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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Menu Mitologia: OXOSSI

OXOSSI (Osòósí)

Òrìsà dos caçadores, seria o irmão mais novo ou filho de Ògún. Seu culto é muito popular em Cuba e no Brasil, mas está praticamente extinto na África. A explicação pode estar no fato da cidade de Ketú ter sido dizimada na ocasião das guerras africanas e do tráfico negreiro. 
Osòósí está ligado ao frio, à lua, à madrugada, à caça, à agricultura.
Para os nàgó, Osòósí vem a ser irmão caçula de Esú e de Ògún, sendo filho de Iemanjá, tendo sido conhecido também como Olofin Benin. Rei de Benin. A importância de Osòósí prende-se a vários fatores:
1º - fator de ordem material. Como Ògún, Osòósí também protege os caçadores, chamados de Odé;
2º - Fator é de ordem médica. As folhas terapêuticas para cura de várias mazelas.
3º - Fator de ordem social. Organização de grupos para adquirir alimento, seja através da caça, seja através da agricultura;
4º - fator de ordem administrativa. Divisão da terra para plantio.
Os nàgó consideravam as três forças matrizes da natureza: Esú, a energia primordial; Ògún, a era dos metais, o trabalho agrícola, o movimento, a razão e a justiça; Osòósí, a força primitiva que propagava o desbravamento das florestas, a era da caça e da pesca, os instrumentos rudimentares para que, com seu uso, o homem passasse de nômade a sedentário; Sangò, o fogo, os raios e trovões, o homem emoção.
Odé sempre vem acompanhado de Ògún. É muito difícil de apresentar-se isoladamente, devido a seu temperamento fechado e solitário. É Ògún quem o atrai, das matas para o ilê.
Rei do país de Ketú. Seu nome significa: Osò - feiticeiro (popular); Osí - um dos irunmalé, guarda da esquerda. Na Nigéria, é considerado um òrìsà de segundo plano. Na África é um rei, Alàáfin de ketú. Rei da caça (oba eran).
Entre os nàgó, filho de Osáàlá e Yemojá. Outras versões dizem ser filhos de opaoká, representada pela jaqueira. 
Osòósí vive nas grandes florestas, no alto das montanhas, cercado de animais, como os elefantes, a pantera, o leopardo e também as abelhas, consideradas suas mensageiras (por causa das abelhas, o ewó de Osòósí é o mel). Ele as recebeu como presente de sua mãe opaoká. Ali elas depositaram seu mel, sob seu tronco. Segundo os nagô, os espíritos das mulheres habitavam as abelhas, enquanto os dos homens ficavam em determinado lugar no orun. Trás consigo os instrumentos da caça e da pesca, com os quais ensinou aos homens a sua técnica. Segundo as tradições orais, Osòósí revoltou-se com a incapacidade do ser humano diante dos elementos naturais hostis, como as tempestades, os animais selvagens, e, dessa revolta, criou utensílios com uma técnica evoluída, com os quais o homem poderia garantir seus meios de sobrevivência mais adequadamente. 
Se Ògún era irascível e não se deixava levar pelos sentimentos, sendo, às vezes, até mesmo cruel e sanguinário, Osòósí tinha um temperamento fechado, como as matas, taciturno e solitário. Inquiridor e carismático mirava seu alvo com argúcia e no silêncio. Mas também era protetor das aves, dos animais selvagens, das plantas e das árvores. Associado a Osanyin, conhecia os segredos das plantas medicinais e das ervas curativas. Está relacionado aos antepassados, tanto dos animais e das árvores, como dos homens, o que é representado pelo èrùkèrè, sua ligação com Iyansán, por quem se apaixonou e foi sua mulher, e com os espíritos dos mortos. Confeccionado originalmente
por pelos de búfalo. Suas nervuras simbolizam a ancestralidade, os espíritos dos mortos.
Nas casas de Osòósí nunca falta carne. Quando eles voltam da mata, sempre deixam um pouco de carne nessas casas.

Odé o caçador ele não  mata os animais simplesmente por matar, ele mata dentro de um ritual que é o da caça,  para trazer á caça para o povo, para abastecer a sua aldeia.

"Odé gbó àwom èbè mi,
Odé olùwá mi o kóò sèsé jò ekùn"

"Odé ouça as minhas súplicas,
Odé meu senhor, venha rápido como um leopardo"

ÒKÈ ARÒ!

Meu respeito à todos. Asé!

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