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quinta-feira, 30 de março de 2017

Menu Mitologia Grega: Calcas, o Adivinho que morreu de rir

CALCAS, O ADIVINHO QUE MORREU DE RIR



Calcas foi um vidente poderoso que havia herdado de seu avô Apolo o dom de decifrar os mistérios do passado, presente e do futuro. Ele era o adivinho da vida militar dos gregos e tinha o dom de interpretar o vôo dos pássaros, por isso foi eleito como grande sacerdote e adivinho oficial da Guerra de Tróia. Nada importante era resolvido ou decidido antes de consultá-lo. 

Foi de Calcas a previsão de que Troia seria destruída caso Troilus, o filho mais novo do rei Priamo, morresse antes que completasse 21 anos. Também previu que o cerco a Tróia teria a duração de dez anos. Calcas profetizou que, para conseguir um vento favorável que levasse as naus gregas até Tróia, Agamenon teria de sacrificar sua filha Ifigênia para pacificar a deusa Artêmis que ele havia ofendido. 

Também revelou aos gregos que a escrava Criseis devia ser devolvida a seu pai Crises, para que Apolo retirasse a praga que lhes fora mandada como punição. Isto desencadeou um atrito entre Aquiles e Agamenon, fazendo Aquiles abandonar a guerra. No entanto, quando Aquiles retomou a luta, aniquilou Troilus e Troia foi destruída, cumprindo-se a profecia de Calcas. 

Há muitas versões para sua morte mas, segundo a mais popular, Calcas havia sido avisado por um oráculo que morreria quando encontrasse um adivinho que lhe superasse. Terminada a guerra e em viagem de regresso à sua pátria, Calcas chegou à Cólofon onde vivia o adivinho Mopso, filho de Apolo e neto materno de Tirésias. 

Num concurso de adivinhações Mopso saiu-se vencedor, mas novamente Calcas desafiou o adivinho pedindo que ele revelasse o dia de sua morte. Mopso previu que Calcas morreria naquele dia, porém chegou a tarde e Calcas não tinha morrido. Parecendo que a profecia não se cumpriria, Calcas zombou de Mopso e teve um ataque de riso; riu tanto, que morreu de tanto rir...

Embora a maioria de nós prefira ser apenas aplaudido, grande valor tem um comentário a respeito de um aspecto negativo que pode ser corrigido, desde que o comentário não tenha o objetivo de nos atingir pessoalmente, mas que o alvo da crítica se direcione a aspectos que podem ser melhorados. 

Quem ouve um comentário deve tentar aceitá-lo sem tornar-se vítima ou assumir um papel de infalível ou ofendido. Todo comentário deve ser avaliado, sem que tenhamos de nos colocar em posição defensiva ou explicativa. Absorver traz algum proveito da experiência.

Quem consegue lidar de forma positiva com as opiniões alheias, constrói uma espécie de filtro emocional, que seleciona os comentários positivos capazes de produzir crescimento, daqueles comentários destrutivos que não geram absolutamente nada. 

Só não pode ouvir críticas quem é muito obtuso para compreender sua importância ou quem é perfeito. E não há evolução para quem se considera perfeito. A sabedoria está em saber calar-se diante da crítica e saber dar-se um tempo para absorvê-la.

Existem pessoas que se organizam sobre o elogio fácil e da bajulação, no entanto perdem a oportunidade de melhorar aspectos que os tornariam mais brilhantes. A crítica sincera é o que nos leva ao esforço para melhorarmos, isto se o comentário não for maldoso.

Somente um amigo verdadeiro tem a ousadia de mostrar-se contrário ou em desacordo, quando percebe que algo poderia ser melhor. Aplaudir é muito mais fácil e cômodo. Saber ouvir e encarar críticas é prova de maturidade, inteligência, civilidade, elegância e pode ser utilizado em prol do próprio desenvolvimento, tal como uma arte.

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