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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Menu Mitologia: Relicário Mitológico

RELICÁRIO MITOLÓGICO




Ola amigos da Arcanoteca, seguindo a solicitação de um de nosso queridos leitores, começamos hoje o Relicário Mitológico que sera como um Bestiário só que ao invés de criaturas, monstros e demônios essa sera uma "lista" de itens, armas, objetos, jóias e ferramentas que existem na mitologia. Esta postagem assim como algumas outras postagem do blog, será atualizada com mais e mais informação sempre que possível, tal qual um dragão vamos acumular uma infinidade de itens mágicos e objetos de poder. Espero que gostem. 

EXCALIBUR

Excalibur é o nome da lendária espada do Rei Artur, e sobre a qual existem inúmeros mitos e lendas que descrevem suas diversas propriedades extraordinárias. Em gaélico seu nome é Caledfwlch, que deriva do gaélico antigo caladbolg, que significa “espada cintilante”.

De acordo com uma das versões da lenda, o mago Merlin recebe Excalibur da Senhora do Lago e a entrega a Uther Pendragon para que ele estabeleça uma aliança com o Duque da Cornualha. Mas Uther toma para si a mulher do Duque e tem com ela um filho, Artur, o qual vai parar nos braços de Merlin. O Duque e Uther são mortos, e Merlin crava a espada em uma pedra, proclamando que “aquele que retirar a espada da pedra será Rei”.

Anos mais tarde, uma competição de cavaleiros havia sido estabelecida para decidir quem tentaria retirar Excalibur. Artur é um simples valete de seu irmão de criação, Kay, e quando perde a sua espada, acaba retirando Excalibur para entregar ao irmão. Logo, Merlin aparece e declara Artur como o legítimo herdeiro de Uther.

Artur se casa com Guinevere, mas ela comete adultério com seu melhor cavaleiro, Lancelot. Ao descobrir os dois, Artur crava novamente a espada na pedra. Lancelot foge e Guinevere vai parar num convento. O reino de Camelot enfrenta a fome e a doença, e para redimir sua terra, Artur conclama uma busca pelo Santo Graal. Enquanto isso, Mordred, filho e inimigo de Artur, ganha força e se levanta para tomar o lugar de seu pai.

Em um convento, Guinevere devolve Excalibur à Artur, que parte para enfrentar Mordred com seus poucos cavaleiros. Em meio à batalha, Lancelot aparece para reverter a sorte e garantir a vitória ao seu amigo e Rei. Artur mata Mordred com Excalibur e se reconcilia com Lancelot. O fiel Perceval segue as ordens de Artur, e atira Excalibur num lago, onde a Senhora do Lago aparece e a toma de volta. Ao retornar ao Rei, Perceval vê que ele está morto, flutuando em um barco, em direção à Avalon.

GRAM


Na mitologia Nórdica, a espada Gram é a arma que o herói Siegfried usou para matar o dragão Fafner. Seu nome significa “cólera”. Nas obra lírica de Richard Wagner composta por 4 óperas, intitulada O Anel do Nibelungo, a espada é conhecida como Notung.

Segundo as lendas, ela foi forjada pelo mestre ferreiro Wayland, o mesmo que teria forjado Durendal, a espada de Rolando, e originalmente pertencera a seu pai, Sigmund, que a recebeu no salão de Volsung após retirá-la de Barnstokk, o carvalho onde o próprio Odin a tinha colocado.

Nove príncipes, todos fortes e muito hábeis, tentaram em vão retirar a espada da árvore. Apenas o mais jovem dentre eles, Sigmund, foi capaz de fazê-lo. No entanto, mais tarde, depois de desobedecer uma ordem de Odin, a espada é destruída, voltando a ser forjada muito tempo depois por Siegfried, o filho de Sigmund.

Segundo a versão de Richard Wagner sobre a lenda, Siegfried foi criado pelo anão Mime, irmão do vilão Alberich, que desejava possuir para si o Ouro do Reno e o Anel do Nibelungo. Este tesouro estava agora nos domínios de Fafner, um gigante que fora convertido em dragão.

Siegfried era um homem que não conhecia o medo e possuía uma força descomunal. Mime esperou o momento certo e convenceu Siegfried a reforjar Notung e ir atrás do dragão e de seu tesouro. Depois de pronta, era tão poderosa que com ela era possível partir uma bigorna em dois pedaços. O herói procede como esperado, matando o dragão e tomando para si o Anel. Quando descobre a trama de Mime, Siegfried também o mata.

DURENDAL

Durendal é a espada do conde Rolando, recebida de Carlos Magno quando de sua investidura como cavaleiro, o que ocorreu aos dezessete anos de idade. Esta história está descrita em várias obras da chamada Matéria de França.

Seu nome vem do francês e significa “aquela que perdura”. Sua origem é incerta, e a Matéria de França contém várias indicações de que ela foi forjada por Wayland, um misterioso ferreiro de Berkshire, citado várias vezes como um fabricante de armas.

Na obra A Canção de Rolando, a espada é trazida à Carlos Magno por um anjo. Já o poema épido Orlando Furioso afirma que ela pertencia à Heitor de Troia.

Segundo as lendas contidas nestas obras, o cabo dourado da espada Durendal conteria um dente de São Pedro, sangue de São Basílio Magno, cabelo de São Denis e um pedaço dos trajes da Virgem Maria. Ela foi usada por Rolando para conter um poderoso exército muçulmano de centenas de milhares de soldados, de modo que o exército de Carlos Magno pudesse fugir para a França.

Uma vez, Rolando tentou destruir a espada para evitar que ela fosse capturada pelos Sarracenos e criou a famosa Fenda de Rolando nos Pirineus, uma abertura de 40 metros por 100 metros na rocha. Mas a espada se mostrou indestrutível, então ele a escondeu junto com o Olifante, uma corneta usada para alertar Carlos Magno

CLAIOMH SOLAIS


Item, mitológico da antiga literatura irlandesa, são mencionados as quatro jóias ou os quatro tesouros dos Tuatha Dé Danann. A Claíomh Solais é um destes quatro itens mágicos que os mitológicos Tuatha Dé Danann trouxeram consigo das quatro ilhas sagradas de Murias, Falias, Gorias e Findias, quando chegaram à Irlanda.

O livro Lebor Gabála Érenn narra que os Tuatha Dé Danann viviam nas ilhas ao norte do mundo, onde foram instruídos nas artes mágicas, antes de finalmente chegarem à Irlanda através das brumas. Já o texto Cath Maige Tuired considera que as quatro jóias também se referem às quatro cidades.

Em cada ilha vivia um sábio poeta, que dominava as ciências ocultas. Com eles, os Tuatha Dé Danann aprenderam o druidismo (druidecht), a sabedoria (fis), a profecia (fáitsine) e a magia (amainsecht). Quando chegaram à Irlanda, os Tuatha Dé Dannan trouxeram consigo quatro instrumentos mágicos: a pedra Lia Fáil, a lança Areadbhar, a espada Claíomh Solais e o caldeirão Undry.

O dono da espada era Nuada Airgetlám, o primeiro rei dos Tuatha Dé Dannan. Segundo algumas lendas, ninguém jamais foi capaz de escapar de Claíomh Solais uma vez que ela tinha sido desembainhada. Ninguém era capaz de resistir ao seu poder. Outras lendas nomeiam a espada como Nuadu’s Cainnel, que significa “tocha reluzente”.

TIZONA


Tizona é o nome da espada carregada por El Cid em seu combate aos mouros na Espanha, de acordo com a epopeia espanhola O Cantar de Mio Cid. Seu nome pode ser traduzido como “tocha ardente” ou “ferro em brasa”.

De acordo com o poema épico, Tizona é uma espada que possui personalidade própria, e seu poder depende dos valores e da virtude daquele que a carrega. Da mesma forma, ela é capaz de aterrorizar os oponentes indignos e covardes.

Ela pertencia ao Rei Búcar de Marrocos, e El Cid a ganhou em Valência. Mais tarde, foi dada como presente por El Cid aos seus genros, os infantes de Carrión, mas voltaria às mãos de Díaz de Vivar, quem acabou dando Tizona de presente a seu sobrinho, Pedro Bermúdez.

Quando os infantes de Carrión tomam posse da Tizona, acabam subestimando seu poder devido à sua covardia. Já quando Pero Vermúdez vai à luta contra Ferrán González e retira a Tizona de sua bainha, seu oponente grita e se rende, devido ao terror que sente ao ver a poderosa espada de El Cid.

Há uma espada identificada como Tizona no Museu de Burgos, Espanha. Ela mede 103 cm de comprimento e pesa pouco mais de 1 kg. Ela foi forjada em Córdoba, e sua lâmina possui uma quantidade considerável de aço de Damasco. Nela, há duas inscrições. A primeira diz “Eu sou Tizona, feita no ano 1040″. A segunda diz “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, um trecho da oração católica Ave Maria

ZULFIQAR


Zulfiqar é a espada do líder islâmico Ali. Seu nome significa “bifurcada” ou “aquela que divide exatamente em duas partes”. Na batalha de Uhad, Ali estava lutando para salvar o profeta Maomé. Devido aos ataques contínuos e ao poder e à força de Ali, ele acabava quebrando todas as espadas que usava.

Então, o profeta Maomé orou: “Deus, tu que deste tanta força à Ali, agora dê à ele também uma espada”. Em seguida, apareceu o anjo Gabriel trazendo consigo a espada Zulfiqar e proclamando o seguinte: “O líder dos homens, o Leão de Deus, o Poder de Deus, não há homem mais corajoso no mundo do que Ali, não existe espada como Zulfiqar.”

A maior parte dos registros históricos afirma que Ali usou Zulfiqar na Batalha da Trincheira para cortar ao meio um de seus inimigos e seu escudo. O inimigo era Amr ibn Abdawud, cuja força era comparada à de mil homens. Ninguém tinha se atrevido até antão a lutar com ele. Ali o aniquilou com um único golpe, mesmo que Amr usasse uma armadura muito resistente e portasse armas poderosas.

A tradição popular xiita, Zulfiqar foi passada de imã para imã, e está agora em posse do 12º imã, conhecido como Mahdi, o redentor profetizado do Islã. Ele haverá de permanecer na Terra por sete, nove ou dezenove anos, de acordo com as diferentes interpretações, antes da chegada do dia final, o Dia da Ressurreição. Os muçulmanos acreditam que o Mahdi, juntamente com Jesus, livrará o mundo do erro, da injustiça e da tirania, e certamente usara 

KUSANAGI

Kusanagi é uma espada japonesa lendária, e um dos três Tesouros Imperiais do Japão. Seu nome original era Ama-no-Murakumo-no-Tsurugi, que significa “Espada do Céu de Nuvens Reunidas”, mas ele foi mudado mais tarde para um mais popular, Kusanagi-no-Tsurugi, que significa “Espada que Corta a Serpente”.

A história da espada Kusanagi é lendária. De acordo com a crônica Kojiki, o deus Susanoo encontrou Ashinazuchi, o pai de uma família que estava sendo assolada pela temível Yamata-no-Orochi, uma serpente de oito cabeças. O monstro já tinha devorado sete de suas oito filhas, e estava vindo buscar a oitava, chamada Kushinada-hime.

Susanoo elaborou um plano para derrotar a serpente, mas antes pediu Kushinada-hime em casamento, ao que ela aceitou. Então, ele a transformou em um pente, para que ela o acompanhasse durante a jornada. Antes disso, tinha preparado oito vasos de saquê, posicionados atrás de uma cerca com oito portões.

Ao se aproximar, a serpente acabou caindo na armadilha, e cada uma de suas cabeças ficou prrsa em um portão. Susanoo atacou, matou e decapitou as oito cabeças do monstro com a espada Worochi. Prosseguiu para os rabos, e quando chegou no quarto, descobriu uma espada dentro do corpo da serpente, a qual chamou Ame-no-Murakumo-no-Tsurugi, e a deu de presente à Deusa Amaterasu para acabar com uma antiga disputa.



GUNGNIR - Lança de Odin

A lança Gungnir, quando lançada nunca erra o alvo, e sempre volta à mão de Odin. Foi também com ela que o deus ficou atravessado nove dias e nove noites na Yggdrasill, árvore do mundo, para logo após obter conhecimento sobre as runas.

A lança foi um presente de Loki a Odin; Loki queria reconquistar a amizade dos Aesir e dos Vanir, e trouxe várias maravilhas que ele havia ganho dos anões. A lança foi dada a Odin, e o barco Skidbladnir foi dado a Frey, chefe dos Vanir.


Quando a bruxa Gullveig foi julgada e condenada à morte por Odin, não havia arma capaz de matá-la, por ela ser imortal, exceto Gungnir.

Odin teve que atravessar Gulveig três vezes com Gungnir para que ela morresse: na primeira vez, ela ficou sorrindo para os deuses, na segunda vez, ela ficou imóvel mas não caiu, e na terceira vez ela soltou um grito que fez toda Asgard tremer e caiu morta no chão.

Essa Lança é considerada a Arma mais poderosa de toda Asgard. 



A LANÇA DO DESTINO


A Lança do Destino (também conhecida como Lança Sagrada ou Lança de Longino), segundo a tradição da Igreja Católica, foi a arma usada pelo centurião romano Longinus para perfurar o tórax de Jesus Cristo durante a crucificação.

A lança (do grego: λογχη, lonke) só é mencionada no Evangelho de João (João 19:31-36) e em nenhum dos evangelhos sinópticos. Segundo João, os romanos pretendiam quebrar as pernas de Jesus, uma prática conhecida como crurifragium, que objetivava acelerar a morte numa crucificação. Logo antes de o fazerem, porém, perceberam que Jesus já estava morto e, portanto, não havia razão para quebrarem suas pernas. Para certificarem-se de sua morte, um legionário romano (tradicionalmente chamado de Longino) furou-lhe o flanco:


"Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.» (João 19:34)"


O fenômeno do sangue e água foi considerado um milagre por Orígenes. Os católicos, embora aceitem o sangue e a água como uma realidade biológica, emanando do coração e da cavidade abdominal de Cristo, também reconhecem a interpretação alegórica: ela representa um dos principais mistérios/ensinamentos chave da igreja, e um dos principais assuntos do Evangelho segundo Mateus, que é a interpretação da Consubstancialidade adotada pelo Primeiro Concílio de Niceia, segundo a qual Jesus Cristo era ambos: verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O sangue simboliza sua humanidade, a água, sua divindade. Cerimonialmente, isso é representado em certo momento da Missa: o padre asperge uma pequena quantidade de água no vinho antes da consagração, um ato que reconhece a humanidade e divindade de Cristo e representa o fluxo de sangue e água do flanco de Cristo na cruz. Santa Faustina Kowalska, uma freira polonesa cujo apostolado e cujos escritos levaram ao estabelecimento da devoção da Divina Misericórdia, também reconheceu a natureza milagrosa do sangue e água, explicando que o sangue simboliza a misericórdia divina de Cristo, e a água, Sua divina compaixão e as águas batismais.


Uma tradição indica que esta relíquia foi encontrada na Antioquia por um monge, chamado Pedro Bartolomeu, que acompanhava a Primeira Cruzada. Este afirmava ter sido visitado por Santo André, que lhe teria contado que a lança encontrava-se na igreja de São Pedro. Depois da conquista da cidade, foi feita uma escavação e foi o próprio Pedro Bartolomeu que a encontrou.


Apesar de se pensar que tinha sido o monge a colocar uma falsa relíquia no local (até o legado papal Ademar de Monteil acreditava nisto), o logro melhorava o moral dos cruzados, sitiados por um exército muçulmano. Com este novo objeto santo à cabeça das suas forças, o príncipe de Antioquia marchou ao encontro dos inimigos, a quem derrotou miraculosamente - milagre segundo os cruzados, que afirmavam ter surgido um exército de santos a combater juntamente com eles no campo de batalha.


MJÖLNIR - Martelo de Thor


Mjölnir ( /ˈmjɒlnɪər/ ou /ˈmjɒlnər/ MIOL-n(i)er; também Mjǫlnir, Mjollnir, Mjölner, Mjølner, Mjølnir ou Mjølne; em português: aquilo que esmaga; pronúncia: Miólnir ou Miólnier), na mitologia nórdica, é o martelo do deus Thor, um deus filho do principal deus nórdico Odin (pai de todos) associado com o trovão naquele sistema mitológico.

Talhado de forma bem característica, o instrumento é representado como uma das armas mais temíveis, capaz de aplainar montanhas. Embora geralmente reconhecido e ilustrado como um martelo, Mjölnir é algumas vezes mencionado como um machado ou um porrete.[4] No século XIII, no Edda em Prosa, Snorri Sturluson relata que os Svartálfar Sindri e Brokk produziram o mjölnir por ordem de Loki. Ele teria sido criado pelos filhos de Ivaldi numa aposta contra o deus Loki.


O Edda em Prosa dá um sumário das qualidades especiais do mjölnir quando Thor o usa:


... seria possível atacar tão firmemente como ele desejasse, qualquer que fosse sua finalidade, e o martelo nunca falharia, e se ele o arremessasse contra algo, ele nunca falharia o alvo e nunca voaria para além do alcance de sua mão, e quando ele quisesse, se tornaria tão pequeno que poderia ser carregado dentro de sua túnica.


Na mitologia nórdica, os trovões seriam Thor usando seu martelo (sendo esse o motivo de ele ser chamado de deus do trovão).


O mjölnir é tão pesado que só Thor, com sua força gigantesca e usando o cinto (megingjard), é capaz de empunhá-lo. O martelo também é o símbolo da força para os nórdicos, e se acredita que quem carrega um consigo terá força e boa sorte. Por isso, era de costume entre os atiradores de martelos levar um pingente na forma de mjölnir para as competições e batalhas, acreditando que Thor iria ajudá-los.


TRISHULA



Trishula (do sânscrito, significa "lança trifurcada") é a arma usada por Shiva desde suas ilustrações mais antigas (período neolítico, 4.000 a.C.) na forma de Pashupati, o "Senhor dos Animais". Shiva, na condição de "renovador" (destrói para construir algo novo), usa a trishula para destruir a ignorância dos homens.

Esta arma possui uma simbologia, com relação ao número de pontas que possui. Por ser um tridente, cada ponta de sua lança tem seu significado, sendo diretamente relacionadas com as três qualidades da matéria: tamas (a inércia ou a existência), rajas (o movimento ou firmamento) e sattva (o equilíbrio ou trevas). Ainda pode ser representado como o passado, presente e o futuro, visto que Shiva domina a naja, serpente mais mortifera de todas, dando assim, potencial de imortalidade.


A deusa Durga também é representada com uma trishula, adorada durante o Sandhikshan do festival de Durga (forma feroz da deusa mãe, chamada de "Invencível").


GJALLARHORN

Gjallarhorn é o poderoso chifre de Heimdallr; é a trompa de batalha que o deus usa para avisar os demais deuses, seu sopro pode ser ouvido nos Nove Mundos, com o qual ele avisa aos deuses da aproximação de seus inimigos, os gigantes, e assim ocorre no Ragnarok.








GLEIPNIR


Gleipnir, na mitologia nórdica, é uma atadura mágica e maciça como a seda, forjada pelos anões a pedido de Odin, para os Deuses usarem para prender Fenrir,[1] até a chegada do Ragnarök.

Gleipnir foi a terceira tentativa de prender Fenrir, as duas primeiras foram Loeðingr e Drómi (ambas de aço muito forte) que falharam. Mesmo sabendo que um dia Fenrir se libertaria desse grilhão e causaria a morte dos deuses e a destruição do mundo (Ragnarök), os deuses preferiram não o matar. "O que tem de ser, será", disseram.


É um item do jogo Ragnarok Online, usado para fixar o megingjord ao corpo de um mortal. E no jogo WYD (With Your Destiny) é o nome de uma lança mágica bastante poderosa.


Tudo começou quando Odin, resolver levar para Asgard o pequeno filhote de lobo. porém com o passar do tempo Fenrir foi ficando cada vez maior , e também cada vez mas agressivo, começou a atacar o povo que acabou por evita-lo por completo. Logo após os ataques todos começaram a se queixar, e Odin se viu obrigado a tomar alguma providência. Inicialmente, a criação do lobo fora entregue a Tyr, considerado o mais corajoso entre os deuses, porém, nem mesmo ele pode conter o animal, que continuava a causar enormes problemas em Asgard, e então uma reunião para decidir o que fazer foi marcada.


Nesta reunião os deuses resolveram fazer uma corrente para prender a criatura(fizeram duas; Loeðingr e Drómi, sendo Drómi apenas de reserva, caso o lobo conseguisse se soltar da primeira), uma corrente com a enorme espessura, então surgiu a duvida''como o lobo se deixaria acorrentar?'' Então, Tyr sugeriu desafiar o lobo no falso intuito de testar sua força.


Pondo então o plano em ação Odin chamou Fenrir para passear em um local afastado de Asgard, no caminho começou a encher o ego do lobo, falando sobre como ele era grande e forte e então desafiou e Fenrir aceitou.


Tyr e varios ajudantes trouxeram Loeðingr e acorrentaram o animal, depois de passar as correntes Tyr as trancou com vários cadeados, e todos se afastaram do lobo. Odin então gritou para que o lobo tentasse se libertar da corrente. O grande lobo então simplesmente estufa o peito e se espreguiça arrebentando facilmente a corrente. Os deuses mal puderam crer e logo depois de terem presenciado tal fato, Odin, aplaudiu o lobo e então disse: Muito bem Fenrir, estamos impressionados, agora vamos ver se você consegue se livrar desta, ja mandando que trouxessem a próxima corrente.


Uma outra corrente havia sido forjada por precaução. Esta conhecida como Drómi, teve a fama atribuída pelo ferreiro que a forjou como sendo a corrente mais solida já criada. Esta ainda demorou mais tempo para se traga, pois tinha um peso ainda maior devido a sua composição. 


Pela segunda vez o Deus Tyr acorrentou o grande lobo e logo depois Odin deu o grito para que Fenrir se libertasse, dessa vez ele encontrou mais dificuldades e teve de se debater e fazer força, mas logo arrebentou a segunda corrente, frustrando os Deuses e os forçando a se reunir novamente para pensar numa outra maneira de prender o lobo.


Voltaram a se encontrar, pois o lobo ainda era uma ameaça, e então Skirnir havia tido a ideia de, mandar os anões do reino de Svartalfaheim forjarem uma nova corrente, ou algo que pudesse deter a fera, pois estes eramos melhores ferreiros de todos os nove mundos. Odin, então consentiu,  e assim foi feito, Skirnir se dirigiu a Svartalfheim, a terra dos anões, e cavalgando Slipinir, encontrou os anões e solicitou a eles que fizesse algo que pudesse deter o lobo, isso após ter contado toda a historia, sobre o grande lobo e sobre as tentativas falhas de conte-lo. 


Os anões então confeccionaram a próxima "corrente". Quando skirnir voltou ele recebeu do anão uma especie de corda de seda chamada gleipinir, porem era uma corda especial, feita com seis ingredientes especiais, raríssimos de encontrar. Seus ingredientes eram o cuspe de uma ave, os nervos de um urso, o folego de um peixe, a raiz de uma montanha, as barbas de uma mulher e o som da queda de um gato. 


Skirnir voltou para Asgard calvando Slipinir, quando chegou todos se reuniram novamente e foram desafiar o lobo que estava ainda maior(ja da altura dum drakkar de guerra),  porém Fenrir não entendeu porque das outras vezes havia uma corrente e agora somente um pedaço de pano, e questiono-os dizendo não entender o proposito dos deuses. Aceitou mas impondo uma condição, que alguém mantivesse em sua enorme boca uma mão como garantia, caso não cumprissem com o combinado ele teria uma garantia, então Tyr o mais corajoso como sempre é que cumpriu esta tarefa, o lobo foi amarrado com a corda, ele tentou se libertar de todas as formas mas não conseguiu, e quando Fenrir pediu que o libertassem todos começaram a rir exceto Tyr e então Fenrir sem pensar duas vezes, mordeu fora a mão do deus e continuou preso até o dia do Ragnarok.


ANDVARINAUT


Na mitologia nórdica, Andvarinaut (nórdico antigo: a oferta de Andvari), era um anel mágico forjado pelo anão Andvari que tinha a faculdade de atrair outros metais preciosos e ajudava seu dono a encontrar mais ouro.

Quando Odin, Loki e Thor caminhavam por Midgard, Loki mata uma lontra que nadava no rio e pega sua pele. Mais tarde eles descobrem que se tratava de Otaro, irmão de Fafnir e Regin, e filho do rei dos anões, Hreidmar. Hreidmar exige a morte de Loki pelo assassinato de seu filho. Odin, para salvar Loki, faz um acordo com Hreidmar no qual eles pagariam uma peça de ouro por cada fio de cabelo da pele de Otaro. Hreidmar aceita e fica com Odin e Thor como reféns até que Loki cumpra o acordo.


O único tesouro que possuía todo esse ouro pertencia a Andvari. Usando uma rede fornecida por Ran, Loki captura Andvari na sua forma de salmão e exige o seu tesouro e Andvarinaut em troca da sua liberdade. Andvari é obrigado a dar a Loki o seu tesouro, mas amaldiçoa o anel de modo a que destruísse qualquer ser que o usasse. Sábio, Loki não toca no anel e oferece-o a Hreidmar junto com o resto do tesouro. Hreidmar é então assassinado por Fafnir e Regin por causa do ouro, mas Fafnir decide que quer o tesouro só para si e transforma-se num dragão, afastando o irmão.


A mando de Regin, Sigurdo mata Fafnir e toma para si todo o tesouro, oferecendo Andvarinaut a Brunilda e prometendo casar-se com ela. No entanto, Sigurdo é enfeitiçado por Grimilda e acaba por desposar Gudrun, irmã de Gunnar, Hogni e Guttorm. Mais tarde, Sigurdo recuperou o anel de Brunilda e ofereceu-o a Gudrun, que o usou como símbolo da união de ambos mesmo após a morte deste às mãos dos seus irmãos. Depois da morte de Sigurdo e Brunilda, Gunnar esconde o tesouro numa caverna para protege-lo de seus inimigos. Anos mais tarde, Andvari descobre a caverna e recupera o seu tesouro, mas Andvarinaut estava perdido para sempre.


O POMO DE OURO


Na mitologia, o pomo de ouro (ou maçã de ouro) é um elemento recorrente em lendas e contos de fadas. Geralmente, os heróis devem resgatar a maçã escondida ou roubada pelos vilões.

Na Mitologia Grega:

Três pomos de ouro aparecem na mitologia grega. Hipomene aposta com Atalanta, uma caçadora virgem que prometeu casar com o homem que pudesse vencê-la numa corrida terrestre. Ela perde ao pegar três pomos de ouro de Afrodite que Hipomene coloca em seu caminho.

Hércules roubando as maçãs de Hespérides

Noutro caso, o jardim de Hespérides é o pomar de Hera, onde crescem árvores que dão maçãs douradas da imortalidade. No local está o dragão Ladão, vigia de Hera contra invasores. Um dos doze trabalhos de Hércules era justamente roubar pomos de ouro do jardim.

Em mais uma ocorrência, Zeus promove um banquete pelo casamento de Peleu e Tétis. Estando fora da lista de convidados, a deusa da discórdia Éris coloca uma maçã dourada na cerimônia, com uma inscrição onde se lê "Para a mais bela". Três deusas desejam a maçã: Hera, Atena e Afrodite. Zeus se lembra de Páris como o mais justo dos homens mortais, e sabia que ele julgaria uma competição de touros. Ares é enviado sob forma de touro para participar. Sendo um deus, era perfeito em todos os aspectos e ganhou a competição. Zeus agora sabia que Páris faria bom julgamento, e o envia a maçã, indicando que as deusas deveriam aceitar sua decisão sem discussão. Cada uma delas oferece a Páris uma oferta para obter a maçã. Hera o oferece ser um rei famoso e poderoso. Atena o oferece ser sábio, mais que alguns dos deuses. Afrodite o oferece a mulher mais linda como esposa. Esta é a escolhida, e a mulher oferecida foi Helena de Troia, o que eventualmente resultou na Guerra de Troia. A maçã de Éris é posteriormente chamada Pomo da Discórdia.


Na Mitologia Nórdica:
Na mitologia nórdica, maçãs douradas garantem a vida eterna e juventude permanente para os deuses, e são cultivadas pela deusa Iduna. Certo dia, Loki, Odin e Thor acampam. Um gigante disfarçado de águia intercepta Loki e o faz prometer capturar Iduna para ele se casar com ela e também garantir imortalidade, o que é aceito. Os deuses não sentem falta das maçãs no começo, mas logo requisitam a presença da moça. Loki confessa o ato e aceita resgatar a deusa; sendo bem sucedido, os deuses novamente desfrutam da vida eterna

A PEDRA FILOSOFAL


Pedra filosofal é um objeto ou substância lendária com poderes incríveis, capaz de transformar qualquer metal em ouro. A criação de uma pedra filosofal (Lapis Philosophorum) era um dos principais objetivos dos alquimistas em geral na Idade Média. Com ela, o alquimista poderia transmutar qualquer "metal inferior" em ouro, como também transmutar seres do reino científico-biológico Animalia (reino animal) sem sacrificar algo que dê um valor considerável em troca. Com uma pedra filosofal, também seria possível obter o Elixir da Longa Vida, que permitiria prolongar a vida "indefinidamente".

Busca por pedras filosofais são, em certo sentido, semelhantes à busca pelo Santo Graal das lendas arturianas. Em seu romance Parsifal, Wolfram von Eschenbach associa o Santo Graal não a um cálice, mas a uma pedra que teria sido enviada dos Céus por seres celestiais e teria poderes "inimagináveis".


Ao longo da história, criações de pedras filosofais foram atribuídas a várias personalidades, como Paracelsus e Fulcanelli, porém é "inegável" que a lenda mais famosa refere-se a Nicolas Flamel, um alquimista real que viveu no Século XIV. Segundo o mito, Flamel encontrou um antigo livro que continha textos intercalados com desenhos enigmáticos. Porém, mesmo após muito estudá-lo, Flamel não conseguiria entender do que se tratava. Segundo a lenda, ele teria encontrado um sábio judeu em uma estrada em Santiago na Espanha, que fez a tradução do livro, que tratava de cabala e Alquimia, possuindo a fórmula para uma pedra filosofal. Por meio deste livro, Nicolas Flamel teria conseguido fabricar uma pedra filosofal. Segundo a lenda, esta seria a razão da riqueza de Flamel, que inclusive fez várias obras de caridade, adornando-as com símbolos alquímicos. Ao falecer, a casa de Flamel teria sido saqueada por caçadores de tesouros ávidos por encontrar pedras filosofais. A lenda conta que, na realidade, ambos, Flamel e sua esposa, não faleceram, e que em suas tumbas foram encontradas apenas suas roupas no lugar de seus corpos.

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