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domingo, 19 de outubro de 2014

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O CORVO BRANCO

Na mitologia grega, os corvos eram originalmente brancos e eram os mensageiros de Apolo. Até que certo dia, trouxeram-lhe más notícias e a fúria deste deus os chamuscou de preto.
Para os celtas, o corvo também era inicialmente branco. Pássaro associado ao deus Lugh, que tinha a missão de vigiar para que nenhum mortal se aproximasse do leito da amante grávida deste deus. Mas, como toda mulher consegue o que quer quando é determinada, fez com que o corvo silenciasse sobre uma noite que havia passado nos braços de um pastor. Quando interrogado, o pobre corvo mentiu e o deus da adivinhação, furioso, condenou-o a ter a plumagem negra e a lhe obedecer cegamente daquele dia em diante. Esta lenda é representativa de quando mal pode acarretar uma mentira, pois neste momento a consciência se separa da divindade que existe nela. A consciência pode ser iluminada com a luz da verdade, ou sombria com a plumagem negra da mentira.
O corvo na tradição celta também tem papel profético. Era considerado animal sagrado entre os gauleses, bretões, gauleses e gaélicos. Considerado um pássaro celeste, do Sol e da luz, mas também tem lugar preponderante no lado sombrio de todos nós. A "sabedoria do corvo", para os irlandeses significava o conhecimento supremo.
Tanto a deusa da guerra, Bodb, como também a deusa tríplice Morrigan, eram representadas na forma de uma gralha. Branwen era igualmente associada a um corvo branco.
O corvo foi personagem principal na narrativa "O Sonho de Ronabwy". Os corvos guerreiros do Owein, depois de serem massacrados pelos soldados de Artur, reagem com violência e atacam para partir os soldados em pedaços.
Na mitologia germânica, o corvo é o pássaro companheiro do deus Vatã. Na mitologia escandinava, Odim tinha dois corvos. Seus nomes eram: Hugin (a Reflexão) e Munin (a Memória). Os dois deixam seu senhor pela manhã para sobrevoar o mundo e retornam à noite para contar o que viram e ouviram. Odin possuía também dois lobos, o Geri (o Glutão) e Freki (o Voraz). Os corvos representavam o princípio da criação e os lobos o princípio da destruição.
Os licualas do Congo (África), consideram o corvo como um pássaro que os previne de algum infortúnio.
No mundo indígena o corvo tem papel preponderante. Na América do Norte o corvo é a personificação mítica do trovão e do vento. O bater de suas asas é um ato simbólico do vento e sua língua é o raio.
A sua semelhança com a família das águias o tornaram manifestação do Grande Espírito. Ele é figura central do panteão dos índios tlingit (noroeste do Pacífico).
O corvo é protagonista de muitas lendas de tribos norte-americanas e ocupa um lugar fundamental na mitologia e rituais destes povos. É conhecido pelos tainainas, os kutchins, os kaskas, que o chamavam de "Wisakedjak" e também os ojibwa, que o denominavam "Nanasbusch" e os naskapi, que o conheciam como "Djokabish". Para todos estes povos, foi o corvo que criou o homem, organizou e estruturou o mundo, e criou e libertou o Sol e a Lua.
Na Colômbia é um animal celeste e criador. O deus criador, Shai-lana fundou um reino que se estendia a uma grande altura e embaixo, havia um oceano imenso totalmente vazio. Cansado do seus serviços, o deus criador, acabou por expulsar o Grande Corvo do paraíso e o colocou dentro de um saco. Á princípio o corvo não sabia o que fazer, mas assustado e desesperado começou a bater asas no intuito de livrar-se da prisão. Agitou-se tanto, que do oceano primordial erigiu rochas que vieram a constituir as primeiras terras emersas. Depois através de seu canto melodioso criou o primeiro homem que surgiu de dentro de um gigantesco marisco. Usando então sua magia, criou a mulher, pois a sexualidade é o jogo predileto do corvo. Depois roubou dos céus o Sol e ofereceu ao homem o fogo.
Mas o corvo, igual sua cor, tem seu lado negro, sombrio, e sendo assim em algumas tradições ele é ligado a morte e mau-agouro. Segundo algumas ideias populares, quando Deus criou a galinha, o Diabo criou o corvo.
"Quando um corvo vem grasnar em cima de um telhado de uma casa na qual alguém doente, é sinal certo que morrerá dessa doença". Na Normandia, as gralhas eram sinal de fome e, pela direção de seu voo ou conforme seus grasnos, pressagiavam carestia ou abundância. A maioria das vezes o canto desses pássaros era temido, principalmente se houvesse algum doente por perto.
O corvo de nossos dias é figura arquetípica que já alcançou fama internacional e que foi estigmatizado como a "morte" em um filme, cujo o protagonista principal era Brandon Lee. O ator morreu sem ter podido concluir as filmagens.
Como se pode observar, este pássaro negro é tipo como anunciador da morte, que plana sobre os campos de batalha para alimentar-se da carne dos mortos. O corvo leva aqui a fama de uma marginalidade trágica de monstro desapiedado e devorador de corpos. Mas em algumas crenças ele também é um herói solar. Algumas vezes demiurgo, mensageiro e guia divino. E guia das almas na sua última viagem e conhece os terríveis segredos das trevas.

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