Bem Vindos

Ola amigos bem vindos a Arcanoteca um espaço para RPG, mitologia, contos e curiosidades, esperamos que gostem do nosso conteúdo e nos visitem com frequência. (amigos nós não temos pop ups por favor deixem o seu ADblock desativado para nosso site pois isso nos ajuda muito a manter a Arcanoteca)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Mitologia Oriental: Namazu


NAMAZU


Namazu,[BAGRE].... O Causador De Terremotos, Namazu, o causador de terremotos, segundo a mitologia japonesa
Segundo um folclore japonês, o responsável pelos terremotos é um bagre gigante chamado Namazu ou Namazu-e (o segundo termo refere-se às xilogravuras de Namazu) que vivem em tocas subterrâneas. Namazu é considerado um yo-kai (que pode se traduzir como “monstro”), ou seja, uma criatura do folclore ou mitologia japonesa que estão associados à desgraças e/ou desastres.
O Namazu, segundo a lenda japonesa, ao mover a sua cauda, é capaz de tremer todo o planeta, causando muitos estragos. Antes dele, os terremotos sempre foram associados à movimentos de divindades ou criaturas que moram embaixo das ilhas japonesas, como dragões ou serpentes. Com o passar do tempo, o Namazu foi substituindo essas criaturas e divindades no imaginário popular.
As xilogravuras (ukiyo-e) eram famosas no Japão entre os séculos 17 e 19 e Namazu foi tema de diversas delas. Em muitas gravuras, ele aparecia como metáfora da redistribuição de renda, uma vez que, após um terremoto, os mais abastados dividiam sua riqueza com os pobres para a reconstrução do local onde viviam. Namazu sendo atacado: Esta xilogravura mostra Namazu sendo atacado pelos cidadãos do Período Edo,      depois do Grande Terremoto Ansei.
Quando um Grande terremoto Ansei atingiu Tóquio, em novembro de 1855, matando mais de 7 mil pessoas e causando uma grande destruição, a responsabilidade pelo desastre foi atribuída ao bagre gigante, como de costume. Neste período, as xilogravuras Namazu-e (ukiyo-e) se popularizaram rapidamente e em poucas semanas, já eram mais de 400 tipos disponíveis.

A popularidade do Namazu-e foi sobretudo uma resposta ao terremoto Edo e tentavam retratar os “aspectos positivos” como a redistribuição da riqueza, além de ser uma maneira de levantar a moral dos sobreviventes, que acreditavam que ao andar como um Namazu-e, estariam protegidos contra outros terremotos.
Terremotos, trovões, fogos e pais: Este ukiyo-e também faz referência ao japonês velho ditado, “As coisas mais assustadoras são terremotos, trovões, fogos e pais.” Aqui, um namazu e os deuses do trovão e fogo discutem seus poderes durante um banquete, enquanto são observados pelo pai.
Namazu também foi usado como forma de satirizar a aristocracia japonesa e por causa disso, dois meses depois, o governo de Tokugawa, que mantinha um rígido sistema de censura sobre a indústria editorial, proibiu a produção das xilogravuras. Hoje existem muito poucos originais dessas xilogravuras Namazu-e.Vítimas do terremoto vingam-se do bagre gigante responsável pela destruição: Nesta xilogravura, Namazu, que representa o terremoto de Edo (atual Tóquio), em outubro de 1855, é atacado por camponeses e concubinas.
Segundo a lenda, o terremoto de Edo, coincidiu com o “mês sem deuses”, onde se acredita ser um período em que todos os deuses se reúnem em um templo secreto. Aproveitando-se da ausência de Kashima, o covarde Namazu causou destruição e sofrimentos no mundo humano.
Namazu e a rocha kaname-ishi: O único que consegue dominar a fera Namazu é o deus Kashima, usando uma grande rocha conhecida como kaname-ishi (Pedra fundamental). Porém, certa vez Kashima saiu da cidade, deixando Ebisu (deus da pesca e comércio) no comando.
Segundo o folclore japonês, a lenda sobre o Namazu tem várias versões. Em algumas delas, ao invés do Kaname-ishi, deus Kashima usa espada ou até um tipo de abóbora mágica para imobilizar o gigante causador de terremotos.
Há também muitas formas para interpretar a lenda, para uns, Namazu possui uma imagem destruidora, enquanto que para outros, ele representa proteção ou simplesmente um elemento de crítica social.
Entretanto, a imagem do Namazu a partir do período Edo (1603-1867) até os dias de hoje, é mais positiva no geral, sendo hoje associado a um período de grandes mudanças ou como alerta de que uma catástrofe está para acontecer.
Hoje em dia, os Namazus são muitas vezes representados como amuletos da sorte referentes à prevenção de catástrofes naturais, onde o Namazu aparece ilustrado de uma forma mais simpática. Muito interessante esses personagens do folclore japonês, não acham?

Nenhum comentário:

Postar um comentário