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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Menu Mitologia: Ya-Te-Veo

YA-TE-VEO

O Ya-te-veo (espanhol para "Agora eu te vejo") é uma árvore antropófaga que supostamente vive em regiões remotas da África e das Américas Central e do Sul. De acordo com o livro de J.W. Buel, "Terra e Mar" (1887), o Ya-te-veo possui longas vinhas serrilhadas e um tronco curto e grosso. As vinhas ficam dispostas ao redor da árvore. Os dentes semelhantes à punhais ficam aplainados no chão. Quando uma presa, geralmente um mamífero de porte médio, pisa em suas videiras, elas se levantam como serpentes e envolvem a vítima completamente.

Para atrair sua presa, o Ya-te-veo produz "folhas" ou "frutos" coloridos em suas vinhas, embora estas folhas ou frutos não tenham sabor ou utilidade culinária. Alguns dizem que a criatura tem uma boca enorme no centro de seu tronco, enquanto outros afirmam que cada um de seus tentáculos possui pequenas bocas com presas. Ainda há outros que afirmam que a árvore usa seus tentáculos para espremer os nutrientes essenciais de sua presa. Esta forma de "comer" é especialmente terrível, pois a árvore pode levar vários dias ou mesmo semanas para digerir completamente sua presa. Durante boa parte desse tempo, a presa ainda continuaria viva, sofrendo lentamente dentro do organismo da criatura.
É bem provável que as histórias sobre o Ya-te-veo não passem de versões exageradas de plantas carnívoras reais. 

A Árvore Antropófaga de Madagascar

O primeiro relatório conhecido de uma árvore antropófaga originou-se como uma invenção literária escrita por Edmund Spencer para o jornal New York World. O artigo de Spencer apareceu pela primeira vez na edição diária do New York World em 26 de abril de 1874, e apareceu novamente na edição semanal do jornal dois dias depois. No artigo, uma carta foi publicada por um explorador alemão supostamente chamado de "Karl Liche" (também escrito como Carl Liche em relatos posteriores), que apresentou o relatório de um sacrifício realizado pela "tribo Mkodo" de Madagascar: Esta história foi publicada por muitos outros jornais da época, incluindo o jornal australiano South Australian Register de 27 de Outubro de 1874, onde ganhou uma notoriedade ainda maior. Segue abaixo um trecho do artigo, que descreve a árvore:

“ Os tentáculos longos e delgados moviam-se como serpentes esfomeadas em fúria e balançaram por um momento sobre a cabeça da moça, e a seguir, como se fosse um ser com uma mente demoniaca e com um instinto perverso, enrolou os tentáculos ao redor do pescoço e braços da vítima, quanto mais terriveis eram os gritos de terror da mulher, mais altos eram os sons semelhantes a gargalhadas que ressoavam descontroladamente da criatura, até que finalmente a mulher deu um gemido gorgolejante e morreu estrangulada. Os tentáculos um após outro, como serpentes verdes grandes com uma força brutal e uma velocidade infernal, levantaram-se e retrairam-se envolvendo lhe todo o corpo, apertando com a rapidez cruel e a tenacidade selvagem como o das Anacondas que se enroscam velozmente ao redor de sua presa."

O caso da árvore antropófaga de Madagascar rendeu uma publicidade adicional ao livro “Madagascar, a terra da árvore antropófoga” escrito em 1924 pelo Governador de Michigan , Chase Osborn. Osborn declara em seu livro, que as tribos de aborígenes e os missionários em Madagascar conheciam a existência da árvore terrível, e contou uma historia semelhante ao Carle Liche, citada acima.

Em seu livro “Salamandras e outras Maravilhas” (de 1955), o autor de livro científicos Willy Ley afirmou que “a tribo aborígene Mkodo”, “Carl Liche”, e a “árvore antropófaga de Madagascar” parecem ser todas historias inventadas.

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