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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Menu Mitologia Grega: O AEDO

O AEDO

Um aedo (em grego clássico ἀοιδός / aoidos, do verbo ᾄδω / aidô, "cantar") era, na Grécia antiga, um artista que cantava as epopeias acompanhando-se de um instrumento de música, o forminx. Distingue-se do rapsodo, mais tardio, por compor as próprias obras.
O mais célebre dos aedos é Homero. A Odisseia apresenta-nos também dois aedos: o mais conhecido, Demodocos, que canta na corte de Alcínoo, e também Femios, aedo da corte de Ítaca. Estas duas personagens dão-nos informações sobre o trabalho do aedo: o poeta canta perante uma assembleia de aristocratas reunidos num banquete. Desfila uma vasta colecção de temas bem conhecidos, como a guerra de Troia . Ele próprio escolhe um episódio, mas muitas vezes é o público que pede um tema favorito. Começa frequentemente o seu canto por um poema, isto é, um curto canto que serve de prelúdio à epopeia principal. Os Hinos Homéricos constituem uma colecção desses poemas. Os Aedos eram poetas-cantadores que percorriam a Grécia cantando um repertório composto de lendas e tradições populares. O som de liras ou cítaras acompanhava-os.
Os antigos gregos acreditavam que as Musas davam aos poetas o dom de desencantar as palavras.  Os poemas eram compostos e cantados pelos Aedos e quando as canções passaram a ser escritas, os Aedos desapareceram.  
O Aedo não era vidente mas inspirado pelas Musas. Capaz de alcançar a verdade, ele rompia a limitação do tempo, pois sua palavra resgatava as verdades do passado e as tornava presentes na sua narrativa que cumpria a função de perpetuar os mitos. Diferente do vidente, que tudo sabia sobre passado, presente e futuro, o poeta usava a recordação sob orientação da deusa Mnemósine (a Memória), mãe das Musas.
A Memória resgatava acontecimentos esquecidos e os revelava às Musas, que transmitiam aos Aedos habilitados a revelar os saberes entre os mortais. Mnemosine - a deusa de memória - era filha de Géia e Urano. Tendo se unido a Zeus gerou nove filhas: as Musas. Calíope era a Musa da Eloquência, Clio ou Kleio a Musa da História, Erato a Musa da Poesia romântica, Euterpe a Musa da Música, Melpômene a Musa da tragédia e alegria, Polimnia a Musa da poesia lírica, Terpsícore a Musa da dança, Talia a Musa da comédia e Urânia a Musa da astronomia.
Afirmavam os poetas que tudo que eles diziam era apenas repetição do que as Musas lhes haviam dito e davam a elas todo o crédito. Invocavam sua Musa e esperavam que ela viessem atendê-los na sua inspiração. Quando as Musas cantavam tudo se imobilizava: o céu, as estrelas, o mar e os rios. Podiam assumir a forma de pássaros e se achavam muito próximas das ninfas das fontes, exatamente como sua mãe Mnemósina que era associada a nascentes, tanto no Mundo Subterrâneo quanto no Mundo Superior.
Criticados por muitos mas reconhecidos por outros, os Aedos foram considerados educadores pois o efeito de suas histórias podiam influenciar na formação dos jovens. Platão dizia que o canto inspirado do poeta produzia os encantos que moviam os mortais. A construção da história sobre a origem dos deuses, dizia-se ter sido inspirada pelas divindades a Homero, o mais célebre dos Aedos.
O poeta cantava perante uma assembleia de aristocratas reunidos num banquete, desfilando uma vasta coleção de temas conhecidos, por exemplo, a guerra de Tróia. Ele próprio escolhia um episódio mas muitas vezes era o público que pedia um tema favorito. E assim o poeta fazia um curto canto de prelúdio à epopeia principal. Os Hinos homéricos constituem uma coleção desses poemas.
Os Aedos cantavam um repertório composto de lendas e tradições populares ao som de liras ou cítaras. Assim como um artista escultor que dá forma a um bloco de pedra, o escritor dá forma às palavras transformando-as em sonetos, poemas, música e poesia.

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