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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Menu Alquimia: O Herói em Você

O HEROI EM VOCÊ

O herói é o arquétipo da superação. Variando de acordo com a época ou corrente estético-literária, o herói é marcado por uma projeção ambígua: se por um lado representa a condição humana na sua complexidade psicológica, por outro transcende a mesma na medida em que representa facetas e virtudes que o homem comum gostaria de atingir.
Na preocupação com a possibilidade de não conseguirmos solucionar os grandes problemas políticos, sociais e filosóficos do nosso tempo, muitos de nós persistem em buscar o herói em algo externo, seja em um líder político (como o Obama) ou em um grupo (como os Anonymous). No entanto, todos podem ser heróis. Até porque ninguém nasce herói, mas torna-se um durante a jornada.
O herói não é o melhor ou o mais importante. Os principais heróis da famosa saga de Tolkien, Senhor dos Anéis, eram dois pequenos hobbits que ninguém jamais acreditaria serem capazes de salvar o destino da Terra-Média. Qualquer um pode se tornar um herói, mas antes deve ser si mesmo.
Todos nós precisamos encontrar, se não o “sentido da vida”, pelo menos o sentido das nossas próprias vidas individuais. O sentido da vida não nos dado é dado pelo mundo, mas devemos nós mesmos o criar com as ferramentas que nos são oferecidas. A vida é como um livro repleto de folhas em branco, em que nós podemos escrever a nossa própria história. Nem todas as páginas são de vitórias. Existem sempre derrotas amargas, fracassos e desilusões, e isto não se pode alterar, é verdade, pois já está no passado. Mas a próxima página sempre estará ainda em branco, e nela podemos escrever o que quisermos. Sartre dizia: “O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós.”
A Verdadeira Vontade é, basicamente, o propósito da vida de alguém. Quando Alesteir Crowley disse “Faze o que tu queres será o todo da Lei” não se referia ao hedonismo, acatando-se qualquer desejo, mas no atender do chamado de algum propósito maior que nós mesmos. Quando alguém realiza sua Verdadeira Vontade é como se encontrasse sua própria órbita entre os demais corpos celestes, e o universo passa a auxiliá-lo. O Herói é aquele que descobriu sua Verdadeira Vontade e mesmo trilhando por uma jornada tortuosa, enfrentando todos os tipos de perigos, cumpre sua missão.
No livro “O herói de mil faces”, Joseph Campbell descreveu a típica jornada realizada pelos mais diversos heróis que já houve na história, figuras religiosas e mitológicas como Jesus e Hércules. São basicamente três etapas: a partida, a iniciação e o retorno.
O herói vive em seu cotidiano quando surge uma mudança que o impulsiona a aventura. O estímulo para que o herói inicie sua jornada é o sentimento de incompletude, que irá levá-lo a buscar sua plenitude. Para iniciar é necessário ter coragem, disposição e desprendimento do que se considera seguro e conhecido. Ele, no entanto, recusa o primeiro chamado porque teme o desafio. O surgimento do mentor e o treinamento recebido impulsionam para que ele cruze o primeiro portal, abandonando a realidade do mundo comum.
Uma vez que se torna um Iniciado, o herói passa a enfrentar as provações, encontrando aliados e inimigos ao longo de sua jornada. Em seu caminho, muitas vezes solitário, o herói se depara com sombras e enfrenta dragões. Diante do perigo descobre uma série de competências que, antes no conforto do cotidiano, não seria possível. Encontra também aliados que buscarão ajudá-lo a cumprir sua missão.
Ao final desta fase ele deverá enfrenta a maior provação, o seu grande inimigo, que na realidade sempre foi ele mesmo. O inimigo é uma projeção de si mesmo, do que ele mais teme ou das características que ele procura negar. O inimigo é a contraparte que deve ser absorvida para o herói obter sua recompensa.
O herói deve morrer nesta batalha. Nem sempre os mitos narram uma morte literal, pois esta morte é na verdade simbólica. A morte representa tudo que ele deixou para trás e agora está pronto para se tornar um novo Ser. Há então a ressurreição do herói que alcançou a individuação ao obter novos conhecimentos, experiências e vivências. O fim da jornada é a transformação do próprio herói. E, mesmo que o ambiente não sofra alterações, ele não irá enxergá-lo mais da mesma forma.
Cada vez que enfrentamos uma grande dificuldade em vida, também nos deparamos com um dragão. Se escolhermos lutar contra os desafios, ao invés de desistirmos, mergulhamos mais profundamente na descoberta de quem somos e derrotamos o dragão.
Infundimos, assim, vida nova em nós mesmos e ao nosso redor. Mudamos o mundo, o nosso mundo.

Fonte: Blog Artigo 19 

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