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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Menu Mitologia Oriental: Ronin

RONIN

Um Ronin(浪人; 浪 = Onda, 人 = Homem). foi, no Japão feudal, um samurai que não seguia a um daimyo, ou seja, que não possuía um mestre. Era considerado o mais extensa e profunda forma de penitência de um guerreiro samurai, pois além de não mais possuírem o direito de ter um mestre para seguir, os ronins não podiam ceifar a própria vida através do seppuku, uma ação vista como restauradora da honra, estando eles "presos" à uma vida de uma "inominável desonra" — não possuindo, portanto, um sentido para sua existência. O samurai que perdesse seu daimyo deveria praticar o seppuku (切腹) de acordo com o bushido (武士道), porém houve casos em que isso não ocorreu, seja por vontade do daimyo, ou por diversos outros motivos como, por exemplo, a vingança dos quarenta e sete ronin (na língua japonesa não há variação entre singular ou plural nas palavras, ambas as formas tem a mesma grafia e pronúncia, sendo diferenciadas apenas pelo artigo ou número).Os ronin não seguíam o principio básico do bushido de lealdade ao daimyo - lembrado que ser ronin nunca foi uma opção e sim uma condição imposta normalmente pelo daimyo - sendo assim, não eram considerados samurai, mas ainda assim portavam um daisho (大小), o símbolo máximo da casta samurai.Ser ronin consistia em viver peregrinando, ocupando-se de pequenos serviços em troca normalmente da refeição do dia e da pratica das artes samurai. Os ronin tornaram-se temidos por sua grande habilidade em combate e por sua independência do código samurai, o que os tornava muito mais temíveis que os já temidos samurai.
O Ronin em geral é um solitário. Na cultura Japonesa, crê-se que todo homem segue um destino, uma linha. O Ronin por sua vez faz jus ao seu nome: Homem-Onda. Não tem sentido, nem destino (como as ondas do mar). Seppuku (切腹, lit. "cortar o ventre"?), vulgarmente conhecido no ocidente por haraquiri ou haraquíri (腹切 ou 腹切り?),refere-se ao ritual suicida japonês reservado à classe guerreira, principalmente samurai, em que ocorre o suicídio por esventramento. Surgiu no Japão em meados do século XII generalizando-se até 1868, quando foi oficialmente interdita a sua prática. A palavra haraquíri, embora amplamente conhecida no estrangeiro, é raramente utilizada pelos japoneses que preferem o termo seppuku (composto pelos mesmos caracteres chineses por ordem inversa). O ritual de estripação normalmente fazia parte de uma cerimónia bastante elaborada e executada na frente de espectadores.O método apropriado de execução consistia num corte (kiru) horizontal na zona do abdómen, abaixo do umbigo (hara), efectuado com um tantō, wakizashi ou um simples punhal, partindo do lado esquerdo e cortando-o até ao lado direito, deixando assim as vísceras expostas como forma de mostrar pureza de carácter. Finalmente, se as forças assim o permitissem, era realizado outro corte puxando a lâmina para cima, prolongando o primeiro corte ou iniciando um novo ao meio desse.Terminado o corte, o kaishakunin (介错人?) realizava a sua principal função no ritual, a decapitação.Tratando-se de um processo extremamente lento e doloroso de suicídio, o seppuku foi utilizado como método de demonstrar a coragem, o auto-controle e a forte determinação característicos de um samurai. Como parte do código de honra do bushido, o seppuku era uma prática comum entre os samurais que consideravam a sua vida como uma entrega à honra de morrer gloriosamente, rejeitando cair nas mãos dos seus inimigos, ou como forma de pena de morte frente à desonra por um crime, delito ou por outro motivo que os ignominiassem.Outras razões estavam por detrás destes corajosos actos, como a violação da lei ou o chamado oibara (追腹?), no qual o ronin (浪人, lit. "homem onda"?) após perder o seu daimyo (大名,lit. "senhor feudal"?) seria compelido à prática do seppuku, exceptuando-se casos em que o seu senhor por escrito impedia tal costume

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