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sábado, 24 de junho de 2017

Menu Mitologia Indiana: O Colecionador de Dedos

O COLECIONADOR DE DEDOS AHIMSAKA: ANGULIMALA




A fábula deste assassino está descrita nos milenares sutras da tradição budista Teravada.
Ele nasceu há cerca de 2.6 mil anos, no norte da India, no reino de Kosala, a princípio foi um garoto gentil e inteligente, provando ser um aluno exemplar, como seu mestre não tinha filhos , ele e a esposa tratou o garoto como tal, deixando os outros alunos enciumados. 

Então movidos pela inveja eles espalharam um boato que Ahimsaka era amante da mulher do mestre que planejou livrar-se dele. Como última tarefa, e sacrifício a ele, o jovem devia trazer mil dedos da mão direita de mil pessoas que matasse.  

Nas tradições brâmanes, havia sacrifícios humanos aos deuses. O guru esperava que ele fosse morto antes de terminar. Ele passou atacar caravanas e viajantes, nem crianças escapavam. 

Ele colocava os dedos num colar em volta do pescoço, daí o nome ANGULIMALA "colar de dedos". 

Sua fama cresceu dificultando as emboscadas, decidido a cumprir o desafio passou atacar vilarejos. Quando o rei soube decretou sua morte, e sua mãe correu para avisá-lo.  Essa época era o vigésimo ano de Buda, que concluiu que o moço tinha boa essência, mas estava cego pela ignorância, então decidiu intervir. 

Ao ser advertido do perigo de andar nas ruas com Angulimala à solta, o Buda Shakyamuni resolve continuar sua caminhada mesmo assim, e dessa forma foi de fato abordado pelo assassino, que o ordenou que parasse de caminhar, Buda simplesmente disse a ele que havia parado há muito tempo, e que era ele, Angulimala, que ainda não havia parado. “O que você quer dizer com isso?“, perguntou Angulimala. A resposta de Buda segue a partir do trecho abaixo:

Angulimala, eu parei de cometer atos que causam sofrimento a outros seres vivos há muito tempo. Aprendi a proteger a vida, as vidas de todos os seres, não apenas humanos. Angulimala, todos os seres querem viver. Todos temem a morte. Devemos nutrir um coração de compaixão e proteger as vidas de todos os seres”.

Seres humanos não se amam. Porque eu deveria amar outras pessoas? Humanos são cruéis e enganadores. Não descansarei até que tenha matado todos eles”.

O Buda então falou gentilmente, “Angulimala, eu sei que você sofreu profundamente nas mãos de outros humanos. Às vezes os humanos podem ser muito cruéis. Essa crueldade é resultado da ignorância, do ódio, do desejo e da inveja. Mas os humanos também podem ser compreensivos e compassivos. Meu caminho pode transformar crueldade em bondade. O ódio é o caminho em que você está agora. Você deveria parar. Ao invés, escolha o caminho do perdão, da compreensão e do amor”.

Angulimala ficou mexido com as palavras do monge. Ainda assim sua mente estava mergulhada em confusão. O monge olhou para Angulimala como se ele uma pessoa íntegra e digna de respeito. Angulimala perguntou: “Você é o monge Gautama?”.

O Buda consentiu.

Angulimala disse, “É uma pena não encontrei você antes. Já fui longe demais no meu caminho de destruição. Não é mais possível voltar atrás”.

O Buda disse, “Não, Angulimala, nunca é tarde demais para fazer um ato bom”.

Que ato bom eu seria capaz fazer?

Pare de viajar pela estrada do ódio e da violência. Esse seria o maior ato de todos. 
Angulimala, embora o mar do sofrimento seja imenso, olhe para trás e você verá a margem”.

Gautama, mesmo que eu quisesse, eu não poderia voltar atrás agora. Ninguém me deixaria viver em paz depois de tudo que fiz”.

O Buda pegou a mão de Angulimala e disse, “Angulimala, eu o protegerei se você fizer o voto de abandonar sua mente de ódio e se dedicar ao estudo e prática do Caminho. Tome o voto de começar de novo e de servir aos outros. E fácil ver que você é um homem de inteligência. Não tenho dúvida que você poderia conquistar o caminho da realização”.


Angulimala se ajoelhou perante Buda. Ele removeu sua espada de suas costas, colocou-a na terra, e se prostrou aos pés do Buda. Cobriu seu rosto com as mãos e começou a soluçar. Depois de um bom tempo, ele olhou pra cima e disse, “Faço votos de abandonar meu caminho maligno. Seguirei você e aprenderei compaixão de você”.

Assim, Buda apaziguou o criminoso que decidiu então tornar-se um monge,  e devido a seus pecados sofreu violências físicas e verbais nos lugares que passava, morrendo sem voltar ao crime.

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