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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Menu Mitologia: Os Documentos Apócrifos

OS DOCUMENTOS APÓCRIFOS

Os documentos apócrifos não são reconhecidos oficialmente pela doutrina religiosa. Após a morte de Jesus muitas vertentes do cristianismo surgiu, e não faltava textos narrando a vida de Cristo, atribuídos a Maria Madalena, Tomé, Pedro e agora Judas Iscariotes. Entretanto, esses documentos encontrados no Egito não são originais, são uma versão feita no século IV, cuja autoria seriam os cainitas, membros de uma crença gnóstica cristã. O gnosticismo pode ser considerada uma vertente primitiva do cristianismo. Quem determinou quais evangelhos seriam canônicos e legítimos foi o bispo Irineu de Lyon, no século II, que escolheu os livros de Lucas, Mateus, Marcos e Mateus como mais fiéis a vida de Cristo. Mesmo após essa descoberta, o Vaticano declarou que não mudará seu posicionamento quanto ao novo evangelho.

A hipótese a que chegaram foi que Judas foi escolhido ser o vilão, numa tentativa cristã de se desvincular dos judeus e culpá-los da morte de Cristo.
Os apócrifos são considerados ilegítimos, assim foram descartados, como as escrituras da infância e adolescência de Jesus, são considerados um tipo de biografia não autorizada pela Igreja.

Com o intuito de unificar a fé cristã, Constantino convocou bispos para decidir quais livros seriam oficiais, no Concílio de Nicéia. O assunto sobre a Trindade Sagrada gerou discussão e divisão das partes, uns achavam Jesus inferior a Deus, outros defendiam que Deus Pai, Filho e o Espírito Santo era mesma pessoa. Ao final, esta foi a doutrina aceita.
Mesmo tendo sido banidos, os apócrifos tem sua importância, tanto pelo viés histórico como teológico, na história das religiões.

Para a ciência tanto os canônicos como apócrifos, tem o mesmo valor para a compreensão das crenças e práticas dos cristãos, e a igreja reconhece sua influência na tradição popular, como exemplo os nomes dos pais de Maria e dos reis magos, sendo curioso notar que no calendário católico comemora-se dias de santa Ana e Joaquim, cujos nomes não consta nos textos canônicos. Grande parte dos livros se perderam com o tempo, alguns são sagrados em outras vertentes do cristianismo, destacando-se os evangelhos de Filipe, Tomé, Tiago, Pedro, Judas e Maria Madalena.

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