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sábado, 19 de julho de 2014

Mitologia Grega: Édipo

ÉDIPO

Édipo (G. Oidípous). Filho de Laio (descendente de Cadmo) e de Jocasta. Um oráculo anterior ao nascimento de Édipo anunciara que o filho de Jocasta mataria seu pai. Tentando evitar a consumação da profecia, Laio abandonou Édipo logo após o nascimento, mandando atá-lo pelos tornozelos com uma correia; dessa crueldade resultou o defeito que deu origem ao seu nome (em grego, Oidípous = “Pé inchado”). Numa das versões da lenda Édipo, atado dessa maneira, foi posto num cesto e lançado ao mar; em outra versão ele teria sido abandonado no monte Citéron, perto de Tebas. Na versão mais conhecida o recém-nascido foi entregue a um servo de Laio para abandoná-lo, porém o servo confiou essa triste missão a pastores do Citéron. Em vez de abandoná-lo os pastores o levaram a Pólibo, rei de Corinto, cuja mulher não conseguia ter filhos apesar do intenso desejo do marido. A infância de Édipo transcorreu em Corinto no palácio de Pólibo e de Peribeia (ou de Mérope), dos quais ele pensava ser filho. Na versão dos poetas trágicos Édipo teria abandonado Corinto porque um habitante da cidade, querendo insultá-lo, disse que ele foi uma criança enjeitada, adotada pelo rei, e não era seu filho. Diante dessa animação desalentadora Édipo resolveu ir consultar o oráculo de Delfos para saber de quem era filho.
Depois de ouvir do oráculo que mataria seu pai e se casaria com sua mãe, Édipo, pensando que era filho de Pólibo, decidiu não voltar a Corinto e exilar-se em Tebas. A caminho dessa cidade ele encontrou Laio, sem saber de quem se tratava, numa encruzilhada onde a estrada estreitava entre rochedos. O rei mandou seu arauto afastar Édipo do caminho para dar passagem ao seu carro, e Édipo, insultado, matou o arauto e o próprio Laio. Quando chegou a Tebas ele encontrou a cidade alarmada com um monstro chamado Esfinge. O monstro, com a cabeça de mulher e o corpo de leoa, propunha enigmas aos tebanos e os devorava porque eles não os decifravam. Creonte, rei de Tebas na ocasião, vendo que muitos tebanos já haviam morrido, prometeu o trono da cidade como recompensa a quem decifrasse os enigmas. Édipo ofereceu-se e os decifrou. O monstro, transtornado, precipitou-se do alto da cidadela e morreu (em outra versão da lenda o próprio Édipo teria empurrado a Esfinge). Morto o monstro, Creonte entregou o trono a Édipo e lhe deu em casamento Jocasta, sua irmã e viúva de Laio, e, embora ninguém soubesse ainda, mãe de Édipo.
Numa das versões da lenda Jocasta descobriu que Édipo era seu filho por causa das marcas em seus tornozelos; em outra, mais conhecida, a descoberta ocorreu nas circunstâncias seguintes. Tebas estava sendo assolada por uma pestilência, e Édipo mandou Creonte a Delfos para indagar do oráculo a causa da calamidade. A resposta foi que a peste não cessaria enquanto não se vingasse a morte de Laio. Édipo mandou chamar o adivinho Tirésias e perguntou-lhe quem era o assassino. Tirésias, ciente de tudo graças ao seu poder divinatório, tentou tergiversar, e Édipo chegou a imaginar que os culpados fossem Creonte e o adivinho. Seguiu-se uma altercação entre Édipo e Creonte e apareceu Jocasta, que falou desdenhosamente dos poderes de Tirésias numa tentativa de reconciliar seu irmão e o marido. Para reforçar seus argumentos ela mencionou o antigo oráculo segundo o qual Laio seria morto por seu próprio filho; entretanto esse filho fora abandonado num lugar ermo e afinal Laio morreu assassinado numa encruzilhada por um assaltante.
Ouvindo falar em encruzilhada Édipo perguntou como eram Laio e o carro que o conduzia, e onde ocorrera o crime. Em face das respostas veio à mente de Édipo a dúvida terrível de que ele poderia ser o assassino. Édipo mandou buscar no campo um antigo servidor de Laio que o acompanhava na ocasião e presenciara o crime, juntamente com o pastor a quem Laio entregou Édipo recém-nascido para ser abandonado na montanha. Nesse momento de dúvidas apareceu um arauto vindo de Corinto para comunicar a morte de Pólibo e pedir a Édipo que voltasse para ocupar o trono vago. Num instante fugaz de alívio Édipo e Jocasta consideraram desmentida a previsão do oráculo, pois Pólibo morrera de morte natural. Mas ocorreu a Édipo que persistia a parte da previsão segundo a qual ele iria casar-se com sua própria mãe (a mulher de Pólibo, pensava ele). Querendo tranqüilizá-lo, o arauto vindo de Corinto lhe disse que ele fora enjeitado quando era criança e que Pólibo apenas o adotara. Édipo sentiu-se perdido diante da evidência, e Jocasta já não tinha dúvida alguma de que Laio fora morto pelo próprio filho e de que ela consumara o incesto unindo-se a Édipo. Enquanto este cegava-se perfurando seus olhos com a haste de um broche tirado do manto de Jocasta, ela entrou transtornada no palácio e matou-se.
Numa das versões da lenda Édipo continuou a reinar e morreu alguns anos mais tarde numa guerra contra os mínios, vizinhos de Tebas, comandados por Ergino. Noutra versão, adotada pelos poetas trágicos, Édipo foi expulso da cidade e passou a viver como um andarilho sem rumo, guiado apenas por sua filha Antígona, pois amaldiçoara seus filhos Eteoclés e Polinices por se terem recusado a apoiá-lo. Depois de percorrer várias regiões da Grécia Édipo chegou a Colono, um povoado da Ática. Creonte, tendo em mente um oráculo segundo o qual a terra onde Édipo fosse sepultado seria abençoada pelos deuses, tentou convencê-lo a deixar-se levar para Tebas; Édipo, grato a Teseu, rei de Atenas, que o acolhera bondosamente, não concordou e determinou que seu cadáver permaneceria na Ática, morrendo pouco tempo depois em Colono. A lenda de Édipo inspirou Sófocles em suas tragédias Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona, e Eurípides nas Fenícias.

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