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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mitos e Lendas Urbanas: O Cavaleiro sem Cabeça

O CAVALEIRO SEM CABEÇA

A lenda tem origem na Escócia, e envolve os membros do Clã Maclaine, do distrito de Lochbuie. Até hoje os moradores evitam a todo custo anadar pela estrada da região quando a noite cai. Rumores sobre um cavaleiro fantasma ou como é conhecido o cavaleiro sem cabeça. Dizem os moradores locais que o cavalo tem cascos brilhantes, é possível ouvir um som sinistro das rédeas. O cavaleiro é sinal de mal presagio, de morte.

Seu nome era Ewen, filho do chefe e herdeiro do clã MacLaine. Porém conta a lenda que Ewen possuía uma inveja e um ódio muito grande do pai, e isto fez com que ambos acabassem se enfrentando em um campo de batalhas.

A batalha ocorreu em Lochbuie em 1538. Os dois exércitos se encontram, e Ewen recebeu um golpe de machado que acabou por decapita-lo, golpe dado por um dos seguidores do pai. Desde então, existem inúmeros relatos sobre a sua aparição. Montando em seu cavalo negro e sem a cabeça, o cavaleiro vem para recolher as almas dos campos de batalha.
Reza a lenda que Ewen, teria tido uma especie de pressagio sobre a sua morte, com uma velha bruxa que ele havia encontrado na véspera da batalha conhecida também como a Fada Lavadeira, que tinha como função lavar as roupas dos guerreiros que morreriam em combate. Ewen, encontrou a velha agachada próximo a um riacho, e ele perguntou a ela se sua camisa estava entre aquelas que ela estava lavando, e a velha respondeu que sim. Ewen então perguntou se não haveria alguma forma de evitar aquele trágico destino, e a velha disse que se sua esposa, espontaneamente o servisse manteiga no café, ele estaria livre da morte. No dia seguinte, a sua esposa não o serviu com manteiga, e Ewen comeu seu pão seco e seguiu para o seu destino inexorável.

Outra Versão: História de Dullahan

O Cavaleiro sem Cabeça (Gan Ceann), ou Durahan (do irlandês Dullahan) é uma aterrorizante criatura lendária e imortal, geralmente vista sem cabeça cavalgando um cavalo negro (também sem cabeça) e levando a própria cabeça em um braço. 

Dizem que a cabeça é putrefata, e a cor e a consistência é a mesma de um queijo mofado. Ela emite um estranho brilho, e serve de lanterna para iluminar o seu caminho. Os seus olhos são enormes e constantemente sombrios, e a sua boca exibe constantemente um sorriso hediondo que toca ambos os lados do rosto. O Durahan possui ainda um chicote que é feito com a coluna de um cadáver humano. 

Às vezes ele é visto montando somente um cavalo preto, que galopa sem cabeça durante a noite, espalhando o terror em seu rastro. Em outras vezes, ele aparece em uma carruagem puxada por seis cavalos negros. Ela é iluminado com velas e feita de caixões, pedras de túmulos e ossos humanos. A carruagem viaja tão rápido que o atrito dos cascos dos cavalos é são ditos incendiarem as cercas ao longo dos lados da estrada.

Dizem que no momento em que o seu cavalo pára de correr, um ser humano morre. Não há nenhuma maneira de barrar a cavalgada de um Durahan. Todas as fechaduras e portas se abrem automaticamente quando ele se aproxima. Se você ouvi-lo chamar o seu nome, certamente a morte cairá sobre você. WJ Fitzpatrick, um contador de histórias das Montanhas Mourne em County Down, relata:

"Eu mesmo vi o Durahan, parando no alto da colina entre Bryansford e Moneyscalp tarde da noite, quando o sol estava se pondo. Ele levantou a sua própria cabeça em sua mão e ouvi-lo chamar um nome. Eu coloquei minha mão em meus ouvidos, caso o nome fosse o meu, então eu não podia ouvir ele dizê-lo. Quando olhei novamente, ele tinha ido embora. Mas pouco tempo depois, houve um grave acidente de carro nessa mesma colina e um jovem morreu. Tinha sido o seu nome que o Durahan estava chamando. "

Além de tudo isso, ele não gosta de ser observado enquanto atua, e joga uma bacia de sangue em todos aqueles que se atrevem a fazê-lo (sendo isso muitas vezes um sinal de que esses estão entre os próximos a morrer), ou ataca os olhos dos observadores com seu chicote. No entanto, o Durahan se assusta com ouro, e até mesmo um único alfinete de ouro pode afastá-lo. O conto de County Galway relata:

"Um homem estava a caminho de casa ao entardecer, entre Roundstone e Ballyconneely. Estava ficando escuro e, de repente, ele ouviu o som de cascos de cavalo batendo ao longo da estrada atrás dele. Ao olhar em volta, ele viu o Durahan em seu cavalo, cavalgando em direção a ele com uma velocidade razoável. Após um grito, ele começou a correr, mas a coisa veio atrás dele, e ficando colado nele o tempo todo. Na verdade, teria ultrapassado-o e levado-o para longe se não tivesse caído na estrada um alfinete de ouro das pregas de sua camisa. Houve um rugido no ar acima dele e, quando ele olhou novamente, o Durahan tinha ido embora. "

As origens do mito do Durahan não são conhecidas com certeza, mas acredita-se que ele seja a encarnação de um deus antigo celta, Crom Dubh. Crom Dubh era adorado pelo rei pré-histórico, Tighermas, que governou a Irlanda cerca de 1500 anos atrás e que legitimou o sacrifício humano para os ídolos pagãos. Sendo um deus da fertilidade, Crom Dubh exigiua vidas humanas a cada ano, sendo a decapitação o método favorito de sacrifício.


A adoração à Crom continuou na Irlanda até o século VI, quando missionários cristãos chegaram da Escócia. Eles denunciaram toda essa adoração e sob a sua influência, as velhas religiões sacrificiais da Irlanda começaram a perder sua força. No entanto, Crom Dubh não podia renegar a sua cota anual de almas, e então teria assumido uma forma física que se tornou conhecida como o Durahan ou "far dorocha" (que significa homem negro), a personificação tangível da morte.

att. MárcioLasombra

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