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sábado, 24 de junho de 2017

Menu Mitologia Indiana: O Colecionador de Dedos

O COLECIONADOR DE DEDOS AHIMSAKA: ANGULIMALA




A fábula deste assassino está descrita nos milenares sutras da tradição budista Teravada.
Ele nasceu há cerca de 2.6 mil anos, no norte da India, no reino de Kosala, a princípio foi um garoto gentil e inteligente, provando ser um aluno exemplar, como seu mestre não tinha filhos , ele e a esposa tratou o garoto como tal, deixando os outros alunos enciumados. 

Então movidos pela inveja eles espalharam um boato que Ahimsaka era amante da mulher do mestre que planejou livrar-se dele. Como última tarefa, e sacrifício a ele, o jovem devia trazer mil dedos da mão direita de mil pessoas que matasse.  

sábado, 18 de março de 2017

Menu Mitologia Indiana: Airavata

AIRAVATA



Airavata (ou Airavana)  é na mitologia hindu o rei dos elefantes, e a montaria do deus Indra. Ele também é chamado de Ardh-Matanga (elefante das nuvens), Arkasodara (irmão do sol) e Naga-Malla (elefante combatente). O nome da consorte de Airavata é Abharamu. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

MENU Mitologia Indiana: Agni

AGNI

Agni é uma divindade Hindu. A palavra agni é Sânscrito para "fogo" (nome), com a mesma origem do Latim ignis.

No Hinduísmo, ele é um deva, segundo no poder e importância atribuída na mitologia védica , apenas ultrapassado por Indra. Ele é gémeo de Indra, e assim, filho de Dyaus Pita e Prthivi. Noutra versão, ele é filho de Kasyapa e Aditi ou de uma rainha que escondeu a sua gravidez do marido. Ele possui dez mães, ou dez irmãs, ou dez criadas, que representam os dez dedos do homem que inicia o fogo. Ele possui dois pais: estes representam os dois paus que, quando ambos friccionados de modo intenso, criam fogo. Alguns dizem que destruiu os seus pais quando nasceu, porque não poderiam tomar conta dele. É casado com Svaha e pai de Karttikeya através de Svaha ou Ganga. Ele é um dos Ashta-Dikpalas, encarregado de guardar e representar o Sudeste.

Os sacrifícios a Agni vão para as divindades porque Agni é um mensageiro dos deus e para os deuses. Ele é eternamente jovem, porque o fogo é re-aceso todos os dias; mas, ele também é imortal.
Em algumas histórias acerca dos deuses hindus, Agni é aquele enviado para a frente nas situações perigosas.

O Rigveda frequentemente diz que Agni eleva-se das águas ou que reside nas águas. Ele poderá ter sido originalmente o mesmo que Apam Napat.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Menu Mitologia Indiana: Brahmaparush

BRAHMAPARUSH


O Brahmaparush (ou Brahmaparusha) é um terrível e horripilante vampiro indiano. Este vampiro é um espírito malévolo que tem prazer em devorar seres humanos. Ele é extremamente cruel e consumido por uma sede de sangue, e uma fome de cérebros. 

Só a sua aparência já é grotesca e terrível; esses vampiros usam os intestinos de suas vítimas enrolados em seu pescoço. Eles também usam intestinos em volta da cabeça como uma coroa, mostrando seus troféus de vítimas anteriores. O Brahmaparush possui um orgulho doente de seus assassinatos.

O brahmaparush também é conhecido por carregar consigo um crânio humano. Quando ele ataca uma nova vítima, ele derrama o sangue do pescoço da vítima dentro do crânio. Após isso, ele irá beber o sangue, usando o crânio humano como um copo. Depois de ter drenado o sangue da vítima completamente, o vampiro irá então saciar-se com o cérebro dela. Logo após ele vai continuar a devorar cada parte do corpo, incluindo os ossos. Ao terminar a sua macabra refeição, ele vai enrolar o intestino de sua mais nova vítima em torno de sua cabeça e cintura, e fará uma dança ritual em torno dos cadáveres.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Menu Mitologia Indiana: O Nascimento do Buda

O NASCIMENTO DE BUDA

O trecho seguinte sobre a vida de Buda foi extraído do livro de Geshe Kelsang Gyatso,Introdução ao Budismo:
O Buda que fundou a religião budista chama-se Shakyamuni. Shakya é o nome da família real no seio da qual ele nasceu e a palavra muni significa “o capaz”.
Buda Shakyamuni nasceu em 624 a.C., em Lumbini, que na época fazia parte da Índia, mas hoje pertence ao Nepal.


Sua mãe foi a rainha Mayadevi e seu pai, o rei Shudodana.
Certa noite, a rainha sonhou que um elefante branco descia do paraíso e ingressava em seu útero. Esse ingresso foi um presságio de que concebera um ser puro e poderoso e a descida do elefante do paraíso, um indício de que seu filho vinha do céu de Tushita, a Terra Pura de Buda Maitreya.


Mais tarde, quando a rainha deu à luz, em vez de sentir dor, ela teve uma visão muito especial e pura. Viu-se apoiada numa árvore, segurando um de seus ramos com a mão direita, enquanto os deuses Brahma e Indra tiravam de seu flanco, sem dor, uma criança. Os deuses, então, reverenciavam a criança, oferecendo-lhe abluções rituais.

terça-feira, 15 de março de 2016

Menu Mitologia Indiana: Avatar

AVATAR 

Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito Avatāra, que significa "descida", normalmente denotando uma (religião) encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade.

Muitos não-hindus, por extensão, usam o termo para denotar as encarnações de divindades em outras religiões
Avatar vem do sânscrito Aval, que significa "Aquele que descende de Deus", ou simplesmente "Encarnação". Qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra.

A melhor definição vem de um antigo escrito indiano, Vedas:

"Avatara, ou a encarnação da Divindade, descende do reinado divino pela criação e manutenção da manifestação em um corpo material. E essa forma singular da Personalidade da Divindade que então se apresenta é chamada de encarnação ou Avatara. Tais Personalidades estão situadas no mundo espiritual, o reinado divino. Quando Eles transcendem para a criação material, Eles assumem então o nome Avatara." - Chantajar-caritativa 2.20.263 - 264.

Um avatar é uma forma encarnada de um Ser Supremo, e tais incontáveis formas divinas residem em um plano espiritual.

terça-feira, 8 de março de 2016

Menu Mitologia Indiana: A Iluminação de Buda

A ILUMINAÇÃO DE BUDA

O trecho seguinte sobre a vida de Buda foi extraído do livro de Geshe Kelsang Gyatso, Introdução ao Budismo:

Sidarta dirigiu-se, então, para perto de Bodh Gaya, na Índia, onde encontrou um local adequado para meditar. Ali permaneceu, enfatizando uma meditação denominada “concentração espaçóide no dharmakaya”, que consiste em se concentrar unifocadamente na natureza última de todos os fenômenos.

Depois de treinar nessa meditação durante seis anos, ele percebeu que estava muito próximo de atingir a plena iluminação e andou até Bodh Gaya. Ali, num dia de lua cheia do quarto mês do calendário lunar, sentou-se em postura meditativa sob uma árvore bodhi e jurou que não sairia da meditação antes de atingir a perfeita iluminação. Assim determinado, entrou em concentração espaçóide no dharmakaya.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Menu Mitologia Indiana: A origem da dança do ventre

A ORIGEM DA DANÇA DO VENTRE

A forma de dança chamada em árabe de "Raqs Sharqui" (dança do oriente) existe provavelmente há milhares de anos.  Há muitas teorias sobre suas origens, uma das quais é, que tem suas raízes na Índia e que de lá foi difundida pelos ciganos que a divulgaram no Ocidente. 

Outros dizem que ela nasceu no Antigo Egito, e querem traçar no passado sua origem de acordo com antigas danças rituais  da Idade da Pedra, nas religiões que cultivavam a grande Deusa. 
Também acredita-se que a dança existiu como forma de arte nas cortes tanto sob o Império Romano quanto mais tarde no Império Otomano (Turquia).  Durante esta época, imagina-se que a dança possa ter se espalhado por todo o mundo árabe.

Infelizmente não há documentos suficientes que comprovem a dança até o século XX e a documentação existente é difícil de interpretar, pois dança é uma arte visual e o que se tem é a visão subjetiva do expectador que a assiste.  De qualquer forma, uma pequena estatueta do século II d.C. mostra uma dançarina em pose típica de dança oriental, tocando instrumentos antecessores dos "snujs" que a bailarina toca hoje em dia.
A dança é uma parte integrada na música árabe.  É difícil acreditar que uma dança que interpreta em tão alto grau cada nuance da música possa ter mudado tanto, quando você sabe que a música tem fortes raízes que voltam ao passado da cultura árabe.  Ambas, música e dança são parte do dia a dia no mundo árabe; pessoas se encontram, tocam e dançam como parte do cotidiano.  A dança e a música tradicional são também elementos importantíssimos em ocasiões especiais como casamentos, por exemplo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Menu Mitologia Indiana

A VACA SAGRADA NO HINDUÍSMO

A vaca é um animal sagrado na Índia e é adorada durante certas festas religiosas. Isso provavelmente se relaciona com um antigo culto de fertilidade, nos Vedas há hinos à vaca, pois ela supre tudo o que é necessário para sustentar a vida. A vaca se tornou um símbolo da vida, e não é permitido matá-la. Muitos ocidentais têm uma visão bastante negativa desse fato.
Segundo eles, as vacas deveriam ser mortas para fornecer alimento à legião de famintos da Índia.
Entretanto, considerando o lugar que a vaca ocupa na agricultura indiana, vemos também aspectos positivos: 70% da população vive do cultivo da terra, e há uma grande falta de animais de tração num país em que o trator é pouco difundido. Além disso, o excremento das vacas é útil não só como fertilizante mas também como combustível.
Em termos de culto, a vaca é mais "pura" do que o brâmane. Assim, a pessoa que toca uma vaca está ritualmente limpa. Todos os produtos derivados da vaca — o leite e a manteiga — são utilizados em diversas cerimônias de purificação. Até mesmo o excremento e a urina da vaca são tão sagrados que podem ser usados como agentesde purificação.
Os hinduístas têm outros animais sagrados além da vaca, em especial o macaco, o crocodilo e a cobra. De modo geral, eles não gostam de tirar a vida. Isso transformou muitos hinduístas em vegetarianos e também abriu caminho para o ideal da não-violência, que ficou mais conhecido no Ocidente com a luta de Gandhi para tornar a Índia independente do colonialismo britânico.

sábado, 26 de setembro de 2015

Menu Mitologia Indiana: Naga

NAGA

Naga (do sânscrito: नाग, nāga) é uma palavra em sânscrito e páli que designa um grupo de divindades da mitologia hindu e budista. Normalmente têm a forma de uma enorme cobra-real, com uma ou várias cabeças.
No grande épico Hindu Mahabharata, os Nagas tendem a ser apresentados como seres negativos, perseguidos por Garuda, o homem-pássaro, ou vítimas merecedoras de sacrifícios a deuses-serpente.
O termo Naga é muitas vezes ambíguo, pois pode também se referir, em determinados contextos, a uma das várias tribos ou etnias humanas conhecidas como nāga e a certos a tipos de elefante e de cobra.
Um Naga feminino é um nagi ou nagini.
No grande épico Mahabharata, a representação de nagas tende para o negativo. No épico elas são chamadas de "perseguidores de todas as criaturas", e diz-nos "as cobras eram de veneno virulento, grande destreza e excesso de força, e que haviam se decidido a morder outras criaturas" (Livro I: Adi Parva, Seção 20). Em alguns pontos dentro da história, nagas são jogadores importantes em muitos dos eventos narrados no épico, freqüentemente não mais mal nem enganosos do que os outros protagonistas, e às vezes no lado do bem.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Menu Mitologia Indiana: Garuda

GARUDA


Garuda
Garuda (em sânscrito: गरुड ) é uma figura mitológica presente nos mitos do hinduísmo, originariamente uma águia. Pássaro solar brilhante como o fogo, é a montaria do deus Vishnu, que é ele próprio de natureza solar. Garuda é Nagari, inimigo das serpentes ou Nagantaka, destruidor de serpentes.
É o emblema dos soberanos de raça solar e Naga o dos soberanos de raça lunar. Garuda é também a palavra alada, o triplo Veda, um símbolo do verbo, ou seja, o mesmo que a águia representa na iconografia cristã.
Garuda possuía cabeça humana com bico e três olhos, asas, braços e pernas, e era inimiga das serpentes Nagas.

Garuda Purana

O Garuda Purana é um dos dezoito Mahapuranas e é considerado o principal texto hindu a respeito da transmigração da alma, vida após vida. É uma espécie de códice do samsara, ou ciclo eterno de nascimentos e mortes.
O Purana narra um diálogo entre Garuda e Vixnu a respeito de como ocorre a transmigração e explicando detalhadamente o processo conforme é apresentado nos diversos outros textos védicos.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Menu Mitologia Indiana: O que é Hinduísmo

O QUE É HINDUÍSMO

O Hinduísmo é provavelmente uma das religiões mais antigas do mundo. Seus primeiros mitos remontam a, talvez, 8000 anos e nasceram numa região conhecida como Vale do Indo (no atual Paquistão).
Desde que os primeiros tempos em que os humanos se sentiam protegidos dentro de uma caverna e sentavam em volta de uma fogueira, à vontade de contar os seus feitos para os demais, fez surgir a mitologia. Contar histórias sempre foi um dos principais passatempos dos seres humanos. Ainda hoje o cinema e os jogos de computador (RPG) são reflexos destas práticas.
Joseph Campbell, o conhecido estudioso da mitologia mundial, nos ensina que "o mito é a abertura secreta através da qual as energias inesgotáveis do cosmos são lançadas nas manifestações culturais humanas" e "a função primordial da mitologia e do mito sempre foi oferecer símbolos que fazem progredir o espírito humano."
O panteão hindú constitui uma tentativa formidável de criar máscaras pelas quais o ser humano tenta falar dos seus sonhos e medos.
A mitologia hindú inicia com o imanifestado (Adinatha), que se manifesta na trimurti Brahma,Vishnu e Shiva, unidade na pluralidade.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Menu Mitologia Indiana: Kamadeva

KAMADEVA

Kamadeva (em sânscrito: कामदेव, Kāmadeva) é o deus hindu do amor. Também é conhecido pelos nomes de Ragavrinta ("ramo de paixão"), Ananga ("incorpóreo"), Kandarpa ("deus do amor"), Manmatha ("batedor de corações"), Manosij ("aquele que sobe da mente", contração da frase sânscrita Sah Manasah Jāta), Madana ("intoxicante"), Ratikānta ("senhor das estações"), Pushpavān ou Pushpadhanva ("aquele com o arco deflores") ou simplesmente Kāma ("desejo").
Kamadeva é representado como um jovem bonito e alado que carrega um arco e flechas. Seu arco é feito de cana-de-açúcar, com uma corda feita de mel de abelhas, e suas flechas são decoradas com cinco tipos de flores de diversas fragrâncias.
Seus companheiros são um cuco, um papagaio, abelhas zunido, a personificação da estação da primavera e a brisa suave (todos símbolos da estação).
De acordo com a purana de Xiva, Kamadeva é um filho (na realidade uma criação) de Brama, o criador do universo. De acordo com outras fontes, incluindo a purana de Skanda, Kamadeva é irmão de Prasuti; ambos seriam filhos de Shatarupa, uma das criações de Brama. Acréscimos posteriores o consideram filho de Vixnu.1 Todas as fontes concordam que Kamadeva é marido de Rati (Ratī), filha de Prasuti e Daksha (outro filho/criação de Brama). De acordo com algumas crenças, Kamadeva teria reencarnado certa vez como Pradyumna, filho de Críxena e Rukminī.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Menu Mitologia Indiana: A Canção do Vaqueiro

A CANÇÃO DO VAQUEIRO

Conta Jayadeva em seu poema (concebido com doze odes, à maneira de uma peça lírica), o romance entre eles iniciou-se uma noite nas clareiras de Vrindavan, quando tinham saído com Nanda pai Adotivo de  Krishna, e outros anciãos afim de cuidar do rebanho de vacas.
O céu escureceu, a floresta também, e Nanda, virando-se para Radha, disse: " O menino está com medo; leva-o para casa". Ela pegou a mão dele e ele foi conduzido, não para casa mas para o amor na margem do Yamuna. É recitada uma litania das encarnações de Vishnu, da qual Krishna é a oitava, e o que ficamos sabendo é que Radha, doente de amor, perambula inconsolável entre os bosques como uma criada.
" Eu sei onde está Krishna: beijando uma acariciando outra e agarrando uma terceira ele dança com todas elas." Contou a companheira de Radha quando pararam para descansar.
 O Deus continuara dançando imperturbável e Radha rejeitada, retirou-se para um refúgio na floresta .
Brincadeira no bosque perdeu o encanto . Recordando aquela breve visão de sua amada -seu coração afastou-se da dança. Ele deixou as Gopis e, depois de procurar Radha no bosque senta-se sozinho numa moita de bambu e canta: " Ela partiu, porque eu a deixei que partisse! De que me valem agora os amigos ou a vida ? Posso ver seu cenho, furioso e ofendido. Porém guardo-a em meu coração...mas se posso conservá-la em meus pensamentos, será que ela pode mesmo ter partido?"
A criada de Radha vai até Krishna e canta para ele as saudades de sua amante. "Dize-lhe que estou aqui"

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

MENU Mitologia Indiana: Surya o deus sol

SURYA, o Deus Sol

Deus Sol hindu, adorado nos Vedas, as Escrituras Sagradas da Índia. Filho de Aditi (Espaço), a Mãe de todos os deuses. Esposo de Sañjñā (Consciência Espiritual). Habitava a esfera solar(Sūryaloka) e seu Reino se estendia até Sūryamaṇḍala, a extensão do espaço até onde os raios do Sol alcançam. Segundo a lenda Surya banha-se todo pôr do sol nos sagrados rios Ganges e Yamuna.
Surya em sânscrito सूर्य (sūrya) é o Deus do Sol, adorado nos Vedas, as Escrituras Sagradas da Índia.
Filho de Aditi (Espaço), a Mãe de todos os deuses.
Esposo de Sañjñā (Consciência Espiritual).
Seus seguidores eram conhecidos como Sūryabhaktas.
Habitava a esfera solar(Sūryaloka) e seu Reino se estendia até Sūryamaṇḍala, a extensão do espaço até onde os raios do Sol alcançam.
Segundo a lenda Surya banha-se todo pôr do sol nos sagrados rios Ganges e Yamuna.
Surya é a Deidade Solar-Chefe. Na literatura hindu, Surya é notadamente mensionado como sendo o aspecto visível de Deus, aquele que a pessoa pode ver todos os dias. O Deus Surya é conhecido pelos shaivites e pelos vaisnavas como sendo um aspecto de Shiva e Visnu. O deus Sol era louvado na Índia antiga como o símbolo da vida eterna e da saúde. Surya, para os vedas, tinha a tradução de "alma que habita todos os seres, animados ou inanimados". Surya, o deus do Sol, é um entre os poucos Devas que goza alguma popularidade entre o Hinduismo moderno. Nos tempos antigos, ele foi considerado uma outra deidade criadora, e muitos templos foram devotados a ele.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Menu Mitologia Indiana: Ananta a Serpente da Eternidade

ANANTA – A Serpente da Eternidade 

Ananta, uma serpente de mil cabeças que representa o tempo cósmico.
É chamada de “a serpente da eternidade” simbolizando a “ausência de tempo”.
Conta a lenda que na história da criação hindu, após o primeiro ciclo e antes da criação do seguinte, Narayana, que significa o homem eterno, dormiu numa cama que era a própria serpente Ananta Sesha.
A função dessa serpente era sustentar o mundo e tudo o que nele se manifestasse. Por isso, entre o fim de um ciclo e antes do começo de outro, ela guardava as almas deixadas do ciclo anterior que precisariam de mais oportunidades para se regenerar.
A cama-serpente ficava flutuando sobre as águas do oceano enquanto Narayana adormecido sonhava com a próxima criação. Num dado momento, uma flor de lótus nasce do seu umbigo e sentado nela, o Deus Brahma. Quando acorda, Narayana orienta Brahma sobre como proceder ao ato da criação.
Ananta em sânscrito significa “infinito” e Sesha, o nome dado ao que é deixado como semente para a próxima criação. Sesha é o sono divino enquanto Ananta, o divino despertar de Brahma.

sábado, 6 de setembro de 2014

MENU Mitologia Indiana: Durga

DURGA

Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios.
No Hinduísmo, Durgha (sânscrito: a inacessível"[1] ou "a invencível"[2]) ou Maa Durga (Mãe Durga) é uma forma de Devi, a deusa suprema. A Deusa Durgha é considerada pelos hindus como a mãe de Ganesha, Kartikeya, assim como de Saraswati e Lakshmi.[3] Ela é considerada a forma da esposa de Shiva, a deusa Parvati, como caçadora de demônios.
Durgha é descrita como um aspecto guerreiro da Devi Parvati com 10 braços, que cavalga um leão ou um tigre, carrega armas e assume mudras, ou gestos simbólicos com a mão. Esta forma da Deusa é a encarnação do feminino e da energia criativa (Shakti).
A Grande Deusa Durgha é dita ser requintadamente bela. Sua imagem é extremamente brilhante (devi), com três olhos como lótus, dez poderosas mãos, cabelos exuberantes com formosos anelados, um vermelho-dourado brilhante de sua pele e um quarto crescente em sua testa. Ela usa um brilhante traje azul marinho que emite raios. Seus ornamentos foram lindamente esculpidos em ouro, cravejados de pérolas e pedras preciosas.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

MUNE Mitologia Indiana: Vayu

VAYU

Váyu significa vento porem é traduzido como “ar vital”, o elemento ar. Inicialmente nos Vêdas, Váyu representava o deus do vento, o senhor da vida e ultrapassava os limites biológicos abarcando todo o universo material, ou seja, tudo tem vida. Posteriormente o conceito de váyu foi substituído por prána e a partir de então o termo váyu passou a designar os sub-pránas (upa-pránas) que circulam pelo corpo todo através das nádís, canais fisiológicos sutis. Os váyus nágadis são levados para alimentar o nosso corpo exterior (bahirakarana) que controlam os movimentos dos músculos e algumas reações físicas eles são cinco: nága váyu, kúrma váyu, krikára váyu, devadatta váyu, dhananjaya váyu.
 Já os váyus pránadis pertencem ao corpo interior (antahkarana) e controlam atividades sutis e demais funções orgânicas, estes também são cinco ao todo: prána váyu, apána váyu, samána váyu, udána váyu, vyána váyu. Os cinco nágadis desempenham as seguintes funções: nága (serpente) provoca a eructação e soluço, e é a causa da consciência; Kúrma (tartaruga) provoca o pestanejar e é a causa da visão; krikára (o que faz kri) provoca a tosse, o espirro, e é a causa da fome e da sede; devadatta (dádiva divina) é a causa do bocejo; dhanamjaya (conquistador de riquezas) é o que mantém a saúde, impregna por inteiro o corpo material, não o abandona nem depois da morte e se decompõe junto com o corpo, e é a causa do som.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Menu Mitologia Indiana: Indra

INDRA

Indra é o deus das tempestades e da guerra no hinduísmo, filho de Aditi com o sábio Kashyapa. Rei de todos os deuses no passado, perdeu importância no período pós-védico. A lenda relata sua fúria quando seus seguidores abandonaram seu culto e passaram a venerar Krishna. Quando Indra enviou uma tempestade para puni-los, eles oraram a Krishna, que ergueu uma montanha para protegê-los da força da tormenta.
Diz-se que Indra não é propriamente um indivíduo, mas o nome genérico para o rei dos céus. Ao executar certos sacrifícios e penitências, um mortal pode ascender ao paraíso e tornar-se o rei dos céus.
Seu reino deve durar até que outra pessoa torne-se elegível para sua posição. Diz-se que, ao executar mil sacrifícios de Ashwamedha, uma pessoa torna-se elegível para ser Indra.
Assim sendo, o Indra em exercício sempre teme por sua posição e permanece atento aos mortais que realizam sacrifícios e penitências, cuidando para que eles não cumpram as condições para destroná-lo.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

MENU Mitologia Indiana: Shákti

SHÁKTI

Shákti (sânscrito: शक्ति, śakti) significa um poder divino, na religião e mitologia indianos. Essa palavra pode ser utilizada como sinônimo de Devi, a deusa indiana suprema; mas pode também representar a esposa de uma divindade masculina hindu. Assim, Parvati é a shakti de Shiva, Lakshmi a de Vishnu e Sarasvati a de Brahma.

Um dos mitos relatados por Zimmer conta que, quando os deuses se reuniram para criar o mundo, apenas Shiva, o asceta que passava o tempo em meditação no Himalaia não tomara ainda esposa. Como se recusasse a sair do estado de absorção, o mundo não poderia ser criado, e assim esse dois, e ainda outros deuses, procurando uma mulher que se dispusesse a viver a dura vida de privações de Shiva, encontraram Sáti, a primeira esposa do deus asceta, que mais tarde, ao se autoimolar por ter sido seu marido desrespeitado, se tornou o símbolo da lealdade da esposa.

Há três Shaktis que são as companheiras dos Deuses da Trimurti Hindu: