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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Menu Mitologia: Òràníyàn Òrìsà

ÒRÀNÍYÀN ÒRÌSÀ


Òràníyàn foi um rei Yoruba da cidade de Ife, Nigéria. Era o filho mais novo de Oduduwá e foi o mais poderoso de todos, e mais famoso em toda nação Yoruba. Famoso como caçador e pelas grandes e numerosas conquistas. Foi o fundador do Reino de Oyo por volta de 1400. Em Ifé existe um monolito que tem o nome Opa Òràníyàn em sua homenagem.
Uma de suas mulheres, Torosi, que era filha de Elémpe, rei da nação Tapá (Nupe), foi a mãe de Sangò que mais tarde veio ser o Alaafin de Oyó no lugar de seu irmão mais velho Dadá Ajaká, Òràníyàn colocou seu outro filho, Eweka, como rei de Benim, e se tornou o Óòni de Ifé.

Pierre Verger, em Òrìsàs,  descreve um Itan que fala do nascimento de Òràníyàn:

"Òràníyàn foi concebido em condições muito singulares, que sem dúvida, espantariam os geneticistas modernos. Uma lenda relata como Ògún, durante uma de suas expedições guerreiras, conquistou a cidade de Ogotún, saqueou-a e trouxe um espólio importante. Uma prisioneira de rara beleza chamada Lakanjè agradou-lhe tanto que ele não respeitou sua virtude. Mais tarde, quando Oduduwá, pai de Ògún, a viu, ficou perturbado, desejou-a por sua vez e fez dela uma de suas mulheres. 
Ògún, amedrontado, não ousou revelar a seu pai o que se passara entre ele e a bela prisioneira. Nove meses mais tarde, Òràníyàn nascia. O seu corpo era verticalmente dividido em duas cores. Era preto de um lado, pois Ògún tinha a pele escura, e pardo do outro, como Oduduwá, que tinha a pele muito clara... Essa característica de Òràníyàn é representada todos os anos em Ifé, por ocasião da festa de Olojó, quando o corpo dos servidores do Oòni é pintado de preto e branco. Eles acompanham Óòni de seu palácio até Òkè Mògún, a colina onde se ergue um monolito consagrado a Ogum. Essa grande pedra é cercada de màrìwò òpè, franjas de palmeiras desfiadas, e, nesse dia, os sacrifícios de cão e galo são aí pendurados. Óòni chega vestido suntuosamente, tendo na cabeça a coroa de Oduduwá. É uma das raras ocasiões, talvez mesmo a única do ano, em que ele a usa publicamente, fora do palácio. Chegando diante da pedra de Ogum, ele cruza por um instante sua espada com Osògún, chefe do culto de Ogum em Ifé, em sinal de aliança, apesar do desprazer experimentado por Oduduwá quando descobriu que não era o único pai de Òràníyàn."

Meu respeito à todos.Asé!

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