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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

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ÂNFORA

Ânfora em figura-negra atribuída ao Pintor de Diosphos
Cerca de 500-490 a.C.
Descoberta em Nola (Itália)
Produzida em Atenas
A. 18.4 cm
Diâm. 10.3 cm
Antiga colecção Durand, adquirida em 1825
Este vaso, atribuído ao Pintor de Diosphos, é uma pequena ânfora com asas vincadas, decorada de ambos os lados com cenas de competições musicais da Grécia Antiga. A música desempenhava um importante papel nas vidas dos gregos, assim como na educação das suas crianças. As competições ou concursos musicais, tal como as competições desportivas, eram eventos frequentes. 
No lado principal do vaso, um jovem usando uma longa chiton (túnica), um himation (manto) negro e vermelho e uma crobylos (faixa estrita para segurar o cabelo), toca uma cítara com um plectrum (palheta ou pequena peça para tocar as cordas de um instrumento). Está de pé, tocando frente a um homem de barbas, provavelmente o juiz do exame musical, que usa também um himation e se apoia num cajado empunhando uma vara.
No outro lado do vaso, vê-se uma cena semelhante, desta vez representando alguém que toca uma aulos (espécie de flauta dupla) na presença de um juiz. A aulos era o instrumento musical mais popular à época e o homem que a toca usa uma phorbeia, uma faixa de pano ou pele usada em torno da cabeça e rosto para impedir a deformação das faces e aumentar o poder de sopro. 
No fundo de cada cena, o artista colocou inscrições sem sentido, à semelhança dos pintores cultos que assinavam o seu nome ou mencionavam o nome das figuras representadas. 
A decoração secundária deste pequeno vaso consiste de um friso de palmetas de cada lado do gargalo e de um friso de línguas enquadrando a parte superior de cada cena.
O Pintor de Diosphos, um pintor de figura-negra que trabalhou na primeira metade do século V a.C., tendo sido contemporâneo dos pintores arcaicos de figura-negra, produzia pequenos vasos de perfume, tais como lekythi e alabastrons de extraordinária qualidade. (S.M.)

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