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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Mitologia Grega: Gaia

GAIA

Gaia, Geia ou Gé. A personificação da Terra como elemento gerador das raças divinas. Nascida imediatamente após o Caos primordial, ela originou sozinha Urano (o Céu), que a cobre, as montanhas (Óreas) e Ponto (o Mar). Depois, unindo-se a Urano, Gaia gerou inicialmente os deuses propriamente ditos: os Titãs, Oceano, Hiperíon, Crio, Ceos, Jápeto e Cronos (o deus mais jovem dessa geração) e as Titanides, Teia, Tetis, Têmis, Rea, Febe e Mnemosine. Em seguida nasceram dessa união os Cíclopes, chamados Arges, Brontés e Esteropés, divindades dos relâmpagos, dos trovões e dos raios. Finalmente nasceram do casal divino os Hecatônqueires, gigantes violentos dotados de cem braços: Briareu, Coto e Gies.
Essas divindades odiavam Urano, que as mantinha presas no Tártaro (nas profundezas da Terra), longe da luz. Gaia, querendo livrar seus filhos desse confinamento, induziu-os a se vingarem por ela de Urano. O único a concordar foi o mais novo – Cronos – , que, revoltado contra o pai, aceitou a incumbência. Gaia deu- lhe uma foice afiada, e quando à noite Urano aproximou-se dela Cronos cortou-lhe os testículos. O sangue saído do ferimento caiu sobre Gaia e a fecundou, dando origem às Fúrias, ou Erínias, aos Gigantes propriamente ditos, e às ninfas das árvores, principalmente as dos carvalhos. Em seguida à mutilação de Urano, Gaia uniu-se a Ponto, um de seus fillhos, concebendo cinco divindades marinhas: Cetó, Euríbia, Forcis, Nereu e Taumas.
Cronos tornou-se o rei do mundo, e logo passou a agir como um tirano tão brutal quanto seu pai, confinando também seus irmãos nas profundezas do Tártaro e devorando seus proprios filhos. Diante desse procedimento Gaia resolveu reagir uma vez mais. Rea, irmã e mulher de Cronos, grávida de seu filho mais novo Zeus, depois de o marido ter devorado sucessivamente todos os filhos que tivera dela, foi perguntar a Gaia e Urano como poderia salvar o filho que trazia em suas entranhas. Gaia e Urano revelaram-lhe os desígnios do destino e lhe ensinaram a maneira de enganar Cronos: Gaia deveria esconder Zeus logo após o nascimento numa caverna profunda, e dar a Cronos para ser devorada em vez do filho uma pedra envolta em fraldas. Reia fez o que Gaia mandou e Zeus nasceu e salvou-se.
Mais tarde, ao entrar em luta aberta contra Cronos para sucedê-lo como senhor do mundo, Zeus foi informado por Gaia de que somente obteria a vitória se tivesse como aliados os Ciclopes. Zeus foi procurá-los no Tártaro e eles lhe deram suas armas – os raios, os relâmpagos e os trovões. Com essas armas Zeus dentro de pouco tempo derrotou e destronou Cronos. Mas Gaia, descontente com Zeus por maltratar os ecatônqueires, seus filhos, uniu-se a Tártaro, a personificação das trevas infernais, e teve com ele dois filhos monstruosos: Êquidna e Tífon, este último, dotado de força descomunal, declarou aos deuses uma guerra prolongada.
Num segundo estágio das crenças gregas, Gaia perdeu sua condição primitiva de geradora de monstros e passou a ser a personificação da fecundidade da terra como Deméter, aparecendo como mãe de Triptólemo. Gaia, conhecedora dos segredos do destino, que revelou a Rea, era também considerada inspiradora de oráculos anteriores aos de Apolo e mais verazes que eles.

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