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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Menu Mitologia Oriental: O Mito da Criação (mitologia Japonesa)

O MITO DE CRIAÇÃO SEGUNDO A MITOLOGIA JAPONESA



Conta a lenda que, antes de tudo, havia um céu muito azul salpicado de nuvens brancas onde viviam os deuses. Estes se pareciam com os homens, embora fossem mais poderosos, maiores, mais fortes, mais ligeiros e mais bonitos. Locomoviam-se como pássaros, voando sem a necessidade de colocar os pés no chão. 

Sobre o mar, não havia qualquer ilha e a terra propriamente dita ainda não existia. Num dia qualquer, os deuses tomaram a decisão de criar o mundo, confiando a execução da tarefa a dois jovens deuses: Izanagi e Izanami. 

Nas pinturas japonesas, Izanagi é retratado como um homem jovem e forte, de barbas e cabelos longos, vestido com um manto de cor escura. Izanami é uma linda deusa de feições orientais, cabelos até os ombros, vestida de branco. "Casem-se e seus descendentes serão os mais belos de todas as criaturas", teriam dito os deuses aos jovens que, então, partiram felizes. 

Ao chegar a um lugar muito bonito em forma de um imenso semicírculo-o arcoíris - pararam na parte mais alta. Izanami levava consigo uma espada de ouro e com ela começou a remexer a água do mar imenso logo abaixo deles. E eis que ocorre um milagre: quando retira a espada do mar, a espuma que havia se grudado nela escorreu, voltando ao mar, solidificando-se ao atingir a água, formando então a terra. As duas divindades desceram para lá e, felizes, resolveram ficar. 

Eram só eles dois na primeira terra que havia no mundo. Esqueceram-se por algum tempo dos deuses dos quais descendiam e aproveitaram cada minuto da companhia um do outro. "Vamos nos casar?", propõe a deusa. E Izanagi e Izanami tornam-se marido e mulher, esperando pelos belos filhos prometidos pelos deuses do céu. Porém, o primeiro filho que nasce é um monstro, uma espécie de sanguessuga, e o segundo se parece com uma medusa. Os pais rejeitam os filhos e, desorientados, procuram saber junto aos deuses o porquê dessa descendência que não se encaixa nas promessas feitas. A resposta é que a iniciativa do casamento não deveria ter partido de Izanami, mas de Izanagi. "É o homem que deve pedir a mulher em casamento. Essa é a vontade dos céus, eis por que vocês não têm os belos filhos prometidos. Vocês devem manter as regras da antiga moral." Ambos entenderam o que lhes foi dito e retornam para a terra. Na volta, Izanami se mantém calada e cabisbaixa até que Izanagi lhe pergunta se ela não quer ser a sua esposa. Ela aceita sorrindo, e o segundo se parece com uma medusa. Os pais rejeitam os filhos e, desorientados, procuram saber junto aos deuses o porquê dessa descendência que não se encaixa nas promessas feitas. A resposta é que a iniciativa do casamento não deveria ter partido de Izanami, mas de Izanagi. "É o homem que deve pedir a mulher em casamento. Essa é a vontade dos céus, eis por que vocês não têm os belos filhos prometidos. Vocês devem manter as regras da antiga moral." Ambos entenderam o que lhes foi dito e retornam para a terra. Na volta, Izanami se mantém calada e cabisbaixa até que Izanagi lhe pergunta se ela não quer ser a sua esposa. Ela aceita sorrindo, e o prêmio pela obediência às regras é a descendência com as crianças mais belas vistas até então. Entre os filhos do casal estão as ilhas japonesas com seu solo, rochas, montanhas, rios, pinheiros, cerejeiras e seus habitantes, animais e seres humanos. Mas o último dos filhos gerado, o deus do fogo, queima tão gravemente a mãe ao nascer que ela acaba morrendo (os deuses japoneses podem morrer). 

Izanagi se desespera com a morte da esposa a ponto de ir procurar por ela no reino das trevas, onde estão os mortos. Ali consegue localizá-la, mas, depois de muitas aventuras, parte de lá sozinho. Consegue escapar dos seres das trevas que o perseguem graças a três pêssegos, aos quais agradece dizendo: "Assim como vocês me socorreram, socorram também aos homens quando eles estiverem em apuros: vocês serão chamados de frutos divinos". 

Ao fugir e retornar ao mundo da luz, Izanagi fecha a entrada do reino das trevas com uma rocha que nem dez mil homens conseguiriam levantar. A partir daí, o mundo dos vivos e o dos mortos ficaram definitivamente separados. Grita então para Izanami, que permanecera entre os mortos: "Adeus! Está tudo terminado entre nós". Ela responde: "Não me abandone, meu augusto esposo. Eu me vingarei matando, num só dia, mil homens da terra". Ao que ele retruca: "E eu farei nascer, num só dia, mil e quinhentas crianças. Adeus, adeus..." 

Para livrar-se das marcas do mundo dos mortos, Izanagi resolve banhar-se na ilha de Kyushu. Das gotas de água que caem do seu nariz nasce Susanoo, o deus da tempestade; da gota que cai do seu olho direito nasce Tsuki no Kami, o deus da lua, e da que escorre de seu olho esquerdo nasce Amaterasu, a deusa do sol. Ele toma esta última nos braços e diz: "Agora é a sua vez, pobre pequena". Amaterasu recebe de seu pai o domínio dos céus; Tsuki no Kami, o reino da noite; Susanoo, a planície do mar com as suas oitocentas mil ondas. 

A história continua com essa nova geração, segundo as crônicas contidas no documento intitulado Registros dos assuntos antigos, datado de 712, como sendo o período em que se consolida o papel de Amaterasu como aquela que detém os símbolos do Japão. 

Fonte: "Os Japoneses", de Célia Sakurai  (2007).

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