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sábado, 17 de setembro de 2016

Menu Mitologia: Humbaba (Asírio / sumério)

HUMBABA

Humbaba (para os assírios) ou Huwawa (para os sumérios) era um gigante e monstruoso demônio e ou divindade, presente na mitologia mesopotâmica. Uma criatura de idade imemorial, Humbaba era filho do maligno deus Hanbi, e irmão do rei dos demônios dos ventos, Pazuzu. 

Enlil, o deus sumério do ar, nomeou Humbaba como o Guardião da Floresta dos Cedros, a morada dos deuses. Outros relatos afirmam que os deuses confiaram à Humbaba a floresta como seu domínio. 

De qualquer maneira, ele era o monstro e senhor das montanhas de cedros do líbano. Dado seus epítetos e sua lendária valentia, Humbaba pode ter sido originalmente uma divindade da natureza. 

Historicamente, os elamitas adoravam um deus chamado Terra Humba ou Hubaba, que se tornou Humbaba para os sumérios. Dessa forma não fica claro se Humbaba era originalmente um Demônio que foi cultuado como um deus, ou um Deus que foi transformado em demônio pela cultura de outro povo. O que sabemos era que esse mito se tratava de um ser extremamento poderoso e caótico que poderia muito bem ser tanto um Deus quanto um Demônio. 

Características


Máscara de argila de Humbaba, 1800-1600 aC.

Humbaba é descrito como um humanóide monstruoso e gigantesco, com características de vários animais, como face de leão, chifres de touro, pernas de leão e pés de abutre. Outras descrições relatam que Humbaba se assemelhava a um dragão, com o corpo coberto por escamas, e capaz de cuspir fogo. Ele também é dito ter cabeças de serpente no final de sua cauda e de seu pênis. Em várias fontes, sua face se mostra repleta de entranhas encaracoladas, e por isso recebeu o título de "Guardião da Fortaleza dos Intestinos".

Um método para prever o futuro na antiga Mesopotâmia era o estudo da forma e da cor dos órgãos internos de um animal sacrificado. A inscrição cuneiforme na parte de trás desta máscara sugere que os intestinos têm a forma do rosto de Humbaba. 

Conta-se que quando ele olhava para alguém, é como se fosse o próprio olhar da morte. O rugido de Humbaba era dito causar inundações e tempestades, sua respiração é flamejante e sua boca personifica a morte. Sua audição apurada permite ouvir ruídos a uma centena de léguas de distancia. Humbaba ainda possui sete auras místicas, que o protegem como uma armadura e aumentam também o seu poder ofensivo.

Epopéia de Gilgamesh

O herói mítico Gilgamesh, entre suas muitas façanhas, enfrentou Humbaba. A razão para a batalha varia muito, mas por alguma razão, Gilgamesh tornou-se determinado a lutar contra Humbaba. Em uma versão da história, Gilgamesh alega que, mesmo que ele não conseguisse derrotá-lo, o seu nome seria sempre lembrado como o homem que morreu pelas mãos do terrível guardião. Enkidu, amigo de Gilgamesh, não queria ir e protestou,  mas nada dissuadiu Gilgamesh da idéia. Na antiga versão babilônica da Epopéia de Gilgamesh, ele afirma:


Para a humanidade, numerosos são os seus dias;
O que eles conseguem é mas o vento! [...]
Se eu cair, terei feito meu nome:
"Gilgamesh" - eles dirão - contra o feroz Huwawa
Caiu! Muito depois
Minha prole nasceu em minha casa.

- Epopéia de Gilgamesh 


Outras versões da história atribuem diferentes razões para a incursão de Gilgamesh na Floresta dos Cedros. Em uma versão, Enkidu sonhou que ele foi atirado no submundo, e Gilgamesh buscou a orientação do deus do sol  Shamash, que prometeu aos dois protegê-los e os instruiu sobre como superar Humbaba. Uma outra versão afirma que Gilgamesh queria cortar os cedros sagrados da floresta para conquistar a glória e para construir um portão para o templo da divindade Enlil, localizado em Nippur.

Enkidu concordou em ser o guia, por sua familiaridade não só com a floresta, mas também com os truques de Humbaba. Assim, Enkidu e Gilgamesh partiram numa longa viagem, que durou cerca de 17 dias e noites. Durante este tempo, Gilgamesh teve vários sonhos sinistros, todos eles manifestações do poder de Humbaba. Ao chegar na Floresta dos Cedros, eles encontraram o gigantesco demônio. Humbaba cumprimentou os dois com desdém, insultando-os e afirmando que ele iria morder seus pescoços e depois deixaria seus corpos para serem devorados por aves de rapina.

Nas versões sumérias da história, Gilgamesh consegue ludibriar Humbaba e remover suas sete auras de armadura, diminuindo seu poder. Já nas versões babilônicas posteriores, Gilgamesh derrubou árvores enormes e as utilizou para capturar Humbaba. Há ainda outras versões que relatam uma furiosa batalha, acompanhada por terríveis tempestades e terremotos, levando o herói ao limite, mas com o incentivo de Enkidu, Gilgamesh supera o guardião. Independente da versão da história, o desfecho é o mesmo para todas: Humbaba é derrotado e pede a clemência de Gilgamesh, mas Enkidu convence Gilgamesh a matar o monstro. Em um último esforço, Humbaba tenta escapar, mas é decapitado por Enkidu, ou em outras versões, pelos dois heróis juntos. 

Enkidu e Gilgamesh lamentariam esta ação depois. Por terem matado Humbaba, e posteriormente o Touro do Céu enviado por Ishtar, Enkidu foi condenado a morte pelos deuses. Mesmo com a intercessão de Shamash perante o concilio dos deuses, alegando que os dois tinham cumprido apenas as suas ordens, nada pode ser feito. Enkidu foi acometido por uma doença debilitante, definhando lentamente, morrendo na décima segunda noite. Gilgamesh orou aos deuses para tentar salvar Enkidu, mas em vão. Assim, a morte de Humbaba foi expiada.

Fontes: Aqui, aqui e Portal dos Mitos

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