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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Menu Mitologia Grega: Hipnos

HIPNOS

Hipnos, na Mitologia Grega, era filho da deusa da noite, Nix, e de Érebo, que simbolizava a escuridão primitiva constituída no instante da criação. Ele tinha inúmeros irmãos, dos quais o mais importante era seu gêmeo Tânatos, divindade responsável pela esfera da morte. Os demais foram concebidos apenas por meio do desejo de Nix ou através do auxílio de Érebos.

De acordo com a Ilíada, de Homero, este deus reside em Lemmos, junto com sua esposa Grácia Pasitea, presenteada a ele por Hera, deusa da família e dos ciúmes, pelos serviços prestados. Ele adota a configuração humana, mas ao se recolher para repousar se converte em ave.

Narra a mitologia grega que ele pairava suavemente sobre o Planeta, levando a todas as criaturas vivas o descanso abençoado e restaurador. Os pesquisadores deste tema crêem que seu palácio estava localizado em uma vasta cavidade profunda, próxima ao espaço habitado por um grupo que, de acordo com Homero, existia desde sempre em eternas trevas.

O historiador Heródoto os descrevia como os primitivos moradores da Rússia Meridional. Eles foram, mais tarde, deslocados ao longo do Cáucaso para a região da Ásia Menor. De acordo com estes pesquisadores, nas proximidades da abertura da caverna desenvolviam-se papoulas e demais vegetais; da essência destas plantas a Noite parece retirar o sono, o qual era disseminado sobre a terra dominada pelas sombras.

Da margem oposta desta região fluía o Lete, conhecido como o rio do esquecimento, e nas outras bordas cresciam inúmeras plantas que, com seu sussurro suave, aliado ao lamento tranquilo das águas, induzia os seres ao sono. A paz e a quietude prevaleciam nesta região. No interior do palácio o principal elemento era um belo leito, circundado por negras cortinas, no qual Hipnos repousava.

Ele tinha vários filhos, entre eles Ícelo, criador dos pesadelos, Fântoso, responsável pelos artefatos sem vida que também estão presentes nas visões oníricas, e Morfeu, deus dos sonhos, que zelava pelo sono do pai. Eles são os oniros mais conhecidos, ou seja, algumas das mil faces assumidas pelos sonhos. A única filha de Hipnos é Fantasia, a imagem por excelência das quimeras e dos desvarios.

Hipnos era visto como uma divindade que trajava peças nos tons dourados e cabelos da mesma cor, exatamente como Tânatos, seu irmão gêmeo, era representado sempre na coloração prateada. O deus do sono também é retratado, algumas vezes, como um rapaz dotado de asas, com uma flauta nos lábios, tocando doces melodias que trazem o sono aos homens.

O sono, que traz consigo a moderação das percepções sensoriais, é essencial na composição dos mitos e do folclore das mais variadas civilizações. A necessidade de compreender este processo remonta a eras ancestrais da história da humanidade. Esta inquietação se estende também para a ocorrência do sonho, considerado pelos povos primitivos um evento sobrenatural.

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