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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Menu Artigos: Os Baali - Linhagem rara do RPG Vampiro - WOD

OS BAALI


Existem aqueles que nem os monstros de Caim mencionam facilmente. Em noite imemoriais, as trevas criaram "Crianças" em segredo. Então, Deus disse: "Faça-se a Luz", e a luz foi feita. Então, as crianças da Noite passaram a sofrer terrivelmente pela espada da Luz. Nesses dias, os céus ficaram em chamas com a fúria de Deus, arremessando as crianças sobre a terra. Com a queda, a terra se rachou, criando vários e grandes abismos. Os sobreviventes da grande queda rastejam, então, para o interior do solo rasgado, permanecendo, assim, longe dos olhos de Deus, o Sol. Um bando de mortais, a primeira tribo, foram as primeiras criaturas vivas a encontrar-se com uma criança da noite. Enquanto escavavam um poço fora da nova cidade de Ashur, uma dessas crianças foi descoberta. Enquanto o Sol queimava sua pele, carne e ossos, gritava e amaldiçoava o nome de Deus, clamando por seus irmão, para que viessem em seu socorro, e lançando maldições em seus algozes. Enquanto gritava o verdadeiro nome, as pessoas que ali estavam notaram que a terra tremia. Então ele morreu, e sua carne subiu para o céu como fumaça envenenada. Esta breve revelação foi o suficiente para mudar a primeira tribo. As palavras da criança transmitiram sementes negras. Eles notaram que, chamado os nomes que a Criança clamou quando a haviam descoberto, podiam ouvir seus murmúrios atravessando o vento. Perceberam, então, o poder que estas crianças possuíam, o queriam para si, criando um culto a essas divindades e transformando-se em acólitos desses falsos deuses. Porém, os nomes verdadeiros dessas criaturas continuavam carregados de poder, e a primeira tribo não queria perder o poder que haviam conquistado. 
Para manter as Crianças da Noite adormecidas, a tribo torturou seus irmãos, violentou seus próprios filhos, mutilou a si própria, devorou a fraqueza nas orgias canibais e dedicou-se à imundice e degradação. Sacrifico encheram os sonhos dos monstros com sons de angústia e miséria, mantendo as divindades adormecidas como uma "canção de ninar". Foi criado um poço no centro da cidade, onde eram oferecidos sacrifícios. Em tempos de guerras, Ashur, como era conhecida a primeira cidade, sacrificavam os prisioneiros escravos como oferendas, e em tempos de paz, roubavam gado e crianças das tribos vizinhas e os ofereciam aos "deuses". Na verdade, estas divindades eram demônios, adorados no passado. As vítimas era estripadas e seu sangue coletado em jarros de pedra. Os órgãos eram, então, retirados cuidadosamente, e estudados. Depois, eram jogados no poço, em cima dos corpos das vítimas. Com a chegada da noite, o sangue coletado seria derramado sobre os corpos ainda quentes, misturando uma corrente de corrupção e carne podre, servindo para procriação de enxame de moscas. 
Estes rituais, contudo, não passariam despercebidos para sempre. Vários outros poderes guiavam o mundo naquela época, sabendo quando uma reverência era feita para eles. Então, ao cair de uma noite, um cainita de maios poder e majestade encontrou o poço. Os sacerdotes elevaram suas vozes contra ele, valendo-se sempre de fortes encantamentos, que de nada adiantava. O poder de sua voz abateu os sacerdotes, silenciando-os em seus choro. Seu olhar derrubava facilmente os de mente débil e frágil. Os fortes em corpo, mas não de mente, ele rasgou os corpos, arremessando para longe os pedaços de carne. Os fortes de mente, mas não de corpo, ele ordenava que se mutilassem, cortando-se com facas longas. Os mais belos eram obrigados a copular, e assim ele fundia suas carnes, arrancava deus ossos, e em seguida os empalavam, para verem a morte um do outro. Isso serviu para mostras a este povo que o que estavam fazendo era com seus rituais não era nada, a não ser crianças brincando de demônios. Todos os corpos foram, então, arremessados dentro do poço, boiando no próprio sangue. Já estava amanhecendo quando, rasgando seu próprio pulso, o cainita jogou três porções de seu sangue dentro do poço, virando as costas e indo embora. no anoitecer daquele dia, três figuras surgem do interior do poço. Estes três sobreviventes, que escalaram o poço para fora, estavam imundos com sangue coagulado, clamando com fúria e loucura por seu criador tê-los abandonados. O Clã Baali havia nascido. Os três eram Nergal, o terror por trás da divindade babilônica, e que permaneceu com os braços sobre os rios Tigre e Eufrates; O segundo foi Moloch, que espalhou os Baali pelo império da Fenícia; e o terceiro, que permanece um mistério, pois nem Nergal, nem Moloch, falam a respeito deste irmão. Os Baali são exploradores, antes de tudo, estudantes do desconhecido, do desconhecível, do inexprimível. Seus olhos e ouvidos coletam segredos esquecidos. Deles é a canção que ecoou pela eternidade desde que seu progenitor sem nome tocou pela primeira vez o acorde cruel que fraturou a parede entre os mundos. E deles são os dedos pacientes e determinados que tem mexido na ferida desde então. As noites modernas encontram os Baali remanescentes em algo como uma terra de ninguém em meio às incontáveis facções povoando o Mundo das Trevas. Eles estão morrendo, odiados, temidos, caçados pela Camarilla, Sabá e uma multidão de outras frontes, vítimas de centenas de difamadores e divisões de dentro e de fora. Eles estão caindo, indo pro fundo do poço, sofrendo de alguma degeneração inescapável de espírito que reivindica mais de seus números a cada noite que passa, condenados a uma passagem lenta e contínua de mágico para monstro para memória. Ainda assim eles trabalha arduamente pela erosão e eventual destruição desse mundo, para preparar o caminho para Aqueles Que Esperam Além. 

Apelido: Infernalistas 

Secto: Os Baali não pertencem a secto algum, e nenhum secto iria aceitá-los. Apesar de os Baali afirmarem bastante que corromperam muitos vampiros para sua causa, a verdade parece ser o oposto disso, a menos que os convertidos sejam muito habilidosos em se esconder. 

Aparência: Quando não vestidos com os adornos de rituais, a maioria dos adoradores de Baal parecem notavelmente normais, até sóbrios, preferindo roupas não chamativas e hábitos sutis. (Uns poucos jovens demoníacos com estilo pessoal, envolvidos com os componentes mais básicos de seus repertórios e reputação, preferem a imagem de piercing, pintura e promiscuidade favorecida pela mídia, mas os anciões olham essas crianças problemáticas com desdém). A maioria possui comportamentos cautelosos, cerebrais e estudiosos, apesar de se conhecer uns poucos que se tornam loquazes, até eloqüentes, diante de um atento público, particularmente quando defrontados com uma possível conversão. Anos de devoção a assuntos de outro mundo e atividades amorais desenvolvem uma qualidade fria e estranha nesses Cainitas com o passar do tempo. Muitos adquirem uma fascinação insalubre envolvendo insetos, roedores ou outros parasitas, uma homenagem inconsciente a "O Senhor das Moscas". 

Refúgio: As Crias de Baal parecem atraídas por lugares da antigüidade, bibliotecas, templos, pedras eretas, e lugares de poder abandonados a tempos. Tais locais, com o passar de décadas e séculos, parecem adquirir um pouco do toque de seus patronos. Símbolos antigos e indecifráveis são encontrados ornamentando os as planícies sem vida ao redor e formações rochosas, as crianças da vizinhança e as criações morrem ao nascer ou ficam horrivelmente deformadas, e sinais similares de mau presságio seguem a passagem dos cultistas como pegadas malignas. Recentemente, alguns círculos de guerra da Camarilla encarregados de levantar e destruir esses bandos retornaram com histórias perturbadoras de Baali criando e coabitando em "famílias" insulares. Os Demônios reúnem-se com carniçais e vampiros convertidos dos outros clãs em orgias de sangue, assim dizem as histórias, revivendo as antigas heresias de partilha de sangue e outras práticas menos inofensivas.... 

Antecedentes: Os Baali Abraçam recrutas das fileiras de artistas, místicos, eruditos e um grande punhado de castas mais utilitárias (prostitutas, mercenários, socialites, etc.). Uma quantidade muito pequena de crianças da noite, a maioria das regiões do Mediterrâneo e Oriente Médio, nascem bem como renascem na linhagem. Sejam escolhidos e educados a partir de carreiras promissoras na infância ou nascidos a partir de estoques de carniçais, esses discípulos inumanos são preparados para o poder desde a infância e invariavelmente ascendem para ocupar as principais fileiras da linhagem. 

Criação de Personagem: Os Baali favorecem Atributos Mentais e Sociais e prezam conhecimentos acadêmicos, existenciais e mistérios ocultos sobre todas as outras coisas. Alguns, contudo, seguem a trilha dos "campeões dos Deuses Antigos" que fazem do combate sua especialidade. A maioria adquire uma gama impressionante de Conhecimentos e Perícias ao longo dos anos de estudo e... experimentação. As Naturezas tendem a ser submissas a seus patronos desconhecidos, Juiz, Arquiteto, Conformista e Mártires, apesar de alguns poucos Baali serem genuínos Excêntricos e Monstros. Os Comportamentos pode podem ser qualquer coisa, apesar de normalmente apropriados a doutrinar. Antecedentes populares incluem Rebanho, Mentor, Recursos e Lacaios. Vários dos anciões Baali aderem a variantes das Trilhas do Sabá: Trilha dos Cátaros e Trilha da Morte e da Alma. A maioria dos Baali mais jovens seguem a Humanidade, apesar de que seus níveis tendem a ser baixos; aqueles que sobrevivem por quantidades de tempo suficientes normalmente adotam uma Trilha para permiti-lhes lidar com seus arredores. Uma maioria crescente de jovens Baali tem agregado-se a à Trilha das Revelações Malígnas e à Trilha do Poder e da Voz Interior. Aqueles bem informados afirmam que os Baali de fato têm seu próprio código de ética, a Trilha da Colmeia, mas pouco sobre ela é conhecido fora da linhagem. 

Disciplinas do Clã: Daimoinon, Presença, Ofuscação.

Fraquezas: Talvez devido a suas naturezas e ocupações serem voltadas para fora desse mundo, os Baali temem e são repelidos pela religião e adornos relacionados a ela, ainda mais que o resto dos Membros. A Fé Verdadeira funciona duas vezes melhor contra essa criaturas (dobre os efeitos de todos os sucessos a favor de seus oponentes e todas as falhas contra os Baali); muitos Baali não podem suportar fitar ou manusear nem mesmo os artigos mais comuns de parafernália religiosa, criados pela fé ou de outra maneira. Mas aqueles que precedem o Cristianismo ainda temem o crucifixo e a hóstia? A idade e origem cultural determinam a natureza de tais aversões? Somente os mais antigos adoradores de Baal saberiam com certeza. 

Organização: Somente duas vezes nos registros da história Cainita os servos Daqueles Que Esperam Além se levantaram para portar a bandeira de seu terrível senhor, e ambas terminaram em uma derrota esmagadora; desde então eles foram caçados até a quase-extinção. Os restantes caíram em subsectos espatifados e fraturados. De fato, existem tantas aparições e designações atribuídas ao patrono do panteão Baali (se é que se pode dizer que seja um único ser) quanto existem adoradores de tais aparições e designações. Levados pela tradição e pelas necessidades de sobrevivência, muitos Baali agarram-se a bandos dispersos de três a 13 (raramente mais), liderados por um punhado de shaitan (arcanistas reclusos e misteriosos) e al'shaitan (mestres das tradições e sacerdotizas-líder). Para aqueles de fora dos bandos, os Baali não se parecem nem com adoradores do demônio. Somente aqueles dentro do culto, ou que roubaram seus segredos sem que eles tomassem conhecimento, sabem das reais profundezas da filosofia dos Baali. 

Citação: O mundo, nosso mundo, está suspenso pela mais fina das linhas entre a paródia de tudo o que se foi e o mistério de tudo o que está por vir. Melhor enrolar essa linha? Ou cortá-la completamente?

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