de Cristo. Simbolizando ainda a segunda vida que Cristo recebeu, em troca do sacrifício que fez pela humanidade.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Menu Mitologia Indiana: A Canção do Vaqueiro

A CANÇÃO DO VAQUEIRO

Conta Jayadeva em seu poema (concebido com doze odes, à maneira de uma peça lírica), o romance entre eles iniciou-se uma noite nas clareiras de Vrindavan, quando tinham saído com Nanda pai Adotivo de  Krishna, e outros anciãos afim de cuidar do rebanho de vacas.
O céu escureceu, a floresta também, e Nanda, virando-se para Radha, disse: " O menino está com medo; leva-o para casa". Ela pegou a mão dele e ele foi conduzido, não para casa mas para o amor na margem do Yamuna. É recitada uma litania das encarnações de Vishnu, da qual Krishna é a oitava, e o que ficamos sabendo é que Radha, doente de amor, perambula inconsolável entre os bosques como uma criada.
" Eu sei onde está Krishna: beijando uma acariciando outra e agarrando uma terceira ele dança com todas elas." Contou a companheira de Radha quando pararam para descansar.
 O Deus continuara dançando imperturbável e Radha rejeitada, retirou-se para um refúgio na floresta .
Brincadeira no bosque perdeu o encanto . Recordando aquela breve visão de sua amada -seu coração afastou-se da dança. Ele deixou as Gopis e, depois de procurar Radha no bosque senta-se sozinho numa moita de bambu e canta: " Ela partiu, porque eu a deixei que partisse! De que me valem agora os amigos ou a vida ? Posso ver seu cenho, furioso e ofendido. Porém guardo-a em meu coração...mas se posso conservá-la em meus pensamentos, será que ela pode mesmo ter partido?"
A criada de Radha vai até Krishna e canta para ele as saudades de sua amante. "Dize-lhe que estou aqui"

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Menu Contos: A lenda do Arco-íris

A LENDA DO ARCO-ÍRIS

O João era pobre. 

O pai tinha morrido e era muito difícil a mãe manter a casa e sustentar os filhos.
Um dia ela pediu-lhe que fosse pescar alguns peixes para o jantar.
O João reparou numa coisa a mexer-se no meio do arvoredo....viu um pequeno homem... Aproximou-se sorrateiro, abaixou-se, afastou as folhas devagarinho e . . . viu um pequeno homem sentado num minúsculo banco de madeira. Costurava um colete verde com um ar compenetrado enquanto cantarolava uma musiquinha.
À frente do João estava um anão. Rapidamente esticou o braço e prendeu o homenzinho entre os dedos.
- Boa tarde, meu senhor.

domingo, 21 de setembro de 2014

Menu Mitologia Nordica: Brünhilda

BRÜNHILDA

Na mitologia nórdica Brynhildr (Brunilda ou Brunilde, em português) é uma Valquíria, um dos personagens principais da Volsunga saga e de partes da Edda poética. Com o nome de Brünnhilde ou Brünnhild ela aparece na Canção dos Nibelungos (ou das Nibelungenlied, no original em alemão) e no ciclo operístico do Anel do Nibelungo, de Richard Wagner. Em A Balada de Sigrdrífa ela é conhecida como Sigrdrífa (“estimuladora-da-vitória”), onde ela ensina para o herói a runa da vitória. Seu nome aparece grafado em diversas formas: Brünhild, Brunhild, Brunhilda, Brunhilde, Brunhilt, Brunnehilde, Brünnhilde, Brynhild, Brynhilt, Bruennhilde e Brunahild. Possivelmente a inspiração para este personagem veio da histórica princesa Brunilda da Austrásia, que casou com o rei merovíngio Sigebert I em 567. A história de Brynhildr é encontrada com variações nas diversas fontes. Na Völsunga saga ela é filha de Budli, e foi encarregada de decidir um combate entre os reis Hjalmgunnar e Agnar. Decidido em prol deste, contra a vontade de Odin, é condenada a viver a vida de uma mortal, sendo encarcerada em um castelo e posta a dormir dentro de um círculo de fogo, até que fosse resgatada por algum herói. Sigurðr(Siegfrid), matador do dragão Fafnir, atravessa as chamas e a desperta. Imediatamente apaixonado, pede-a como esposa, oferecendo-lhe o anel Andvarinaut, e parte logo depois, prometendo retornar para desposá-la.

sábado, 20 de setembro de 2014

Menu Mitologia Nordica: Berserkers

BERSERKERS

Os Berserkers (ou Berserk) foram guerreiros nórdicos ferozes que haviam jurado fidelidade ao deus viking Odin. Eles despertavam em uma fúria incontrolável antes de qualquer batalha afim de aterrorizarem os seus oponentes.
Há uma divergência sobre o termo nórdico "baresark", que podia referir-se a "camisa simples" ou ao uso da pele de um urso na batalha (significando "camisa de urso", em nórdico), da mesma forma como os Ulfhednar usavam peles de lobo. Outra tradução possível é "sem camisa".
A origem dos berserkers é desconhecida. Tácito, porém, faz menção de grupos de guerreiros germânicos com uma fúria frenética.
Especula-se que berserkers eram grupos ou bandos de guerreiros inspirados religiosamente. Esses guerreiros entravam em tamanho estado de fúria em combate que dizia-se que suas peles podiam repelir armas. Alguns eruditos modernos sugerem que a fúria dos berserkers poderia ter sido induzida pelo consumo de bebidas alcoólicas, cogumelos alucinógenos e arnica. Lendas mencionam gangues de berserkers com doze membros cujos aspirantes às mesmas tinham que passar por lutas ritualísticas ou mesmo verdadeiras para serem aceitos. Alguns berserkers tomaram como nomes björn ou biorn em referência aos ursos.
Lendas contam que guerreiros tomados por um frenesi insano, iam a batalha despidos e atiravam-se nas linhas inimigas tal era sua fúria que ignoravam ferimentos e continuavam a lutar mesmo se perdessem algum membro o que aterrorizada os inimigos. Não existe nenhum relato contemporâneo de que existiram de fato os berserkers.
Em inglês existe a expressão to go berserk, que significa ficar violento, enlouquecido, incontrolável.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Menu Artigos: Diferenças entre Mitologia Nórdica e Greco Romana

AS DIFERENÇAS ENTRE MITOLOGIA NÓRDICA E GREGA



Diferenças entre Mitologia Nórdica e Greco Romana:                         
As várias tribos que saíram das suas pátrias da Ásia Central para conquistar novos territórios - no norte da Europa e no leste, chegando até a Índia - levaram consigo nas suas migrações não apenas uma base linguística comum, mas uma mesma fé e mitologia, partilhadas por todos. Da mescla dos seus mitos e práticas surgiu o complexo panteão nórdico e os grupos das divindades Aesir e Vanir, além dos vários arquétipos de seres sobrenaturais, guardiões da natureza e os amplos duradouros cultos aos ancestrais.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Menu: Mitologias RPG Os Anões (Tolkien)

OS ANÕES (Mitologia de J.R.R. Tolkien)

Os Anões são, na obra criada por J. R. R. Tolkien, uma raça de baixa estatura, com barbas, amigos dos Hobbits e não gostam dos elfos.
São geralmente ferreiros ou mineradores, inigualáveis até mesmo pelos elfos em algumas de suas artes.
Chamam-se a si mesmos de Khazad. O nome em Sindarin é Hadhodrim e em Quenya, especialmente pelos Noldor, eram chamados de Casari. No entanto, os Sindar os chamavam de Naugrim ou Nogothrim, o Povo Nanico.
Ao contrário dos Elfos e Humanos, os Anões não são Filhos de Ilúvatar, mas criações de Aulë, o Ferreiro dos Valar. Impaciente com a demora da chegada dos Filhos de Ilúvatar, Aulë resolve criar sozinho os Sete Pais dos Anões, para formarem uma raça resoluta, rígida e um tanto teimosa, capaz de resistir a Melkor, o Senhor do Escuro da época. Chamou-os de Khazad e ensinou-lhes também a língua que havia inventado.
Eru, o Único, no entanto, descobre a criação dos Anões e repreende Aulë pela pretensão. Aulë, com lágrimas nos olhos e o martelo em mãos, prepara-se para exterminar os Sete Pais dos Anões. Eru, com pena, permite que os Anões vivam, contanto que adormeçam e não despertem antes de seus próprios filhos despertarem.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Menu Artigos: Paralisia do sono (seria a origem da Pisadeira?)

PARALISIA DO SONO (Seria a origem da pisadeira?)


Existem diversas manifestações culturais em muitos países diferentes que tratam do fenômeno da paralisia do sono, havendo até uma representação em nosso folclore, uma criatura chamada Pisadeira.

Na cultura Hmong, é descrita uma experiência chamada dab tsogou ou “demônio apertador”. Frequentemente, a vítima afirma enxergar uma figura pequena, não maior que uma criança, sentando em sua cabeça ou peito.
No Vietnã, chama-se ma de, que significa “segurado por um fantasma”, sendo que muitas pessoas acreditam que fantasmas entram no corpo das pessoas, causando a paralisia.
Na China, são as guǐ yā shēn ou guǐ yā chuáng (por favor, não me perguntem como pronuncia), o que pode ser traduzido literalmente como “corpo pressionado por um fantasma” ou “cama pressionada por um fantasma”.
Na cultura japonesa, a paralisia do sono é conhecida como kanashibari, que significa literalmente “atado ao metal”.
Na cultura popular húngara é chamada lidércnyomás (“lidérc pressionante”) e pode ser atribuída a um número de entidades sobrenaturais como aparições, bruxas ou fadas.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

MENU Mitologia Indiana: Surya o deus sol

SURYA, o Deus Sol

Deus Sol hindu, adorado nos Vedas, as Escrituras Sagradas da Índia. Filho de Aditi (Espaço), a Mãe de todos os deuses. Esposo de Sañjñā (Consciência Espiritual). Habitava a esfera solar(Sūryaloka) e seu Reino se estendia até Sūryamaṇḍala, a extensão do espaço até onde os raios do Sol alcançam. Segundo a lenda Surya banha-se todo pôr do sol nos sagrados rios Ganges e Yamuna.
Surya em sânscrito सूर्य (sūrya) é o Deus do Sol, adorado nos Vedas, as Escrituras Sagradas da Índia.
Filho de Aditi (Espaço), a Mãe de todos os deuses.
Esposo de Sañjñā (Consciência Espiritual).
Seus seguidores eram conhecidos como Sūryabhaktas.
Habitava a esfera solar(Sūryaloka) e seu Reino se estendia até Sūryamaṇḍala, a extensão do espaço até onde os raios do Sol alcançam.
Segundo a lenda Surya banha-se todo pôr do sol nos sagrados rios Ganges e Yamuna.
Surya é a Deidade Solar-Chefe. Na literatura hindu, Surya é notadamente mensionado como sendo o aspecto visível de Deus, aquele que a pessoa pode ver todos os dias. O Deus Surya é conhecido pelos shaivites e pelos vaisnavas como sendo um aspecto de Shiva e Visnu. O deus Sol era louvado na Índia antiga como o símbolo da vida eterna e da saúde. Surya, para os vedas, tinha a tradução de "alma que habita todos os seres, animados ou inanimados". Surya, o deus do Sol, é um entre os poucos Devas que goza alguma popularidade entre o Hinduismo moderno. Nos tempos antigos, ele foi considerado uma outra deidade criadora, e muitos templos foram devotados a ele.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Menu Mitologia Indiana: Ananta a Serpente da Eternidade

ANANTA – A Serpente da Eternidade 

Ananta, uma serpente de mil cabeças que representa o tempo cósmico.
É chamada de “a serpente da eternidade” simbolizando a “ausência de tempo”.
Conta a lenda que na história da criação hindu, após o primeiro ciclo e antes da criação do seguinte, Narayana, que significa o homem eterno, dormiu numa cama que era a própria serpente Ananta Sesha.
A função dessa serpente era sustentar o mundo e tudo o que nele se manifestasse. Por isso, entre o fim de um ciclo e antes do começo de outro, ela guardava as almas deixadas do ciclo anterior que precisariam de mais oportunidades para se regenerar.
A cama-serpente ficava flutuando sobre as águas do oceano enquanto Narayana adormecido sonhava com a próxima criação. Num dado momento, uma flor de lótus nasce do seu umbigo e sentado nela, o Deus Brahma. Quando acorda, Narayana orienta Brahma sobre como proceder ao ato da criação.
Ananta em sânscrito significa “infinito” e Sesha, o nome dado ao que é deixado como semente para a próxima criação. Sesha é o sono divino enquanto Ananta, o divino despertar de Brahma.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Menu Mitologia Grega: Cérbero

CÉRBERO

Cérbero (do grego Κέρβερος, Kérberos) era um monstruoso cão de múltiplas cabeças ao redor do pescoço que guardava a entrada do Reino de Hades, o reino subterrâneo dos mortos, impedindo a fuga das almas e a entrada de mortais. Filho de Tifão e Équidna, era irmão da Hidra de Lerna, do Leão de Nemeia e de Ortro, o cão de Gerião.
A etimologia do seu nome não é segura. Uma hipótese o aproxima do sânscrito Śārvara, nome de um dos cães de Yama, o deus indiano da morte. Os dois nomes derivariam igualmente de um proto-indoeuropeu *ḱerberos, que significaria "pintado", "marchetado" [1] e tem cognatos em línguas eslavas, bálticas e celtas.
Segundo Hesíodo, o primeiro a mencioná-lo, Cérbero possuía cinquenta cabeças e voz de bronze. A imagem clássica mais frequente, porém, o representa como dotado de cauda de dragão, pescoços e dorso eriçados com uma juba de serpentes e três cabeças, que em muitas descrições vêem e representam o passado, o presente e o futuro e em algumas outras, o nascimento, a juventude e a velhice. Às vezes, porém, Cérbero foi representado com duas cabeças, ou mesmo apenas uma. Segundo o filósofo Heráclito, Cérbero era um cão grande de uma só cabeça, mas era acompanhado de dois filhotes que foram representados na arte como cabeças extras.

sábado, 6 de setembro de 2014

MENU Mitologia Indiana: Durga

DURGA

Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios.
No Hinduísmo, Durgha (sânscrito: a inacessível"[1] ou "a invencível"[2]) ou Maa Durga (Mãe Durga) é uma forma de Devi, a deusa suprema. A Deusa Durgha é considerada pelos hindus como a mãe de Ganesha, Kartikeya, assim como de Saraswati e Lakshmi.[3] Ela é considerada a forma da esposa de Shiva, a deusa Parvati, como caçadora de demônios.
Durgha é descrita como um aspecto guerreiro da Devi Parvati com 10 braços, que cavalga um leão ou um tigre, carrega armas e assume mudras, ou gestos simbólicos com a mão. Esta forma da Deusa é a encarnação do feminino e da energia criativa (Shakti).
A Grande Deusa Durgha é dita ser requintadamente bela. Sua imagem é extremamente brilhante (devi), com três olhos como lótus, dez poderosas mãos, cabelos exuberantes com formosos anelados, um vermelho-dourado brilhante de sua pele e um quarto crescente em sua testa. Ela usa um brilhante traje azul marinho que emite raios. Seus ornamentos foram lindamente esculpidos em ouro, cravejados de pérolas e pedras preciosas.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

MUNE Mitologia Indiana: Vayu

VAYU

Váyu significa vento porem é traduzido como “ar vital”, o elemento ar. Inicialmente nos Vêdas, Váyu representava o deus do vento, o senhor da vida e ultrapassava os limites biológicos abarcando todo o universo material, ou seja, tudo tem vida. Posteriormente o conceito de váyu foi substituído por prána e a partir de então o termo váyu passou a designar os sub-pránas (upa-pránas) que circulam pelo corpo todo através das nádís, canais fisiológicos sutis. Os váyus nágadis são levados para alimentar o nosso corpo exterior (bahirakarana) que controlam os movimentos dos músculos e algumas reações físicas eles são cinco: nága váyu, kúrma váyu, krikára váyu, devadatta váyu, dhananjaya váyu.
 Já os váyus pránadis pertencem ao corpo interior (antahkarana) e controlam atividades sutis e demais funções orgânicas, estes também são cinco ao todo: prána váyu, apána váyu, samána váyu, udána váyu, vyána váyu. Os cinco nágadis desempenham as seguintes funções: nága (serpente) provoca a eructação e soluço, e é a causa da consciência; Kúrma (tartaruga) provoca o pestanejar e é a causa da visão; krikára (o que faz kri) provoca a tosse, o espirro, e é a causa da fome e da sede; devadatta (dádiva divina) é a causa do bocejo; dhanamjaya (conquistador de riquezas) é o que mantém a saúde, impregna por inteiro o corpo material, não o abandona nem depois da morte e se decompõe junto com o corpo, e é a causa do som.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Menu Mitologia Indiana: Indra

INDRA

Indra é o deus das tempestades e da guerra no hinduísmo, filho de Aditi com o sábio Kashyapa. Rei de todos os deuses no passado, perdeu importância no período pós-védico. A lenda relata sua fúria quando seus seguidores abandonaram seu culto e passaram a venerar Krishna. Quando Indra enviou uma tempestade para puni-los, eles oraram a Krishna, que ergueu uma montanha para protegê-los da força da tormenta.
Diz-se que Indra não é propriamente um indivíduo, mas o nome genérico para o rei dos céus. Ao executar certos sacrifícios e penitências, um mortal pode ascender ao paraíso e tornar-se o rei dos céus.
Seu reino deve durar até que outra pessoa torne-se elegível para sua posição. Diz-se que, ao executar mil sacrifícios de Ashwamedha, uma pessoa torna-se elegível para ser Indra.
Assim sendo, o Indra em exercício sempre teme por sua posição e permanece atento aos mortais que realizam sacrifícios e penitências, cuidando para que eles não cumpram as condições para destroná-lo.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

MENU Mitologia Indiana: Shákti

SHÁKTI

Shákti (sânscrito: शक्ति, śakti) significa um poder divino, na religião e mitologia indianos. Essa palavra pode ser utilizada como sinônimo de Devi, a deusa indiana suprema; mas pode também representar a esposa de uma divindade masculina hindu. Assim, Parvati é a shakti de Shiva, Lakshmi a de Vishnu e Sarasvati a de Brahma.

Um dos mitos relatados por Zimmer conta que, quando os deuses se reuniram para criar o mundo, apenas Shiva, o asceta que passava o tempo em meditação no Himalaia não tomara ainda esposa. Como se recusasse a sair do estado de absorção, o mundo não poderia ser criado, e assim esse dois, e ainda outros deuses, procurando uma mulher que se dispusesse a viver a dura vida de privações de Shiva, encontraram Sáti, a primeira esposa do deus asceta, que mais tarde, ao se autoimolar por ter sido seu marido desrespeitado, se tornou o símbolo da lealdade da esposa.

Há três Shaktis que são as companheiras dos Deuses da Trimurti Hindu: