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terça-feira, 2 de agosto de 2016

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A BARBA

Dificilmente, veremos imagem de alguns viking de rosto nu, e atualmente, cada dia mais aumenta o número de homens que aderem a onda do rosto peludo, mas o que representava a barba para o homem nas diversas civilizações? Vamos saber um pouco mais!  Ela existe desde a Pré História, já era que difícil tirar os pelos da cara nessa época, desde lá já ganhou vários cortes e significados.

Nos anos 30 era tão incomum ter barba que o The N.York Times fez uma busca e encontrou só dois barbudos em NY, um guarda metropolitano e um artista de rua.
Após um longo período de cara limpa nos anos 90, a barba e bigode voltaram as ruas, hoje 55% dos homens deixam crescer algum tipo de barba e na segunda década deste século o estilo passou a ser usado em larga escala por popstars.
Barba cheia e cabelos longos são marca dos adeptos da contracultura, nos EUA, bigode, barba e cavanhaque viraram febre entre homossexuais, influenciados por Fred Mercury e Village People.

No ínicio do século XX, o bigode representava honra, indicava prosperidade econômica e foi amplamente adotado por vários galãs de cinema da época. Em países árabes, bigodes são sinônimos de poder, na tradição islâmica demonstra tradicionalismo, enquanto o rosto limpo indica uma pessoa mais liberal.

No século XIX, na Inglaterra manter o rosto limpo era sinônimo de educação e higiene até 1870, quando os londrinos começaram a cultivar costeletas, chamadas 'mutton chops' ou 'piccadily', cairam no gosto popular. O estilo 'imperial' era popular também e acabou se disseminando por alguns países próximos, além de ter chegado também aos EUA.
Abraham Lincoln, foi o primeiro presidente americano a usar barba, fez os pelos faciais entrarem de novo na moda.

No século XVII, o pintor Anthony Van Dyke retratou tantos aristocratas com barba pontiaguda que o estilo popularizou e se espalhou pela Europa.
No século XVI, outras variações do estilo começaram a cair no gosto dos homens, alguns dos formatos populares eram o 'forked bearb' e o 'stiletto'.
Nos anos 500ac, nas civilizações mesopotâmicas a barba era sinal de status. Era cultivado o hábito de passar óleo, pentear e enfeitar os pelos. Os homens usavam uma espécie de bob para encaracolar e ondular os fios.

As barbas gregas também eram encaracoladas manualmente, os romanos por outro lado, achavam o estilo grego afeminado e preferiam uma barba mais aparada e simétrica.
A imagem mais antiga mostrando um homem com rosto feito, conservando apenas o bigode é o retrato de um cavaleiro cita (antigo povo iraniano), provavelmente 300ac.
os assírios recorriam a tinta negra para pintar cabelo, sobrancelha e barba, enquanto os persas usavam hena .

Os patriarcas israelitas deixavam a barba crescer e encaracolavam os pelos, além de cultivarem o peiot (cachos de cabelos na lateral), o estilo até hoje é usado por judeus ortodoxos que cumprem a ordem de não raspar os lados da cabeça.
Em 300 ac, a elite egípcia foi o primeiro grupo a adotar um estilo de barba: o cavanhaque longo, eles penteavam, descoloriam e trançavam a barbicha com fios de ouro, isso levou ao postiche, barba falsa de metal usada por reis e rainhas.

Até 3500 ac, antes da navalha, cientistas acreditam que os pré-históricos cultivavam a barba para ficarem aquecidos e intimidar adversários (porque avolumava a mandíbula) e proteger o rosto de golpes. Fazer a barba nessa época já era tecnologicamente possível, pedras afiadas eram usadas para aparar os pelos.

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