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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Menu Mitologia Oriental: Amakusa Shirõ

AMAKUSA SHIRÕ

Amakusa Shirō (天草 四郎?), também conhecido como Masuda Shirō Tokisada (益田 時貞?) (1621? - 12 de abril de 1638) foi um ronin japones, líder da Rebelião Shimabara

Ele nasceu na região da hodierna Kami-Amakusa, filho de Jinbei Masuda Masuda Jinbei (益田甚兵衛?), um ronin convertido ao catolicismo. O cativante adolescente era conhecido pelos seus seguidores como “mensageiro do céu”. A ele foram atribuidos poderes milagrosos.

Shiro, com apenas dezesseis anos, torna-se líder da Rebelião Shimabara, escolhido entre os outros quatro ronin que participaram da insurreição, por uma profecia atribuída a São Francisco Xavier, encontrada no texto deixado por um missionário jesuíta, expulso do Japão vinte e cinco anos antes, e contida em uma poesia onde se dizia que chegaria um rapaz "ame no tsukai" (em português "enviado do céu") que teria evangelizado o Japão.

Tomando conhecimento da revolta, o xogunato enviou tropas do Daimiô Itakura Shigemasa que, para tentar deter a revolta, aprisionou e torturou a mãe e as irmãs de Shiro, o qual decide entrincheirar-se dentro do castelo de Hara e combater o Daimiô com a ajuda dos camponeses católicos que o seguiam. 

sábado, 28 de novembro de 2015

Menu Mitologia Oriental: Woroshi

WOROCHI

Worochi é a espada lendária que o Deus Izanagi usou para matar seu filho, Kagu-tsuchi. Izanagi é uma divindade nascida de sete gerações divinas, segundo a mitologia japonesa e o Xintoísmo. Ele e sua irmã e esposa, Izanami, foram os pais de muitas ilhas, divindades e antepassados do Japão.

Izanagi e Izanami foram criados pelos Deuses e imbuídos da responsabilidade de criarem a terra. Para ajudá-los, os Deuses presentearam Izanagi e Izanami com uma lança decorada com joias, chamada Ame-no-nuboko, que significa Lança Celestial.

Com ela, os dois agitaram as águas do mar, e quando gotas de água salgada caíram da lança, formou-se Onogoroshima, que significa “a ilha auto-gerada”. Então, Izanagi e Izanami resolveram se unir sexualmente e, após a realização de uma cerimônia sagrada, surgiu de sua união o ōyashima, ou seja, as oito grande ilhas, que correspondiam às oito ilhas que formavam o Japão nos tempos antigos.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Menu Contos: Rapunzel versão original

RAPUNZEL - Jacob e Wilhelm Grimm

Nos filmes, histórias e contos atuais para crianças nos vemos cercados de censura. A maldade, ainda que minimamente explorada, é punida; e os bons vivem felizes para sempre. No entanto, não foi sempre assim. Voltando ao período medieval, existem registros de contos e lendas infantis que envolvem violência, canibalismo, automutilação, pedofilia, estupro, incesto e finais bem mais dramáticos do que estamos acostumados a ler.
Os Irmãos Grimm (Jacob (1785–1863) e Wilhelm (1786–1859) transcreveram diversas histórias locais da Europa, que antes eram contadas entre as famílias. Adicionaram romantismo e felicidade, embora ainda tivessem preservado parte da violência. Leia o conto original de 

Rapunzel.

Era uma vez um homem e uma mulher que há muito tempo desejavam inutilmente ter um filho. Finalmente a mulher pressentiu que Deus estava prestes a conceder-lhe o desejo.
Na casa deles havia uma pequena janela na parte dos fundos, pela qual se via um magnífico jardim cheio das mais belas flores e das mais viçosas hortaliças. Em torno deste vasto jardim se erguia um muro altíssimo que ninguém se atrevia a escalar, porque tudo pertencia a uma temida e poderosa feiticeira.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Menu Mitologia: Tarot

TAROT

É para a Europa, especificamente o norte da Itália, que devemos nos voltar para encontrar as primeiras manifestações do jogo do 78 cartas que hoje conhecemos pelo nome de Tarot. E, a julgar pelos mais antigos exemplares conservados, as mudanças sofridas ao longo do tempo foram muito menores do que se poderia esperar: os quatro naipes conhecidos hoje são os mesmos dos jogos italianos desde sempre: Copas, Espadas, Paus e Ouros. Além das dez cartas numéricas, as figuras são em número de quatro, para cada naipe: um rei, uma rainha (ou dama), um cavaleiro e um valete. Restam ainda 22 cartas especiais que, de certo modo, formariam um quinto naipe e que os documentos italianos denominam de trionfi (trunfos) e, os franceses, atouts, com o mesmo sentido de trunfo, ou seja, de cartas que se sobrepõem às demais.

Restaram inúmeras cartas de tarô pintadas à mão, do século XV. São os mais antigos legados históricos, que estão sob guarda de museus ou em posse de colecionadores.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Menu Curiosidades Capela dos Ossos

CAPELA DOS OSSOS

A Capela dos Ossos é um dos sete complexos religiosos espalhados pelo mundo decorado com ossos humanos. Ela está localizada em um anexo da Igreja de São Francisco, em Évora, Portugal. Foi construída  no século XVII por três monges, com o objetivo de mostrar as pessoas o quão passageira é a vida, e que todos somos iguais depois da morte. A inscrição na entrada "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos" exprime o objetivo de uma obra tão exótica. 
A capela não é grande. Seu interior é formado por 3 naves de mais de 18 metros de comprimento e 11 de largura. Mas seus números relacionados a sua construção são assustadores: Calcula-se que lá dentro estão os ossos de mais de cinco mil pessoas decorando as paredes, pilares e o teto da capela. 
Além de transmitir a mensagem de que a morte é inevitável para todos, suspeita-se que a construção da capela tenha sido motivada pela falta de cemitérios, e como era comum que nobres tivessem sua sepultura dentro de igrejas, para que ficassem mais próximos de Deus depois da morte, acredita-se  que essa foi uma forma de aproximar as demais pessoas do paraíso. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Mitologia Nordica: Origem de Sleipnir

ORIGEM DE SLEIPNIR

Durante muitos anos, os deuses viveram junto com os mortais até que, um dia, Odin, o maior dos deuses, teve a idéia de construir Asgard, a sua morada celestial. Era preciso que os deuses tivessem um local só para si, resguardado dos ataques dos seus terríveis inimigos, os Gigantes. Nem bem, porém, haviam terminado de construir a cidade, depararam-se todos com um grande problema: é que, na pressa, esqueceram de construir também uma sólida muralha para se proteger de um eventual ataque de seus pérfidos inimigos. Odin e Loki estavam conversando sobre o assunto, tendo ao lado outros deuses, como Tyr e Heimdall, quando, de repente, viram passar perto um cavaleiro. 
- Uma bela construção a que fizeram...! - disse ele, admirando a arquitetura da divina cidade. - Mas, onde está o muro que deveria protegê-lo? 
Os deuses, constrangidos, foram obrigados a confessar que haviam esquecido desta parte. 
- Ora, mas isto não é problema! - disse o forasteiro. - Sou o mais hábil construtor do mundo e posso erguer um belo e fortificado muro, se assim desejarem. 
Um sorriso de satisfação iluminou a barba ruiva de Odin. Loki, também satisfeito, acenou para o homem e lhe disse:
- E quanto tempo levará para terminá-lo? 
- Em um ano e meio estará perfeito e acabado. 
- Muito bem, pode começá-lo imediatamente! - disse Loki, aplaudindo o construtor. 
- Esperem! - bradou Odin, interrompendo tudo. - O senhor disse que é o melhor construtor de todo o mundo, não é? 
- Sim, honro-me de sê-lo! 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Menu Mitologia: A Epopeia de Giglamesh

EPOPEIA DE GILGAMESH 

A Epopeia de Gilgamesh ou Épico de Gilgamesh é um antigo poema épico da Mesopotâmia (atual Iraque), uma das primeiras obras conhecidas da literatura mundial. Acredita-se que sua origem sejam diversas lendas e poemas sumérios sobre o mitológico deus-heroi Gilgamesh, que foram reunidos e compilados no século VII a.C. pelo rei Assurbanípal. Recebeu originalmente o título de Aquele que Viu a Profundeza (Sha naqba īmuru) ou Aquele que se Eleva Sobre Todos os Outros Reis (Shūtur eli sharrī). Gilgamesh provavelmente foi um monarca do fim do segundo período dinástico inicial da Suméria (por volta do século XXVII a.C.).

A sua história gira em torno da relação entre Gilgamesh e seu companheiro íntimo, Enkidu, um homem selvagem criado pelos deuses como um equivalente de Gilgamesh, para que o distraísse e evitasse que ele oprimisse os cidadãos de Uruk. Juntos passam por diversas missões, que acabam por descontentar os deuses; primeiro vão às Montanhas do Cedro, onde derrotam Humababa, seu monstruoso guardião, e depois matam o Touro dos Céus, que a deusa Ishtar havia mandado para punir Gilgamesh por não ceder às suas investidas amorosas.