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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Menu Mitologia: Tarot

TAROT

É para a Europa, especificamente o norte da Itália, que devemos nos voltar para encontrar as primeiras manifestações do jogo do 78 cartas que hoje conhecemos pelo nome de Tarot. E, a julgar pelos mais antigos exemplares conservados, as mudanças sofridas ao longo do tempo foram muito menores do que se poderia esperar: os quatro naipes conhecidos hoje são os mesmos dos jogos italianos desde sempre: Copas, Espadas, Paus e Ouros. Além das dez cartas numéricas, as figuras são em número de quatro, para cada naipe: um rei, uma rainha (ou dama), um cavaleiro e um valete. Restam ainda 22 cartas especiais que, de certo modo, formariam um quinto naipe e que os documentos italianos denominam de trionfi (trunfos) e, os franceses, atouts, com o mesmo sentido de trunfo, ou seja, de cartas que se sobrepõem às demais.

Restaram inúmeras cartas de tarô pintadas à mão, do século XV. São os mais antigos legados históricos, que estão sob guarda de museus ou em posse de colecionadores.

Registros concretos

Não se sabe ao certo a origem das cartas do baralho tradicional. Nem se pode afirmar, com certeza, se o conjunto dos 22 trunfos ou Arcanos Maiores – com seus desenhos emblemáticos – e as muito bem conhecidas 56 cartas dos chamados Arcanos Menores – com seus quatro naipes – foram criados separadamente e mais tarde combinados num único baralho, ou se, desde seu nascimento, tiveram a forma de um baralho de setenta e oito cartas.
Tudo indica que as 56 cartas do baralho comum foram copiadas do jogo difundido entre os guerreiros mamelucos. Os autores da adição das 22 cartas, hoje denominadas "arcanos maiores" entre os tarólogos, permanecem desconhecidos.
Existe, no entanto, um ponto de concordância entre a maior parte dos estudiosos: raros imaginam que se trataria de alguma manifestação ingênua de “cultura popular” ou de “folclore”. Ao contrário, a abstração das 40 cartas numeradas, bem como as evocações simbólicas dos trunfos, permitem associações surpreendentes com inúmeras outras linguagens simbólicas. Sugerem uma produção muito bem elaborada, um trabalho de Escola.

A maior parte dos estudiosos considera os 22 trunfos – atualmente denominados "arcanos maiores" – uma criação do norte da Itália, como atestam as cartas do Tarot Visconti Sforza.
Já as dúvidas aparecem quando se trata do conjunto das cartas numeradas – atualmente conhecidas por "arcanos menores" ou "baralho comum" –, que teriam sido levadas pelos gurreiros mamelucos à Europa durante a Idade Média. Existem menções às "cartas sarracenas" em registros do séc. 14. 
Há outra menção, ainda no século XIV, embora não tenha restado exemplar algum das referidas cartas: nos livros de contabilidade de Charles Poupart, tesoureiro de Carlos IV, da França, existe uma passagem que declara que três baralhos em dourado e variegadamente ornamentados foram pintados por Jacquemin Gringonneur, em 1392, para divertimento do rei da França.

Definições

O Tarô é uma coleção de 78 figuras apresentadas na forma de um baralho de cartas. Ele é dividido em três seções: os Arcanos Maiores, os Arcanos Menores e as Cartas da Realeza. 

Por muito tempo, muitas pessoas não tinham certeza do que as figuras representavam. Havia muitas teorias, e opiniões abundantes, mas em matéria de evidência tangível ou qualquer tipo de consenso, o significado do Tarô, exceto para alguns poucos iniciados, permanecia evasivo. O que estava claro, no entanto, mesmo desde o começo, é que de alguma forma o Tarô era uma compilação de figuras do imaginário e da simbologia universais. Ele contém símbolos encontrados em todas as civilizações — antigas e modernas — na forma de pinturas, esculturas, desenhos, ícones, lendas, mitos, religiões e, em resumo, em todas as formas física, mental, emocional e espiritual que as pessoas sempre foram capazes de formar, sonhar, imaginar, expressar ou enquadrar. O Tarô é cosmogônico. Para os seus adeptos, o Tarô é uma coleção de símbolos que cruza todas as fronteiras da cultura, do tempo e do espaço; uma compilação do imaginário inexorável que existe há éons, e permanece no inconsciente coletivo de todos os seres humanos. Ninguém sabe exatamente qual a idade do Tarô, também não sabemos com certeza quem o criou. É possível que seja originário do Egito ou da China. 

Ele foi associado aos ciganos — descendentes dos egípcios provavelmente — que há muito tempo migraram para a Europa, logo a derivação do nome, ciganos. Há também especulações de que ele pode ser associado à antiga filosofia taoísta da China. Tao significa "a via" ou "o caminho" que é o que o Tarô também significa, e há paralelos entre os escritos antigos, as práticas meditativas e os ensinamentos do Tao e do Tarô. Entretanto, não sabemos com certeza onde, por que, ou como o Tarô teve origem, e a única coisa que podemos dizer positivamente é que ele é, sem dúvida, bastante antigo. Oficialmente, o primeiro baralho de Tarô surgiu no século XIV e para outros estudiosos, no Egito pré-dinástico. 

Além dos dois fatores de simbologia universal e antigüidade duradoura, outro fator significativo sobre o Tarô é que os Arcanos Menores e as Cartas da Realeza são basicamente os mesmos que as cartas de um baralho moderno comum. Ninguém sabe como ou onde as cartas de jogar se originaram também, tampouco por que são desenhadas e dispostas de uma forma determinada. Muito embora em um momento, seja quem for que tenha criado o Tarô e o baralho, obviamente, sabia o que estava fazendo, não foi senão até o século XX que um consenso foi alcançado sobre o que as figuras de fato representam. Aceita-se em geral hoje que tanto o Tarô quanto o baralho de jogo, cada um a seu modo, sejam representações dos arquétipos. Os arquétipos, da forma como são encontrados no Tarô e na religião, são divididos em uma trindade.

TERMOS E DEFINIÇÕES DO TARÔ 

As qualidades atribuídas aos quatro naipes são aquelas, em geral, aceitas pela maioria das autoridades. A seguir estão os termos mais usados encontrados no Tarô:

Adivinhar: Discernir o passado, presente e futuro ou descobrir o conhecimento oculto por meios esotéricos. 

Adivinhação: A prática de perceber o passado, presente e futuro ou descobrir o conhecimento oculto por meios esotéricos. No Tarô isso é normalmente feito por meio de uma "leitura" ou de "baixar as cartas". 

Arcanos (plural) — (arcanum — singular): Conhecimento oculto, um mistério. O Tarô é dividido em Arcanos Maiores e Arcanos Menores (os Menores mais as Cartas da Realeza), ou o maior ou menor conhecimento oculto. 

Arcanos Maiores: As 22 cartas do baralho de Tarô que representam 22 arquétipos universais mais intimamente associados com a humanidade, o mundo, e toda a vida. 

Arcanos Menores: As 40 cartas de um baralho de Tarô consistindo de quatro naipes (paus, copas, espadas e ouros), cada um numerado de 1 a 10; a maioria das autoridades também considera as Cartas da Realeza como parte dos Menores, totalizando 56 Menores. 

Arquétipo: Um tipo de arco, ou ângulo, no(s) Anjo(s). Cientificamente, qualquer simetria percebida como tendo movimento ou forma igual. 

Cartas da Realeza: As dezesseis cartas do baralho do Tarô consistindo de Rei, Rainha, Príncipe e Princesa de cada um dos quatro naipes. Também conhecidas como Rei, Dama, Cavaleiro e Pajem; ou Cavaleiro, Rainha, Príncipe e Princesa, respectivamente. Conhecidas por outros títulos também, dependendo do criador do baralho. Em um baralho de cartas de jogar, as Cartas da Realeza são Rei, Dama e Valete, em geral inferindo-se que Príncipe e Princesa foram fundidos no Valete. 

Cartas de jogar: Um baralho com 52 cartas. Quatro naipes de 10 cartas cada, normalmente ilustradas com pintas; e 12 Cartas da Realeza, consistindo de três cartas em cada um dos quatro naipes. Normalmente usadas com o propósito de jogo, mas podem também ser lidas por uma cartomante. As 52 cartas de um baralho de jogar são as mesmas que as dos Arcanos Menores e as Cartas da Realeza do Tarô exceto pelo fato de que este tem uma Carta da Realeza a mais em cada naipe. 

Cartomancia: A arte ou habilidade de ler cartas de jogar ou um baralho de Tarô.

Cartomante: Uma pessoa que lê um baralho de cartas de jogar ou um baralho de Tarô. 

Centralização: o processo de trazer a consciência para o centro do indivíduo para torná-lo mais consciente. A prática da meditação, ou de centralizar a concentração, em geral na questão a ser formulada enquanto embaralha as cartas.

Cliente: A pessoa para quem a cartomante está lendo. Também chamada de consulente. 

Colocação: Outro nome para um sistema. As cartas são colocadas ou baixadas de uma maneira específica, cada posição no sistema possui um certo sentido. 

Consulente: A pessoa que está fazendo as perguntas ao leitor, cartomante ou tarólogo. A pessoa para quem as cartas estão sendo lidas.

Copas: Um dos quatro naipes dos Arcanos Menores. Também conhecido por corações, cálices, copos, rios, caldeirão, tigela, taça, graal, vasos, peixe, flores, e outros títulos, dependendo do baralho. Tipicamente associado à água, sentimento, emoções, coração, sonhos, memórias, medo, prazer, instintos e ao subconsciente. 

Cruz Céltica: Um dos sistemas de cartas mais antigo e popular, com seis cartas que formam uma Cruz Céltica e quatro cartas dispostas numa linha vertical à direita dela. 

Espadas: Um dos quatro naipes dos Arcanos Menores. Também por vezes conhecido por cristais, árvores, pássaros, vento, ginetes, lâminas, relâmpagos, laser, e outros títulos, dependendo do baralho. Associado ao ar, pensamento, julgamento, opiniões, intelecto, à mudança e à mente consciente.

Ler a sorte: Gíria para adivinhação. 

Naipe: As quatro partes dos Arcanos Menores do Tarô, classicamente chamado de paus, copas, espadas e discos (ou Ouros). Nas cartas de jogar eles são chamados de paus, copas, espadas e ouros, respectivamente.

Ouros: Um dos quatro naipes dos Arcanos Menores. Também conhecido por discos, moedas, pentágonos, mundos, círculos, pepitas, pedras, escudos, bestas e outros títulos, dependendo do baralho. Associado à terra, ao físico, material, sensação, cinco sentidos, dinheiro, trabalho, e todos os corpos físicos. 

Paus: Um dos quatro naipes dos Arcanos Menores. Também conhecido por bastões, bastão, aduela, cetros, flechas, gaitas, lanças, varas, serpentes, e outros títulos, dependendo do baralho. Tipicamente associado com o fogo, intuição, espírito, inspiração, carreira, criatividade, paixão e a superconsciência. 

Questão: A pergunta que está sendo feita. 

Significante: Uma Carta da Realeza, ou às vezes outra carta, escolhida antes do começo de uma leitura para representar o consulente ou a questão. 

Sistema: A disposição das cartas de uma forma específica, tal como na Cruz Céltica ou no sistema astrológico, para ler as cartas. Cada posição em um sistema possui um sentido específico. Também conhecido como colocação. 

Tarô: Um conjunto de 78 cartas com figuras, consistindo de 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores. Cada carta em um baralho de Tarô é uma combinação única de símbolo, número, cor, disposição e imaginário que é específico para aquela carta. 

Tarólogo: Uma pessoa que lê o baralho de Tarô. 
Trunfo: Um nome para cada uma das 22 cartas dos Arcanos Maiores.
Fonte: TARÔ - Dicionário & Compêndio. Jana Riley, 1995. 

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