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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Menu Mitologia Indiana: A Canção do Vaqueiro

A CANÇÃO DO VAQUEIRO

Conta Jayadeva em seu poema (concebido com doze odes, à maneira de uma peça lírica), o romance entre eles iniciou-se uma noite nas clareiras de Vrindavan, quando tinham saído com Nanda pai Adotivo de  Krishna, e outros anciãos afim de cuidar do rebanho de vacas.
O céu escureceu, a floresta também, e Nanda, virando-se para Radha, disse: " O menino está com medo; leva-o para casa". Ela pegou a mão dele e ele foi conduzido, não para casa mas para o amor na margem do Yamuna. É recitada uma litania das encarnações de Vishnu, da qual Krishna é a oitava, e o que ficamos sabendo é que Radha, doente de amor, perambula inconsolável entre os bosques como uma criada.
" Eu sei onde está Krishna: beijando uma acariciando outra e agarrando uma terceira ele dança com todas elas." Contou a companheira de Radha quando pararam para descansar.
 O Deus continuara dançando imperturbável e Radha rejeitada, retirou-se para um refúgio na floresta .
Brincadeira no bosque perdeu o encanto . Recordando aquela breve visão de sua amada -seu coração afastou-se da dança. Ele deixou as Gopis e, depois de procurar Radha no bosque senta-se sozinho numa moita de bambu e canta: " Ela partiu, porque eu a deixei que partisse! De que me valem agora os amigos ou a vida ? Posso ver seu cenho, furioso e ofendido. Porém guardo-a em meu coração...mas se posso conservá-la em meus pensamentos, será que ela pode mesmo ter partido?"
A criada de Radha vai até Krishna e canta para ele as saudades de sua amante. "Dize-lhe que estou aqui"

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Menu Contos: A lenda do Arco-íris

A LENDA DO ARCO-ÍRIS

O João era pobre. 

O pai tinha morrido e era muito difícil a mãe manter a casa e sustentar os filhos.
Um dia ela pediu-lhe que fosse pescar alguns peixes para o jantar.
O João reparou numa coisa a mexer-se no meio do arvoredo....viu um pequeno homem... Aproximou-se sorrateiro, abaixou-se, afastou as folhas devagarinho e . . . viu um pequeno homem sentado num minúsculo banco de madeira. Costurava um colete verde com um ar compenetrado enquanto cantarolava uma musiquinha.
À frente do João estava um anão. Rapidamente esticou o braço e prendeu o homenzinho entre os dedos.
- Boa tarde, meu senhor.

domingo, 21 de setembro de 2014

Menu Mitologia Nordica: Brünhilda

BRÜNHILDA

Na mitologia nórdica Brynhildr (Brunilda ou Brunilde, em português) é uma Valquíria, um dos personagens principais da Volsunga saga e de partes da Edda poética. Com o nome de Brünnhilde ou Brünnhild ela aparece na Canção dos Nibelungos (ou das Nibelungenlied, no original em alemão) e no ciclo operístico do Anel do Nibelungo, de Richard Wagner. Em A Balada de Sigrdrífa ela é conhecida como Sigrdrífa (“estimuladora-da-vitória”), onde ela ensina para o herói a runa da vitória. Seu nome aparece grafado em diversas formas: Brünhild, Brunhild, Brunhilda, Brunhilde, Brunhilt, Brunnehilde, Brünnhilde, Brynhild, Brynhilt, Bruennhilde e Brunahild. Possivelmente a inspiração para este personagem veio da histórica princesa Brunilda da Austrásia, que casou com o rei merovíngio Sigebert I em 567. A história de Brynhildr é encontrada com variações nas diversas fontes. Na Völsunga saga ela é filha de Budli, e foi encarregada de decidir um combate entre os reis Hjalmgunnar e Agnar. Decidido em prol deste, contra a vontade de Odin, é condenada a viver a vida de uma mortal, sendo encarcerada em um castelo e posta a dormir dentro de um círculo de fogo, até que fosse resgatada por algum herói. Sigurðr(Siegfrid), matador do dragão Fafnir, atravessa as chamas e a desperta. Imediatamente apaixonado, pede-a como esposa, oferecendo-lhe o anel Andvarinaut, e parte logo depois, prometendo retornar para desposá-la.

sábado, 20 de setembro de 2014

Menu Mitologia Nordica: Berserkers

BERSERKERS

Os Berserkers (ou Berserk) foram guerreiros nórdicos ferozes que haviam jurado fidelidade ao deus viking Odin. Eles despertavam em uma fúria incontrolável antes de qualquer batalha afim de aterrorizarem os seus oponentes.
Há uma divergência sobre o termo nórdico "baresark", que podia referir-se a "camisa simples" ou ao uso da pele de um urso na batalha (significando "camisa de urso", em nórdico), da mesma forma como os Ulfhednar usavam peles de lobo. Outra tradução possível é "sem camisa".
A origem dos berserkers é desconhecida. Tácito, porém, faz menção de grupos de guerreiros germânicos com uma fúria frenética.
Especula-se que berserkers eram grupos ou bandos de guerreiros inspirados religiosamente. Esses guerreiros entravam em tamanho estado de fúria em combate que dizia-se que suas peles podiam repelir armas. Alguns eruditos modernos sugerem que a fúria dos berserkers poderia ter sido induzida pelo consumo de bebidas alcoólicas, cogumelos alucinógenos e arnica. Lendas mencionam gangues de berserkers com doze membros cujos aspirantes às mesmas tinham que passar por lutas ritualísticas ou mesmo verdadeiras para serem aceitos. Alguns berserkers tomaram como nomes björn ou biorn em referência aos ursos.
Lendas contam que guerreiros tomados por um frenesi insano, iam a batalha despidos e atiravam-se nas linhas inimigas tal era sua fúria que ignoravam ferimentos e continuavam a lutar mesmo se perdessem algum membro o que aterrorizada os inimigos. Não existe nenhum relato contemporâneo de que existiram de fato os berserkers.
Em inglês existe a expressão to go berserk, que significa ficar violento, enlouquecido, incontrolável.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Menu Artigos: Diferenças entre Mitologia Nórdica e Greco Romana

AS DIFERENÇAS ENTRE MITOLOGIA NÓRDICA E GREGA



Diferenças entre Mitologia Nórdica e Greco Romana:                         
As várias tribos que saíram das suas pátrias da Ásia Central para conquistar novos territórios - no norte da Europa e no leste, chegando até a Índia - levaram consigo nas suas migrações não apenas uma base linguística comum, mas uma mesma fé e mitologia, partilhadas por todos. Da mescla dos seus mitos e práticas surgiu o complexo panteão nórdico e os grupos das divindades Aesir e Vanir, além dos vários arquétipos de seres sobrenaturais, guardiões da natureza e os amplos duradouros cultos aos ancestrais.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Menu: Mitologias RPG Os Anões (Tolkien)

OS ANÕES (Mitologia de J.R.R. Tolkien)

Os Anões são, na obra criada por J. R. R. Tolkien, uma raça de baixa estatura, com barbas, amigos dos Hobbits e não gostam dos elfos.
São geralmente ferreiros ou mineradores, inigualáveis até mesmo pelos elfos em algumas de suas artes.
Chamam-se a si mesmos de Khazad. O nome em Sindarin é Hadhodrim e em Quenya, especialmente pelos Noldor, eram chamados de Casari. No entanto, os Sindar os chamavam de Naugrim ou Nogothrim, o Povo Nanico.
Ao contrário dos Elfos e Humanos, os Anões não são Filhos de Ilúvatar, mas criações de Aulë, o Ferreiro dos Valar. Impaciente com a demora da chegada dos Filhos de Ilúvatar, Aulë resolve criar sozinho os Sete Pais dos Anões, para formarem uma raça resoluta, rígida e um tanto teimosa, capaz de resistir a Melkor, o Senhor do Escuro da época. Chamou-os de Khazad e ensinou-lhes também a língua que havia inventado.
Eru, o Único, no entanto, descobre a criação dos Anões e repreende Aulë pela pretensão. Aulë, com lágrimas nos olhos e o martelo em mãos, prepara-se para exterminar os Sete Pais dos Anões. Eru, com pena, permite que os Anões vivam, contanto que adormeçam e não despertem antes de seus próprios filhos despertarem.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Menu Artigos: Paralisia do sono (seria a origem da Pisadeira?)

PARALISIA DO SONO (Seria a origem da pisadeira?)


Existem diversas manifestações culturais em muitos países diferentes que tratam do fenômeno da paralisia do sono, havendo até uma representação em nosso folclore, uma criatura chamada Pisadeira.

Na cultura Hmong, é descrita uma experiência chamada dab tsogou ou “demônio apertador”. Frequentemente, a vítima afirma enxergar uma figura pequena, não maior que uma criança, sentando em sua cabeça ou peito.
No Vietnã, chama-se ma de, que significa “segurado por um fantasma”, sendo que muitas pessoas acreditam que fantasmas entram no corpo das pessoas, causando a paralisia.
Na China, são as guǐ yā shēn ou guǐ yā chuáng (por favor, não me perguntem como pronuncia), o que pode ser traduzido literalmente como “corpo pressionado por um fantasma” ou “cama pressionada por um fantasma”.
Na cultura japonesa, a paralisia do sono é conhecida como kanashibari, que significa literalmente “atado ao metal”.
Na cultura popular húngara é chamada lidércnyomás (“lidérc pressionante”) e pode ser atribuída a um número de entidades sobrenaturais como aparições, bruxas ou fadas.