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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Menu Artigos: O Diabo na Bruxaria

O DIABO NA BRUXARIA 


Em seu livro sobre Bruxaria Tradicional Balcânica, Radomir Ristic nos fornece imagens evocativas da natureza da bruxa como alguém que possui uma relação ou conexão com algum espírito vestido em trajes demoníacos. A conexão com este espírito o torna apto a fazer maravilhas e prodígios, voar noite a fora e agir de maneira que o coloca aparte do mundo ordinário. Ele ou ela é alguém que vê além dos véus do dia e da noite e vê o que há por trás de tais véus. Ristic também é claro ao revelar que na raiz da idéia da bruxa encontramos um conceito teológico bogomilo. Os Bogomilos acreditavam em um Deus Único, porém, eles também acreditavam em seu emissário e vigário, Satanael. Por esta razão temos o conceito dos dois Czares, o Czar dourado do Céu e o Czar prateado da Terra. Sua exposição sobre estes mistérios também foi expresso na antologia sobre Bruxaria Tradicional Serpent Songs, onde ele conclui que a influência bogomila fez o ‘caminho das avós’ sobreviver – foi este caminho que ficou conhecido como bruxaria.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Menu Artigos: Guildas de Magos

GUILDAS DE MAGOS

Autor Franciolli
Blog: Tomodevelino 

Nenhuma cidade medieval fantástica está completa sem uma guilda de magos. Como outros membros da sociedade, os magos precisam de uma comunidade e segurança coletiva. Para determinar a viabilidade da guilda de magos, é preciso entender por que elas são formadas: quais benefícios elas oferecem, quais pagamentos financeiros e sociais seus membros fazem pelo privilégio da associação e o papel da guilda como regulador da cidade.

Red Wizards of Tthay

As guildas configuram-se como espaços para a convivência amigável, segurança e distinção social de acordo com a profissão ou ofício de seus membros. Uma guilda de magos oferece muitos benefícios para seus membros, tanto social quanto orientada ao arcanismo. Se um mago sofrer a última morte, a guilda assegurará um funeral apropriado e uma pensão para a viúva e seus filhos. Para os membros suficientemente ricos, a guilda pode garantir uma ressurreição. Em grandes cidades com guildas ricas, a guilda pode garantir acesso a centros de pesquisa, laboratórios, materiais especiais e componentes materiais. Onde mais um mago poderia ter fácil acesso as serpentes da cabeça de uma medusa, mesmo tendo que pagar o preço exorbitante da guilda? Outras possibilidade incluem o compartilhamento de aprendizado mágico, troca de magias, empréstimo/locação de itens mágicos. Banquetes de feriados e produções teatrais fazem grande sucesso nos salões da guilda e os tipos de músicas que os magos cantam depois de consumir jarros de cerveja são lendárias. Os magos também gostam de falar para audiências que entendam o que eles querem dizer com “Sim, eu tentei reverter o campo metamágico polarizando o flogisto; infelizmente, quando abri a caixa, o gato estava morto.”

sábado, 25 de abril de 2015

Menu Artigos: A Verdade da Bruxa

A VERDADE DA BRUXA 

Bruxaria é uma realidade poética – nascida das libélulas que tomaram forma nas fagulhas do martelo do primeiro ferreiro – e assim Ele forjou a Beleza na caverna da Sabedoria

The Nocturnal Gospel, Frisvold & Ristic (obra em progresso)

Bruxaria Tradicional é a arte de forjar o mundo de acordo com o seu próprio Destino -mas é também a arte de moldar o Destino em algo bom e verdadeiro, tanto quanto forjar o mundo para que ele se curve à sua vontade, e fazer toda a natureza imóvel em seu momento de impossibilidade régia, onde você é Um.
Isso transforma a bruxa em uma trabalhadora do Destino – e isso atrai a necessidade de conhecer a alquimia secreta dentro da criação – e em particular, a própria natureza.
Qualquer tentativa de se definir a bruxaria tradicional será sempre um desafio – como ela é a definição do praticante desta arte, “a bruxa”. Andrew Chumbley refere a ela como a “arte sem nome”, os sábios escandinavos chamam-na simplesmente de “A Arte” e o poeta grego Kostis Palamas a chamou “o que ainda não tem nome”.
É justamente este anonimato da bruxaria que a define, o que dá um contraste interessante com o ditado basco, que diz: “Se tem um nome, existe” – sugerindo que a nomeação em si é dotada de forja mágica e força. Então, como vamos discutir formalmente e logicamente sobre bruxaria? Simplesmente não o faremos – porque a Arte fala com o coração e é compreendida pela mente – e nesse processo o eixo à compreensão da Divindade e todas as coisas divinas na criação é erigida e verticalizada.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Menu Artigos: Sangue Necessidade e a Casa da Noite

SANGUE, NECESSIDADE E A CASA DA NOITE


Bruxaria; este parece ter se tornado um termo insignificante — uma expressão abrangente para tudo o que é, em seu âmago, pagão e feiticeiro. Temos a nostalgia de algo, o desejo de um retorno que conduz à recriação de mistérios esquecidos e outros mais, que se rendem a uma paixão pela natureza, onde  Natureza se torna o templo e o propósito. Outros ainda saúdam o diabólico e abraçam na bruxaria uma ‘contra-natureza’ para suas aspirações, enquanto ainda outros enxergam na bruxaria a continuação do culto à fertilidade ‘dionisíaco’ de Murray, que celebra a Grande Mãe.
Encontramos o termo ‘bruxaria’ utilizado como uma referência aos hábitos pagãos, ao naturalismo e uma série de práticas de tom mais sombrio. Em todas as suas variações, a idéia da bruxaria é diluída, enriquecida e amputada pela diversidade de práticas e inclinações que buscam este rótulo. Pode ser por isso que a que a arte das bruxas pode ser tomada por qualquer pessoa, assim como qualquer um pode se educar sobre um comércio ou arte através de alguns livros. Há outros que enveredam nos terrenos dos selvagens e há outros, por propósito ou acidente, que são reconhecidos como ‘o outro’ por um dos seus pares.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Menu Mitologia Oriental: Hattori Hanzo

HATTORI HANZO

Hattori Hanzo ( 服部半蔵?) , também conhecido como Hattori Masanari ( 服部正成? ) , foi um famoso samurai e ninja da era Sengoku , responsáveis ​​por salvar a vida de Tokugawa Ieyasu e em seguida, ajudando-o a se tornar o governante do Reino Japão. Hoje, ele é muitas vezes um assunto de interpretação variada na moderna cultura popular .
Nascido filho de Hattori Yasunaga, um samurai menor no serviço do clã Matsudaira (mais tarde clã Tokugawa ). Ele viria a ganhar o apelido Oni no Hanzo ( 鬼の半蔵? , o demônio Hanzō), devida as destemidas e táticas de suas operações; isso é para distingui-lo de Watanabe Hanzo ( Watanabe Moritsuna ), que é apelidado de Yari no Hanzo ( 槍の半蔵 ) . 

Hanzō nasceu e foi criado na Província de Mikawa , muitas vezes ele voltou a província de Iga , a casa da família Hattori. Ele lutou sua primeira batalha com a idade de 16 anos (um ataque noturno no castelo Udo) foi bem sucessido no resgate das filhas de tokugawa que foram feitas de refem no Castelo Kaminogō  em 1562 e passou a sitiar o Castelo Kakegawa  em 1569 . Ele serviu com distinção nas batalhas de Anegawa (1570) e Mikatagahara (1572).

Durante a Guerra de Tensho e Iga ele planejava uma defesa brillante da pátria ninja na província de Iga. Em 1579 contra Oda Nobukatsu o segundo filho de Oda Nobunaga ele lutou uma batalha valente, mas em última análise, um esforço desesperado para impedir a província de Iga de ser eliminada pelas forças sob o comando pessoal de Nobunaga em 1581.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Menu Artigos: O que é Bruxaria Tradicional

O QUE É BRUXARIA TRADICIONAL

por: Draku-Qayin e Qelimath

“Você pode andar pelo caminho,
Você pode falar as palavras,
Mas você pode conjurar um espírito?

Sentimos-nos honrados com o convite para contribuir com esta coluna sobre Bruxaria Tradicional aqui no blog “Teoria da Conspiração”, e é com humildade e os pés no chão que adentramos este espaço de compartilhamento de saberes, de generosidade e aceitação. É neste espírito que inflama a alma que iniciamos este pequeno ensaio de introdução no tema.
Cremos que “Bruxaria” tenha sido um assunto fascinante ou aterrorizante para todos os povos de todas as eras, e sua “função” constitui no único consenso eterno nela existente, pois dela nunca uma única forma prevalece perene dada à sua fluidez. A mídia replica a figura imutável e cada um interpreta de acordo com amplitude de sua visão. Para alguns, a bruxa é uma figura folclórica, mítica, uma fantasia – e para outros – ela é a portadora das chaves para inúmeras possibilidades ainda ocultas.
É possível coletar algumas percepções importantes dentro das muitas opiniões e disposições a respeito do tema, assim como é muito fácil ficarmos atordoados com o amontoado de teorias “esquizotéricas” sobre o tema. A confusão não é proveniente da simples gradação de refinamento cultural, mesmo porque esta é uma Arte que fala à mente do erudito com a mesma facilidade com a qual fala ao coração da benzedeira. É uma questão de afinidade energética, de marca em espírito e carne, e assim, a linguagem – por mais refinada que seja – ainda é pobre para expressar.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Menu Alquimia: Despertar para o Real

DESPERTAR PARA O REAL

Você precisa encarar a realidade. Talvez você já tenha ouvido essa frase, talvez não. Talvez já tenha dito isso para alguma pessoa. Alguém que parecia ter ideias absurdas e pouco condizentes com a percepção daquelas que estavam ao redor teve consequentemente chamada a sua atenção sendo dito “você precisa encarar a realidade”. Entretanto, uma coisa é encarar a realidade, outra é encarar o Real.
Aqui faremos a distinção de dois planos distintos: o Simbólico e o Real. O Real é o plano da falta de sentido, sendo constituinte dele os próprios objetos do mundo em si mesmos. É o objeto  que está inominável porque não se apresentou para uma consciência. A partir do momento que este objeto vem à consciência, ele recebe uma referência simbólica, ganha um nome, um propósito, um sentido de existir. Por sua vez, é o plano Simbólico que deve dar significado ao que existe, sendo este último, portanto, o plano dos múltiplos sentidos.
O que chamamos no senso comum de realidade não é propriamente uma referência ao Real enquanto tal. Se quisermos ser mais precisos, podemos dizer que o que comumente chamamos de realidade, e criticamos quando alguém parece fugir dela, é um sistema simbólico coletivo, enquanto o Real é precisamente aquilo que escapa à realidade, isto é, o impossível de ser simbolicamente representado. Quando alguém em simples senso comum diz que outra pessoa não está vendo a realidade, ela está dizendo que aquela pessoa não está compartilhando desse mesmo sistema simbólico que ela é integrante. A realidade é, no fundo, uma grande fantasia constituída por símbolos compartilhados, que mediatizam o encontro do sujeito com o que é inacessível para ele de forma direta, isto é, o Real. Todo contato do sujeito com o semelhante e o mundo é sempre mediatizado por essa barreira. O Real seria a realidade objetiva e universal perdida, nua e carente de significação, o que é próprio da objetividade em si mesma. O Simbólico, por sua vez, é a própria linguagem, a cultura e toda produção tipicamente humana, não encontrada em outras espécies, que abarca o Real para dar-lhe significação.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Mitos e Lendas: Jack Risonho - Creepy Pasta

JACK RISONHO

Era um dia bonito de verão, meu filho James, de 5 anos, estava brincando lá fora, no quintal de nossa casa suburbana.
James sempre foi um menino quieto, ele brinca sozinho na maioria das vezes, ele nunca teve muitos amigos, mas sempre teve uma imaginação fértil.
Eu estava na cozinha alimentando o nosso cão Fido, quando ouvi algo que parecia James conversando com alguém no quintal. Não tenho certeza de quem ele poderia estar falando, ele poderia finalmente ter feito um amigo? Ser uma mãe solteira é difícil para mim, pois nem sempre posso me manter de olho no James, então decidi ir para fora para checar se ele estava bem.
Quando fui para o quintal e fiquei um pouco confusa, porque James era a única pessoa lá, ele estava falando com ele mesmo? Eu posso jurar que ouvi outra voz dizendo: ''James vamos! É hora de entrar. Eu o chamei e ele se sentou na mesa da cozinha. Era o lanche da tarde, então eu decidi fazer um sanduiche de peru.
''James, com quem você estava falando lá fora?'' Eu perguntei. Ele olhou para cima por um momento ''Era o meu novo amigo'' Ele disse sorrindo. Eu lhe servi um pouco de leite e continuei a perguntar, como qualquer boa mãe faria. '' Seu amigo tem um nome? Por que ele não veio lanchar com agente?'' James me fitou antes de responder.
'' Seu nome é Jack Risonho'' Eu fiquei um pouco desentendida quando ele me falou.
'' Nossa, que nome estranho! Como é seu amigo?'' Eu perguntei, um pouco confusa. ''Ele é um palhaço. Tem cabelo longo e um nariz listrado em forma de cone. Ele tem longos braços e calça larga e meias listradas. Ele sempre sorri''. Eu percebi que se tratava de um amigo imaginário. Supus que para crianças dessa idade, era comum ter amigos imaginários, especialmente quando não se tem amigos reais para brincar, provavelmente era apenas uma fase.
O resto do dia foi normal, e estava começando a ficar tarde, então eu pus James na cama, cobri ele e o beijei. Fiz questão de ver se sua luz noturna estava acesa. Eu estava muito cansada, então não demorou muito tempo para eu ir para a cama também, e tive um pesadelo horrível...

sábado, 18 de abril de 2015

Mitologia Egípcia: Deuses do Egito

Ola pessoal vamos conhecer um pouco mais sobre o antigo Egito? trago a vocês um compilado com alguns dos principais deuses desta terra tão enigmática. Este post sera atualizado sempre que forem adicionados mais deuses .



Rá ou Ré, é o deus do Sol do Antigo Egito. No período da Quinta Dinastia se tornou uma das principais divindades da religião egípcia identificado primordialmente com o sol do meio- dia. O principal centro de seu culto era a cidade de Heliópolis.RÁ, o criador dos deuses e da ordem divina, recebeu de Nun seu pai o domínio sobre a Terra, mas o mundo não estava completamente acabado. Rá se esforçou tanto para terminar o trabalho da criação que chorou. De suas lágrimas, que banharam o solo, surgiram os seres humanos, masculinos e femininos. Eles foram criados como os deuses e os animais e Rá tratou de fazê-los felizes, tudo o que crescia sobre os campos lhes foi dado para que se alimentassem, não deixava faltar o vento fresco, nem o calor do sol, as enchentes ou as vazantes do Nilo. Como era considerado o criador dos homens, os egípcios denominavam-se o "rebanho de Rá". O deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adoração em qualquer lugar. A sede de seu culto ficava em Heliópolis, o
mais antigo e próspero centro comercial do Baixo Egito. Na Quinta Dinastia Rá, o Deus-Sol de Heliópolis, tornou-se
uma divindade do estado. Foi retratado pela arte egípcia sob muitas formas e denominações e era também representado por um falcão, por um homem com cabeça de falcão ou ainda, mais raramente, por um

Mitologia Grega: Analisando, Gaia

Analisando GAIA

Gaia, Géia ou 'Gea é a Terra, a Mãe Terra, como elemento primordial e latente de uma potencialidade geradora incrível. Segundo Hesíodo, no princípio surge o Caos, e do Caos nascem Gaia, Tártaro, Eros (o amor), Érebo e Nix (a noite). Gaia gera sozinha Urano, Ponto e as Óreas (as montanhas). Ela gerou Urano, seu igual, com o desejo de ter alguém que a cobrisse completamente, e para que houvesse um lar eterno para os deuses "bem-aventurados".Com Urano, Gaia gerou os 12 Titãs: Oceano, Céos, Crio, Hiperião, Jápeto, Teia, Reia, Têmis, Mnemosine, a coroada de ouro Febe e a amada Tétis; por fim nasceu Cronos, o mais novo e mais terrível dos seus filhos, que odiava a luxúria do seu pai. Após, Urano e Gaia geraram os Ciclopese os Hecatônquiros (Gigantes de Cem Mãos e Cinquenta Cabeças). Sendo Urano capaz de prever o futuro, temeu o poder de filhos tão grandes e poderosos e os encerrou novamente no útero de Gaia. Ela, que gemia com dores atrozes sem poder parir, chamou seus filhos Titãs e pediu auxílio para libertar os irmãos e se vingar do pai. Somente Cronos aceitou. Gaia então tirou do peito o aço e fez a foice dentada. Colocou-a na mão de Cronos e os escondeu, para que, quando viesse Urano, durante a noite não percebesse sua presença. Ao descer, Urano, para se unir mais uma vez com a esposa, foi surpreendido por Cronos, que atacou-o e castrou-o, separando assim o Céu e a Terra. Cronos lançou os testículos de Urano ao mar, mas algumas gotas caíram sobre a terra, fecundando-a. 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Menu Alquimia: O Herói em Você

O HEROI EM VOCÊ

O herói é o arquétipo da superação. Variando de acordo com a época ou corrente estético-literária, o herói é marcado por uma projeção ambígua: se por um lado representa a condição humana na sua complexidade psicológica, por outro transcende a mesma na medida em que representa facetas e virtudes que o homem comum gostaria de atingir.
Na preocupação com a possibilidade de não conseguirmos solucionar os grandes problemas políticos, sociais e filosóficos do nosso tempo, muitos de nós persistem em buscar o herói em algo externo, seja em um líder político (como o Obama) ou em um grupo (como os Anonymous). No entanto, todos podem ser heróis. Até porque ninguém nasce herói, mas torna-se um durante a jornada.
O herói não é o melhor ou o mais importante. Os principais heróis da famosa saga de Tolkien, Senhor dos Anéis, eram dois pequenos hobbits que ninguém jamais acreditaria serem capazes de salvar o destino da Terra-Média. Qualquer um pode se tornar um herói, mas antes deve ser si mesmo.
Todos nós precisamos encontrar, se não o “sentido da vida”, pelo menos o sentido das nossas próprias vidas individuais. O sentido da vida não nos dado é dado pelo mundo, mas devemos nós mesmos o criar com as ferramentas que nos são oferecidas. A vida é como um livro repleto de folhas em branco, em que nós podemos escrever a nossa própria história. Nem todas as páginas são de vitórias. Existem sempre derrotas amargas, fracassos e desilusões, e isto não se pode alterar, é verdade, pois já está no passado. Mas a próxima página sempre estará ainda em branco, e nela podemos escrever o que quisermos. Sartre dizia: “O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.”

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Menu Alquimia: O Ritual de Aniversário.

O RITUAL DE ANIVERSÁRIO

A Origem deste Ritual remota o Antigo Egito. Ele é realizado por magistas em todo o mundo (e imitado praticamente por todas as pessoas do Planeta, sem que estas tenham conhecimento do que poderiam realizar se soubessem o que estão fazendo).
Durante cerca de 15 minutos por ano, o Sol entra em Conjunção Perfeita (zero graus) com o Sol do Mapa de cada pessoa da Terra. Isto ocorre no dia do aniversário de cada um e é o período mais forte do ano para a realização deste ritual de transmutação.
Para ampliar ainda mais o poder do magista para este ritual, neste dia ele reúne seus melhores amigos que, através de presentes (que normalmente são pequenos objetos feitos pelas mãos de quem presenteia, de maneira a serem receptáculos da emanação da Thelema de cada um dos convidados) emprestam sua energia pessoal para que o magista realize uma evocação.
Os presentes funcionam como transmissores da energia daquela pessoa para o magista (objetos ficam impregnados com as intenções de quem os tocam), mas podem ser substituídos por abraços (com intenção magística). O importante é que cada convidado saiba o que está fazendo; que a INTENÇÃO e vontade seja sincera.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Menu Artigos: Guilda de Ladrões

GUILDAS DE LADRÕES

Autor: Franciolli
Fonte o ótimo blog  Tomodevelino 

Saudações aventureiros.
Hoje vamos falar um pouco sobre as guildas de ladrões, como elas se encaixam em um cenário medieval e principalmente, discutir que nem todo membro de uma guilda de ladrões será da classe ladino.


Thieves guild
Guilda dos ladrões de Skyrim
As guildas de ladrões são associações entre pessoas que fazem do roubo o seu meio de vida. Membros de uma guilda de ladrões não precisam ser vagabundos, nem estes precisam fazer uso de suas habilidades mais obscuras. Ser parte de uma guilda de ladrões proporciona os mesmos benefícios básicos de qualquer guilda: segurança, treino e artes do ofício. Os seus membros recebem treinamento e ferramentas especializadas do ofício, que não estão disponíveis em lojas comuns. Se um membro da guilda se envolve em algum problema legal, a guilda pode puxar algumas cordas, especialmente se existir um retorno financeiro ou troca de favores. As guildas de ladrões congregam indivíduos com as mesmas opiniões, que fazem alianças, planejam trabalhos, e obtêm informações sobre prédios, pessoas e medidas de segurança.
Outro benefício de tornar-se membro de uma guilda de ladrões, além de não ter as duas pernas quebradas, é poder participar de um tipo mais sofisticado de roubo: o ramo da segurança. Indivíduos pagam a guilda para que eles, suas casas e seus prédios não sejam roubados, mas isso só funciona com a implícita cooperação dos membros da guilda. Se o líder da guilda disser “não roubem este local”, ele realmente quer dizer “não roubem este local”. As guildas também constroem redes de espiões, informantes, oficiais subornados e conexões mágicas que podem ser utilizadas por outros membros da guilda, além de também lidarem com contrabando de mercadorias, tanto para lucro direto quanto através da receptação. Os oficiais podem pegar um ou dois ladrões, mas a operação continua.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Menu Mitologia Grega: Aspectos de Ártemis

ASPECTOS DE ÁRTEMIS 

Ártemis ou Artemisa (em grego: Άρτεμις  é uma deusa virgem da mitologia grega ligada à vida selvagem e à caça. Ela era considerada filha de Zeus e de Leto, irmã gêmea de Apolo; mais tarde, também tornou-se associada à lua e à magia. Ela era a deusa grega da lua, caça, animais selvagens, região selvagem, parto, virgindade e protetora das meninas, trazendo alívio para as mulheres; muitas vezes ela foi descrita como uma caçadora carregando um arco e flechas. O cervo e o cipresteeram sagrados para ela.Um asteroide, 105 Artemis, e as crateras do planeta Vênus, o Artemis Chasma e o Artemis Corona foram todos nomeados em homenagem à deusa. Vários relatos conflitantes são dados na mitologia grega do nascimento de Ártemis e seu irmão gêmeo, Apolo. Todos os relatos concordam, porém, que ela era a filha de Zeus e de Leto, e que ela era a irmã gêmea de Apolo.Um conto de Calímaco diz que Hera proibiu Leto dar à luz em qualquer terra firme (o continente) ou em uma ilha. Hera estava com raiva de Zeus, seu marido, porque ele a havia traído com Leto. Poseidon, apiedando-se de Leto, levou-a para ilha de Delos (ou Ortígiano hino homérico a Ártemis) que era flutuante, não sendo um continente e nem uma ilha, para Leto dar à luz ali. Quando finalmente a ilha de Delos a recebeu, Ilítia, filha de Hera e deusa dos partos, estava retida pela sua mãe no Olimpo. Só depois que Zeus distraiu Hera, Ilítia pode socorrer Leto e fazer o parto dos gêmeos.Dracmas de Diana (Ártemis) Na história de Creta, Leto era adorada em Festo e na mitologia de Creta, Leto deu luz a Apolo e a Ártemis nas ilhas conhecidas hoje como o Paximadia. Os mitos também diferem quanto ao fato de quem nasceu primeiro, Ártemis ou Apolo. A maioria das histórias retratam Ártemis nascendo primeiro, tornando-se parteira de sua mãe após o nascimento de seu irmão Apolo.

sábado, 11 de abril de 2015

Mitos e Lendas: A origem de Jack Risonho

A ORIGEM DE JACK RISONHO

Era véspera do natal nevoso de 1800, em Londres na Inglaterra e em uma pequena casa na periferia da cidade vivia uma menino solitário de 7 anos de  idade chamado Isaac. Isaac era uma criança triste sem nenhum amigo para brincar. Enquanto as outras crianças iam passar o tempo com suas famílias aguardando ansiosamente para abrir os presentes que foram colocados em baixo de uma árvore de natal bem enfeitada, o pequeno Isaac passou a santa noite sozinho em seu quarto no sótão empoeirado e frio. Os pais de Isaac eram muito pobres, sua mãe ficava em casa cuidando dele e seu pai trabalhava no porto de Londres durante o dia e a noite para sustentar sua família, apesar disso, grande parte de seu salário ele gastava com bebida no final de seu turno. Muitas vezes ele chegava em sua casa bêbado depois de ter sido expulso de algum bar de Londres e gritava com sua amada esposa, a mãe de Isaac.
Ocasionalmente ele agia com violência espancando ela forçando ela a ter relações sexuais com ele bêbado. Em uma dessas noites em partículas, Isaac permaneceu em silêncio, tremendo debaixo de seus lençóis sujos até que os gritos e estrondos diminuíssem. Assim o pobre garoto adormeceu, ele sonhou o quão legal seria ter um amigo com quem brincar, se ele pudesse rir e ser feliz como as outras crianças de Londres. Felizmente para o pequeno Isaac nesta véspera de natal sua solidão chamou a atenção de um anjo da guarda, que então preparou um presente muito especial para o menino triste de Londres.
À medida que o sol se levantou naquela manhã de Natal, Isaac abriu os olhos para encontrar uma pequena caixa de madeira estranha sob sua cama. Com os olhos arregalados de espanto, ele olhou para a caixinha colorida  se perguntando quem havia lhe dado. Obviamente ele não estava acostumado a receber qualquer presente, especialmente brinquedos. Os poucos que ele tinha haviam sido encontrados na rua. Isaac foi até o pé de sua cama na frente da caixinha misteriosa e apanhou com as duas mãos. A caixa era belamente pintada em estilos coloridos com desenho de um palhaço feliz em cada lado. Havia uma etiqueta na caixa que simplesmente dizia “Para Isaac”

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Menu Alquimia: A Verdade Oculta Protege a si Mesma

A VERDADE OCULTA PROTEGE A SI MESMA


As características da obscuridade são a ignorância, a preguiça, a inércia, a letargia, a insensatez e a escravidão às ilusões dos sentidos. Aquele que é subjugado pela obscuridade mental é um cego que jamais contemplará a Luz do Espírito.

Por Roberto Lucíola

Uma pessoa pode ser bem dotada de inteligência, ser portadora de vasta cultura intelectual e até estar bem informada a respeito das coisas esotéricas, mas jamais será um sábio na pura extensão da palavra, por ainda está envolvida na obscuridade da personalidade, portanto, sujeita a ser vítima da ilusão de Maya. Por isso, encontrará dificuldades para entender as subtilezas do Conhecimento Sagrado porque o mesmo tem o seu apoio e origem na própria Mónada, pelo que só uma Mente bafejada pela Luz de Budhi pode penetrar nos Grandes Arcanos da Sabedoria Eterna. Não basta pesquisar sem experimentar em si mesmo a realidade do Saber Oculto. Aí reside o poder mágico do Conhecimento Hermético, que difere muitíssimo do conhecimento mundano que não exige do pesquisador nenhum compromisso com a Verdade.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Curiosidades: Ilha das Bonecas - Méxio

A ILHA DAS BONECAS

Ao sul da Cidade do México existe uma pequena área rural de nome Xochimilco, que significa “um lugar de flores”, um lindo nome de cidade mas que ironicamente ganhou fama e ficou como conhecida como “A Ilha das Bonecas”. Segundo alguns moradores, é um local mal assombrado e certamente um dos lugares mais assustadores que você já viu.
Estas bonecas assustadoras existem no local porque um antigo morador, Don Julián, quando foi morar em Xochimilco décadas atrás, ouviu falar que uma jovem pobre havia se afogado no canal, e quando viu uma boneca flutuando no rio, tomou isso como um sinal e resgatou o brinquedo, pendurando-o em uma árvore, como forma de tentar agradar ao espírito da menina. Mas uma boneca não era o suficiente e logo o lugar se tornou um santuário repleto de inúmeras bonecas. 
Mas décadas depois, as bonecas que antes estavam bonitas e inocentes, agora parecem adereços de filmes de terror e, depois da morte de Don Julián, seu primo Anastasio manteve a área e a antiga casa, permitindo a visitação de turistas. 
Veja algumas fotos:

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Menu Mitologia Grega: Aristeu

ARISTEU

Aristeu era adorado na Grécia antiga como o protetor dos caçadores, pastores e dos rebanhos. Considerado como o pioneiro da apicultura e da plantação de oliveiras, ele era filho de Apolo e da ninfa Cirene. De seu pai ele havia herdado os dons da cura e da profecia, mas mesmo sendo filho de um deus e considerado benévolo, ele não conseguiu a imortalidade estando exposto às vulnerabilidades humanas. 
Na véspera do casamento de Eurídice e Orfeu, Aristeu tentou seduzir Eurídice. Quando ela tentou escapar foi picada por uma serpente venenosa. Ouvindo o triste canto de Orfeu pela morte de Eurídice, as ninfas resolveram vingar-se de Aristeu matando todas as suas abelhas. Inconsolado pela perda de sua colmeia, Aristeu pediu à sua mãe que o ajudasse a recuperar suas abelhas. 
Cirene falou-lhe de Proteus, o velho e sábio profeta que talvez pudesse ajudá-lo. Porém Proteus se recusava a fazer profecias e fugia metamorfoseando-se em animais, árvores, água e fogo. Mas havia um jeito de dominá-lo: bastava esperar que ele dormisse e o mantivesse preso entre braços, mesmo quando ele se transformava em terríveis feras e monstros. 
Antes de levar seu filho diante de Proteus, Cirene perfumou seu filho com néctar, a bebida dos deuses. Logo Aristeu foi tomado de grande coragem. Proteus saiu da água junto com seu rebanho de focas e adormeceu na entrada da gruta. Nesse momento, Aristeu lançou-se sobre ele acorrentando-o com todas as suas forças. O profeta se transformou em leão, dragão, tigre, javali e outros monstros, mas Aristeu o manteve preso apesar dos seus artifícios.   

terça-feira, 7 de abril de 2015

Menu Alquimia: O Mutus Liber

O MUTUS LIBER

Afirma a ancestral sabedoria chinesa que uma imagem vale mais que mil palavras, e essa observação é particularmente correta quando nos referimos as imagens herméticas ou alquímicas que os Sábios deixaram para o deleite e edificação dos amantes de sua Ciência. São chamados “livros mudos”, mas sua mudez é muito distinta da habitual, pois é particularmente eloqüente quando logramos penetrar em seu aparente silêncio.
A Obra Decades Qvator Emblematvm Sacrorvm Ex, ou a Iesv et Rosae Crucis Vera - Os Emblemas Rosacruzes de Daniel Cramer são um dos primeiros tratados rosacrucianos. Este surpreendente “livro mudo” veio à luz em 1617, um ano depois da publicação das “Bodas Alquímicas de Christian Rosenkreutz”. Centrado no simbolismo do coração, os 40 emblemas parecem descrever um processo de purificação e aperfeiçoamento que atravessa a alma ou o homem interior através de 40 passos. Daniel Cramer, pastor protestante, foi um grande conhecedor do conteúdo esotérico das escrituras. A Obra foi dedicada a Felipe II. Ediciones Obelisco (Edição em Espanhol).
Outra obra de importante relevo, e bem dentro da tradição rosacruciana é o conhecido MUTUS LIBER, ou O Livro Mudo da Alquimia.
Reconhecidamente uma das obras mais importantes da tradição alquímica. Composto de 15 pranchas, gravadas por Altus (La Rochelle, 1677), descreve os passos para realização da Grande Obra apenas por imagens. É possivelmente o único livro conhecido, desde o apogeu da civilização egípcia, que se propõe condensar a sabedoria hermética, como prática empírica e caminho espiritual, praticamente sem o uso da palavra.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Mitologia Grega: Os Argonautas

OS ARGONAUTAS

A saga dos argonautas descreve a perigosa expedição rumo à Cólquida em busca do Velocino de Ouro. Conta o mito que Éson havia sido destronado por Pélias, seu meio irmão. Seu filho Jasão, exilado na Tessália aos cuidados do centauro Quíron, retornou ao atingir a maioridade para reclamar ao trono que por direito lhe pertencia. Pélias então, que tencionava livrar-se do intruso, resolveu enviá-lo em busca do Velo de Ouro, tarefa deveras arriscada. Um arauto foi enviado por toda a Grécia a fim de agregar heróisque estivessem dispostos a participar da difícil empreitada. Dessa forma, aproximadamente cinquenta jovens se apresentaram, todos eles heróis de grande renome e valor. Cada um deles desempenhou na expedição uma função específica, de acordo com suas habilidades. A Orfeu, por exemplo, que tinha o dom da música, coube a tarefa de cadenciar o trabalho dos remadores e de, principalmente, sobrepujar com sua voz, o canto das sereias que seduziam os navegantes. Argos, filho de Frixo, construiu o navio e por isso, em sua homenagem, a embarcação recebeu seu nome. Tífis, discípulo de Atena na arte da navegação foi designado piloto. Morto na Bitínia, foi substituído por Ergino, filho de Posidão. 

domingo, 5 de abril de 2015

Portões do Inferno - Documentário

Documentário sobre os Portões para o Inferno. Lugares reais na terra que foram por anos chamados de entradas para o submundo. Confiram.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Menu Mitologia Grega: A Gorgona - Meduza

A GORGONA - MEDUZA

A Górgona (em grego clássico: Γοργών/Γοργώ; transl.: Gorgón/Gorgó) é uma criatura da mitologia grega, representada como um monstro feroz, de aspecto feminino, e com grandes presas. Tinha o poder de transformar todos que olhassem para ela em pedra, o que fazia que, muitas vezes, imagens suas fossem utilizadas como uma forma de amuleto. A górgona também vestia um cinto de serpentes entrelaçadas.Na mitologia grega tardia, diziam-se que existiam três górgonas: as três filhas de Fórcis e Ceto. Seus nomes eram Medusa, "a impetuosa", Esteno, "a que oprime" e Euríale, "a que está ao largo". Como a mãe, as górgonas eram extremamente belas e seus cabelos eram invejáveis; todavia, eram desregradas e sem escrúpulos. Isso causou a irritação dos demais deuses, principalmente de Atena, a deusa da sabedoria, que admirou-se de ver que a beleza das górgonas as fazia exatamente idênticas a ela. Atena então, para não permitir que deusas iguais a ela mostrassem um comportamento maligno, tão diferente do seu, deformou-lhes a aparência, determinada a diferenciar-se. Atena transformou os belos cachos das irmãs em ninhos de serpentes letais e violentas, que picavam suas faces.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Menu Alquimia: Fernando Pessoa e a filosofia Hermética.

FERNANDO PESSOA E A FILOSOFIA HERMÉTICA

A filosofia hermética assume-se como uma das facetas mais importantes do pensamento de Fernando Pessoa. Se é verdade que é na obra poética que se dá a grande realização de Fernando Pessoa, não é menos verdade que a contínua reflexão filosófica e religiosa, é uma faceta igualmente importante que convém revelar.
Em certos poemas de Alexander Search, o heterónimo juvenil, revela-se já o interesse pelo ocultismo.
O ocultismo é precisamente uma das chaves da pluralidade de que ele se reclama.
“Todos os que pensam ocultistamente criam em absoluto todo um sistema do Universo, que fica sendo real. Ainda que se contradigam: há vários sistemas do universo, todos eles reais”. (Textos Filosóficos I).
Um dos seus projectos de conto, arquivado no espólio, tem precisamente por título O Filósofo Hermético. Aqui define o oculto “como o interno, a outra face das coisas”, e diz ainda que o oculto “significa o que não é presente, o que não é actual… o que já passou, o que virá a ser e também o que é, mas nós não o conhecemos”.
A criação literária é para Fernando Pessoa, uma das faces do mistério iniciático. Mistério que se encontra subjacente na Mensagem, na heteronímia, no diálogo entre os vários poetas.
A iniciação única e sempre a mesma, que se encontra no pensamento filosófico, como na actividade literária é a do desdobramento que na criação se verifica desde o primeiro ser. Desdobramento, multiplicação, que depois de assumidos e esgotados permitem a unidade pela transcendência.
Em Essay of Initiation ele identifica transcendência com a fusão de toda a poesia lírica, épica e dramática: “O meu destino pertence a outra lei…”, escreve numa carta a Ofélia.
A perfeição, para os gnósticos supõe a androginia, o regresso ao estado de pureza original do Eden.