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sábado, 14 de junho de 2014

Mitologia Oriental: Kua-Fu

KUA-FU

Na antiguidade remota, Kua Fu era celebrado pela sua extraordinária força; um gigante herculano, andava tão depressa que, dir-se-ia, ser capaz de voar.
Talvez que, outrora, o movimento do Sol fosse mais rápido do que presentemente, porque os homens sentiam que bastava pegarem no trabalho para logo anoitecer. Como naqueles tempos não existiam nem velas, nem eletricidade, era extremamente penoso para os mortais suportarem as longas e frias horas de escuridão. Todos estavam descontentes com o Sol por este aparecer tão infrequentemente. Assim, um dia, em nome de todos os habitantes, Kua Fu foi enviado ao Sol para lhe exprimir a indignação de todos os povos:
- Ei! Sol preguiçoso! Quantas horas dormes tu? Levantas-te sempre muito tarde e deitas-te demasiadamente cedo. Francamente, não tens nenhum sentido de responsabilidade no trabalho!
Mas o Sol, arrogantemente, não ligou ao que Kua Fu lhe dizia e continuou rolando para o oeste o mais depressa que podia. Furioso, Kua Fu pegou um cacete e correu atrás dele.
Tal como uma bola flamejante, o Sol rolava sem parar para o oeste e Kua Fu correu velozmente ao seu alcance transpondo vales e montanhas. Legua apos legua, o gigante ia-se aproximando gradualmente do Sol mas, quanto mais se acercava deste, mais calor sentia ate que por fim estava já todo molhado e o suor escorria-lhe abundantemente pelo corpo. A fim de se refrescar rasgou o seu casaco expondo o seu peito escuro-vermelho. Desafiando o calor, agora ardente, o gigante continuava a sua corrida em direção ao Sol, mas chegou a uma altura que tinha tanta sede que pensou que ia morrer. Sentia a língua queimada e, faltava já pouco para alcançar o Sol, quanto, realmente, não podendo mais suportar a sede que o atacava teve de parar e refrescar-se nas aguas do rio Amarelo. Depois de um gole, engoliu toda a agua do rio... mas, ainda tendo sede, foi sorver a agua do rio Weishui, secando-o também por completo. Como o gigante ainda continuasse sequioso, resolveu ir beber a agua dos Lagos do norte, mas, esgotado, acabou por morrer a meio do caminho, o bastão que levava consigo transformou-se em uma floresta vistosa e densa. Todos os anos, as arvores dessa floresta ficam carregadas de água com que os homens matam a sede, e as sombras das suas copas defendem os transeuntes do Sol escaldante. O zeloso e persistente Kua Fu morreu por ter dedicado a sua vida ao beneficio do povo, e mesmo em seus últimos momentos não se esqueceu de deixar uma contribuição duradoura para a melhoria das condições da vida humana, convertendo o seu bastão em uma floresta a serviço das gerações futuras. As suas intenções são muito louváveis!

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