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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

MENU Mitologia Indiana: Brahma

BRAHMA

Brama, Brahma ou Bramá é o primeiro deus da Trimúrti, a trindade do hinduísmo (os outros deuses são Vishnu e Shiva). Brama é considerado, pelos hindus, a representação da força criadora ativa no universo. A visão de universo pelos hindus é cíclica. Depois que um universo é destruído por Shiva, Vishnu se encontra dormindo e flutuando no oceano primordial. Quando o próximo universo está para ser criado, Brama aparece montado numa flor de lótus brotada do umbigo de Vishnu e recria todo o universo.
Depois que Brahma cria o universo, ele permanece em existência por um dia de Brahma, que vem a ser aproximadamente 4 320 000 000 anos em termos de calendário hindu. Quando Brahma vai dormir, após o fim do dia, o mundo e tudo que nele existe é consumido pelo fogo. Quando ele acorda de novo, ele recria toda a criação, e assim sucessivamente, até que se completem 100 anos de Brahma.
Brahma é representado com quatro cabeças, mas, originalmente, era representado com cinco. O ganho de cinco cabeças e a perda de uma é contado numa lenda muito interessante. De acordo com os mitos, ele possuía apenas uma cabeça. Depois de cortar uma parte do seu próprio corpo, Brahma criou dela uma mulher, chamada Satrupa, também chamada de Sarasvati. Quando Brahma viu sua criação, ele logo se apaixonou por ela, e já não conseguia tirar os olhos da beleza de Satrupa.
Naturalmente, Satrupa ficou envergonhada e tentava se esquivar dos olhares de Brahma movendo-se para todos os lados. Para poder vê-la onde quer que fosse, Brahma criou mais três cabeças, uma à esquerda, outra à direita e outra logo atrás da original. Então Satrupa voou até o alto do céu, fazendo com que Brahma criasse uma quinta cabeça olhando para cima, foi assim que Brahma veio a ter cinco cabeças. Da união de Brahma e Satrupa, nasceu Suayambhuva Manu, o pai de todos os humanos.
Nas escrituras, é mencionado que a quinta cabeça foi eliminada por Shiva. Brahma falou desrespeitosamente de Shiva, que abriu seu terceiro olho e queimou a quinta cabeça de Brahma. Brahma tem quatro cabeças (das quais brotaram os quatro Vedas) e oito braços. Nas mãos, segura uma flor de lótus, seu cetro, uma colher, um rosário, um vaso contendo água benta e os Vedas. O veículo de Brahma é o cisne Hans-Vahana, o símbolo do conhecimento. Brahma usa um manto branco.1
A esposa de Brahma é Sarasvati, a deusa das artes. No passado, era considerado o maior dos deuses, por ter criado o universo. No entanto, com a ascensão de Krishna e Vishnu na devoção popular, decaiu de importância.1 Atualmente, não é mais comumente venerado de forma independente, mas somente como o membro principal da trimúrti (Brahma, Vishnu e Shiva).2 As lendas sobre Brahma não são tantas nem tão ricas quanto as de Vishnu e Shiva. Para estes deuses, existem incontáveis templos de adoração, mas, para Brahma, apenas um, que fica no lago Pushkar, em Ajmer.

Para os Hindus, o universo vive sendo destruído para ser reconstruído novamente por Brahma, eternamente.
Sem ele nada existiria. É o primeiro deus da Trindade HinduBrahma, Vishnu e Shiva.
O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a ascenção deShiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos.
Nas mãos carrega vários objetos:
1°) um rosário que serve para manter a ordem no Universo;2°) um pote de água que utiliza para criar vidas;3°) uma flor de lótus e os VEDAS (aliás, geralmente, seu trono é representado por esta flor).Sentado nela, Brahma irradia a energia da Criação, enquanto cada uma das quatro cabeças recita um dos vedas. Esta forma de representação ocorre, porque durante sucessivas gerações os ensinamentos ali contidos foram transmitidos oralmente e, segundo a tradição, esta forma de transmissão teve, no inicio, o auxilio de Brahma. 

Segundo alguns teólogos, os vedas originaram-se do sopro de Vishnu e Brahma foi o primeiro a recebê-los com a incumbência de transmiti-los para o mundo dos deuses e para o mundo dos homens. Ainda segundo a tradição, os sacerdotes brâmanes nasceram da boca do deus Brahma e foram os únicos a receber (dele) os ensinamentos contidos nos vedas. Estes sacerdotes eram considerados os intermediários entre os humanos e os deuses (aproximadamente como padres, pastores e rabinos) e, destarte, cabia-lhes difundir estes ensinamentos ao povo. Esta importância culminou na formação do chamado “HINDUISMO BRAMÂNICO”, onde os Brâmanes ocupavam a casta mais elevada e Brahma era tido como o deus principal. Apenas no século XIX DC. é que esta crença passou a ser chamada de hinduísmo atualmente o deus Brahma não é mais objeto de uma adoração tão profunda. Com a ascensão de Shiva e de Vishnu, ele foi relegado a um segundo plano.Porém, uma lenda protagonizada pelo sábio BRAHMARISHI BHIRGU propõe outra versão para o fato de não serem comuns as homenagens a Brahma: conta-se que, certa vez, os Seres Humanos decidiram organizar um grande ritual que deveria ser presidido pelo mais importante dos deuses e o escolhido foi Brahma. Porém, quando o sábio tentou convidá-lo, o deus estava atento à música cantada por sua esposa Saravasti e não ouviu os chamados. Revoltado, Bhirgu amaldiçoou Brahma a nunca mais ser venerado. Lendas e maldições à parte, o fato de ser um “deus criador” não lhe garantiu o posto mais alto na hierarquia celeste; porque assim como os outros, ele representa apenas um dos aspectos de Brahman (o Ser Supremo). Neste caso, seria a manifestação masculina e criadora de uma Entidade Abstrata, neutra, sem forma. Quando comparado aos outros deuses da Trimurti, Brahma assume uma posição secundária (numa referência à pouca importância da matéria que criou) e a própria grafia de seu título “deus criador” sofre restrições.

Na Índia, as palavras “criador” e “deus” são escritas em letras minúsculas o que significa que aquele que “cria” não é uma divindade que detenha o poder total. Ele “cria” apenas pela graça de Vishnu ou de Shiva. É, portanto, um mero cumpridor de ordens superiores. Brahama também não é um deus eterno. Os hindus calculam que ele existirá durante “cem anos celestiais” (aproximadamente quatro milhões de anos da Terra) e quando ele findar, o Universo que criou acabará. Então, outro Universo nascerá e outro deus demiurgo ocupará o posto de Criador.


Igualmente, um aspecto que deve ser mencionado relaciona-se com o fato de Brahma sempre ser representado com as “Quatro Cabeças”: Uma história de amor e de incesto explica a origem destas “Quatro Cabeças”. Sentindo-se sozinho, criou de seu próprio corpo uma deusa chamada de Saravasti (deusa da sabedoria). Ao perceber os olhares maliciosos de Brahma, ela se moveu para a direita e com isso fez nascer uma cabeça no mesmo lado do corpo do deus. Depois, correu para a esquerda e para trás e mais duas cabeças emergiram em Brahma; quando. Saravasti fugiu para o céu uma quinta cabeça brotou, mas esta última foi queimada por INDRA como castigo pelo desejo incestuoso.   (Sodoma?)

Brahma, além de Criador, é o principio de harmonia e equilíbrio entre Vishnu (Deus da Preservação) e Shiva (associado à destruição). Cada um representando um aspecto do Universo. Em relação ao nascimento de Brahma, deve-se registrar que a história do “Ovo Cósmico” é apenas uma dentre várias outras que narram a origem e o papel desse deus. Noutra versão, ele teria nascido de uma flor de lótus que brotou do umbigo deVishnu, para só então dar inicio ao seu trabalho de criação, o que implica em certa subordinação de Brahma em relação a Vishnu. Também se diz que Brahma criou uma filha do próprio corpo (a Eva judaico/cristã?), por quem se apaixonou e se uniu dando origem ao primeiro homem, chamado de MANU (Adão?). O Deus Brahma é descrito como um homem de pele vermelha, dotado de quatro braços e de quatro cabeças, as quais ficam voltadas para os quatro pontos (cardeais) do Universo. Com seus oito olhos, mantém-se atento à sua Criação e montado num “Ganso Sagrado” percorre o Céu para observar o Mundo.
Por fim, Saravasti aceitou casar-se com Brahma e dessa união é que se originaram as criaturas vivas.

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