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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Menu Mitologia Grega: Leto

LETO 

Leto, em grego Letó, não possui ainda etimologia segura. Como uma variante do mito da deusa atesta que a mesma não conseguiria parir os filhos onde brilhasse o Sol, tem-se aventado de Léda, personificando como esta a noite, que teria com o Sol. Em favor deste étimo tem-se o testemunho de Hesíodo, que apresenta Leto envolta em véus sombrios, indumentária característica de uma deusa da noite. Alem do mais, a mãe de Ártemis e Apolo é filha de Febe, a “Lua” e de Ceos, que significa céu luminoso, ou seja, o próprio Sol. Tais hipóteses tem uma Grande Mãe da Lícia, seu nome proviria de lada, que em lício significa “esposa, mãe”.
Conta-se que, grávida de Zeus, e sentindo estar próxima a hora do nascimento dos filhos, Leto percorreu o mundo inteiro em busca de um local onde ela pudesse parir. Hera, contudo, enciumada com este novo amor de Zeus, proibiu a terra de acolher a parturiente. Temendo a ira da rainha dos deuses, nenhuma região ousou recebê-la. Foi então que a estéril e flutuante ilha de Ortígia, por não estar fixada em parte alguma, não pertencia à Terra e, sendo assim , não tendo o que temer da parte de Hera, abrigou a amante de Zeus. Agradecido e comovido, Apolo mais tarde a fixou no Centro do mundo grego, mudando-lhe o nome para Delos, a Luminosa, a Brilhante.
Foi em Ortígia que, abraçada a uma palmeira, Leto, contorcendo-se em dores, esperou nove dias e nove noites pelo nascimento dos Gêmeos. Pois, Hera mordida de ciúmes, retivera no Olimpo a Ilítia a deusa dos partos. Esta, tendo cruzado a perna esquerda sobre a direita, fechara o caminho da parturiente. Todas as demais deusas, tendo à frente Atena, puseram-se ao lado de Leto, todavia nada podiam fazer, sem o consentimento da esposa de Zeus e a presença de Ilítia. Assim, decidiram enviar Íris, mensageira sobretudo das deusas, ao Olimpo com um presente "irrecusável" para Hera, outras versões dizem que era para Ilítia; um colar de fios de ouro entrelaçados e de âmbar com mais de três metros de comprimento. "Comovida", a rainha dos deuses consentiu que Ilítia descesse até a ilha de Ortígia. De joelhos, junto À palmeira, Leto deu à luz primeiro a Artemis e depois a Apolo. Vendo os sofrimentos por que passara sua mãe, Artemis jurou jamais casar-se.
Narra-se também em outras versões que, para escapar à fúria da esposa de Zeus, Leto se transformara em Loba e refugiou-se no país dos Hiperbóreos, onde habitualmente residia, e lá teriam nascido os gêmeos. Tal fato explicaria um dos epítetos de Apolo, Licógenes, "nascido da Loba". Hera, que ainda não perdoara à rival, lançou contra ela a monstruosa Píton. Apertando nos braços os filhos, Leto fugiu para a Lícia, igualmente "terra dos lobos" e lá parou junto a um lago ou fonte, para lavar os recém-nascidos. Entretanto, alguns camponeses que lá estavam ocupados em arrancar uns caniços, não o permitiram e expulsaram-na brutalmente. A deusa, possuída de grande cólera, os transformou em rãs.
Leto sempre foi muito querida pelos filhos, que jamais pouparam esforços em defendê-la e vingar-lhe as injúrias sofridas. Foi por ela que mataram os filhos de Níobe, que se vangloriou de ter uma prole muito mais numerosa que Leto. Mataram igualmente o gigante Títio, que tentara violentá-la. E foi ainda para vingar a mãe, que Apolo matou Píton.
Quando Leto, perseguida pela implacável Hera, fugia com os dois filhos ao colo, chegou à Caria. Num dia de intenso calor, deteve-se aniquilada pela sede e pelo cansaço às margens de um tanque do qual não ousava aproximar-se. Mas alguns camponeses ocupados em arrancar caniços impediram-na de beber, expulsando-a brutalmente. A infeliz Leto rogou-lhes, em nome dos filhinhos, que lhe permitissem sorver umas gotas de água, mas eles a ameaçaram se se não afastasse quanto antes, e turvaram as águas com os pés e as mãos, a fim de que a lama revolvida aparecesse à tona. A cólera de que Leto se sentiu possuída fez com que se esquecesse da sede, e lembrando-se de que era deusa: "Pois bem, disse-lhes, erguendo as mãos ao céu, ficareis para sempre neste tanque." O efeito seguiu de perto a ameaça, e aqueles desalmados se viram transformados em rãs.
Desde então, não cessam de coaxar com voz rouca e de chafurdar na lama. Alguns lobos, mais humanos que os camponeses, conduziram-na às margens do Xanto, e Leto pôde fazer as suas abluções nesse rio, que foi consagrado a Apolo. Rubens, no museu de Munich e Albane no Louvre possuem quadros em que vemos Leto e os filhos na presença dos camponeses de Caria, que a repelem e se transformam em rãs. Na fonte de Leto, em Versalhes, Balthazar Marsy representou a deusa, com os dois meninos, implorando a vingança do céu contra os insultos dos camponeses. Cá e lá, rãs, lagartos, tartarugas, camponeses e camponesas cuja metamorfose se inicia, lançam contra Leto jatos de água que se cruzam em todos os sentidos.

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